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A verdade sobre o corredor

Já faz algum tempo que não falo sobre segurança aqui no Motos Blog, e as matérias que sairam no Fantástico (20/06/2010) e no Globo Repórter da última sexta-feira (16/07/2010) acabaram me motivando a falar um pouco sobre isso.

Corredor apertado
Para começar, eu não entendo porque eles sempre falam só dos Motoboys. No primeiro programa que eles fizeram, 2 anos atrás, eles até falaram um pouco daqueles que não são motoboys (por uns 30 segundos). Mas neste, falaram exclusivamente dos Motoboys. Não entendo porque eles não fazem um documentário sobre os Motociclistas que viajam, sobre os passeios, os motoclubes, a camaradagem, as motos de alta cilindrada e tudo mais… Mas enfim, vamos ao que interessa.

Eu sempre deixei claro aqui que não sou exemplo para ninguém. Não sou exemplo de bom comportamento nem de cumprimento das leis a risca. Já recebi multas por muitos motivos, já tive minha CNH suspensa, já tive a moto apreendida por rodar com pneus gastos demais, já caí por abusar da sorte. Então eu não sou “almofadinha” querendo dar lição de moral em ninguém, não sou perfeito, e por isso acho que minhas dicas podem servir para você e para todo mundo que usa a Moto no dia-a-dia. São dicas de alguém que vive o trânsito de São Paulo todos os dias, e que portanto sabe o que se passa.

A primeira e mais importante dica que dou é: Use TODOS os equipamentos de segurança (Botas, Luvas, Calça com protetores, Jaqueta com protetores e um bom Capacete). Quanto tudo mais falhar, são eles que vão garantir que você não vai se machucar. No Fantástico, falaram sobre um sujeito que teve o pé decepado e reimplantado. Tudo o que eu consegui pensar foi “Se ele estivesse usando botas, isso não teria acontecido“. Vestir todos os equipamentos dá trabalho? Dá sim. Vai te consumir uns 5 minutos (se você for muito lento). Mas estes 5 minutos são muito pouco tempo perto do tempo que você vai economizar com a moto. Quer usar moto? Acostume-se com isso.

Pilote Equipado

Pilote Equipado


E como não sou hipócrita, então não vou dizer aqui “não ande no corredor“, pois eu mesmo ando e não saberia como não andar nele. Quem compra uma moto para ir e vir do trabalho geralmente faz isso pensando em ganhar tempo. E ficar parado atrás dos carros vai completamente contra isso. Portanto, o corredor é uma realidade, e em vez de evitar, você deve saber usar corretamente.

A grande maioria dos acidentes que acontecem no corredor não são causados pelos motociclistas, mas sim pelos motoristas dos carros. Eles atravessam o corredor sem sinalizar, sem olhar se vem vindo uma moto, e como o Motociclista é o lado mais fraco, acaba saindo prejudicado. Então, é responsabilidade do motociclista se prevenir dos maus motoristas. A máxima “Dirigir por você e pelos outros” não é um chavão inútil. Ele diz extamente isso: Que você deve pilotar por você e ainda corrigir as barbeiragens dos outros. Afinal, você é o único prejudicado quando as coisas dão errado, não é mesmo?

Por exemplo: Você está andando em um corredor, e percebe que, de repente, a faixa da esquerda ficou livre, enquanto a faixa da direita está parada. É óbvio que algum Zé Mané vai querer ingressar na faixa livre repentinamente, aproveitando a oportunidade da vida dele de ganhar uns 50 metros em cima dos outros motoristas. E azar de quem estiver no corredor nesta hora. Percebeu? Você consegue prever essas situações de longe, basta prestar atenção. Se você vê uma situação de risco se formando na sua frente, o mínimo que você tem que fazer é reduzir a velocidade. Você pode também buzinar para avisar ao Mané que você está ali, ou piscar o farol alto… Não importa, contanto que reduza a velocidade, pois o Zé Mané pode simplesmente ignorar os seus sinais. É como prever o futuro. Atrás de uma bola, sempre vem uma criança. Atrás de uma fila livre, sempre vem um Zé Mané.

Outro exemplo: Você está andando no corredor, e percebe que ele está ficando apertado repentinamente. Não adianta ficar se enfiando, tentando ganhar cada espelho, requebrando entre os carros para avançar mais e mais centímetros, pois se os carros começarem a andar e você estiver parado entre eles, certamente algum deles vai te acertar o pé, ou o guidão da moto. Se o corredor estreitou, abandone-o. Não force a passagem.

Corredor apertado

Corredor apertado

Você deve prestar atenção ao andar no corredor. Deve olhar sempre ao longe, para pensar em como vai fazer o seu caminho. Não adianta prestar atenção apenas 5 metros a frente, é preciso olhar bem mais longe que isso, mas sem perder o foco no que está próximo. Se você anda de moto ouvindo música (com fontes de ouvido), deveria repensar essa atitude, pois a música tira a concentração e é um convite a errar. A pilotagem da moto é tensa, exige concentração, atenção e destreza. Não existe passeio quando você está num congestionamento. Deixe para relaxar no final de semana.

E quanto a velocidade: Não corra. Ande a uma velocidade em que seja possível parar caso o carro a sua frente se atravesse. Essa medida não é específica, e vai depender da velocidade que o trânsito está fluindo. Se o transito está fluindo a 50 km/h, então o carro fica a uns 20 metros. Se está a 90 km/h, o carro fica a uns 30 metros. Se está parado, o carro fica a 5 metros. Quanto mais lento o transito está, mais lento você deve estar. A diferença de velocidade nunca deve ser superior a 30 ou 40 km/h em relação a velocidade dos carros. E se os carros estão andando a 90 km/h, então você não precisa andar no corredor, não é mesmo? É melhor estar sempre um pouco mais rápido que os carros, mas a diferença tem que ser pequena.

Não correr no corredor

Não correr no corredor (Crédito da foto - Motonline)

Se houver alguma outra pessoa de moto atrás de você querendo te ultrapassar, procure com calma algum ponto onde seja possível você dar a passagem para ele. Deixa ele se matar sozinho! Você não precisa correr mais para atender a pressão do motoqueiro.

Tome cuidado especial ao andar em corredores de avenidas por onde podem cruzar pedestres. Quando o trânsito de carros para, os pedestres atravessam mesmo com o semáforo aberto para os veículos, e raramente lembram que as motos não estão paradas. Existem muitos casos de atropelamento de pedestres com o trânsito parado para os carros. Preste atenção também aos ônibus. Muitos passageiros descem pela porta da frente, passam pela frente do ônibus e simplesmente pulam no corredor bem na hora que você está passando. É um baita susto! Passe sempre devagar ao lado de ônibus parado.

E não esqueça o mais importante: Ande equipado. Use equipamentos de qualidade. Eles valem cada centavo quando são usados, pode acreditar.

Eu não entendo porque a TV não se preocupa em educar a população. Um veículo com um alcance tão grande poderia fazer muito mais pela população do que qualquer outro. Colocar um rapaz acidentado dizendo “Eu nunca mais ando de moto” não é educar. Isso não é solução para ninguém! Ninguém vai deixar de andar de moto por isso! Seria melhor ensinar as pessoas como agir melhor no trânsito, como se proteger e como se comportar… Mas não, tudo o que fazem é mostrar números e gente com seqüelas.

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106 comentários

  1. Alex disse:

    Bah, concordo com cada ponto e vírgula!! Bravo, bravo, bravíssimo!!

    :-)

    • mArcelo disse:

      Acho que além de respeito, falta preparo, inteligência e principalmente, consciência coletiva.

      As pessoas precisam entender que quando elas estão em seus veículos, estão automaticamente inseridas em um sistema de trânsito que visa atender a todos motoristas, igualmente, e que suas regras, fáróis e faixas, não estão ali somente para produzirem e lucrarem com multas, mas sim, para organizar e gerar um bom andamento de todos, pois infelizmente, se dependermos da capacidade de auto-organização do ser humano, veremos cruzamentos bloqueados, buzinas descontroladas, xingamentos exagerados, muito estresse desnecessário e nenhuma evolução no que realmente importa: o fluxo do trânsito.

      Por exemplo, em um farol quebrado, ao invés de pensarem coletivamente, terem paciência e intercalarem a passagem de um carro de cada vez, um a um, preferem ser mais “espertos”, encararem o carro ao lado como “inimigo” e disputarem cada centímetro de asfalto com agressividade, ao invés de gentileza, com força bruta, no lugar de coordenação.

      Cada veículo é uma “peça” dentro da “engrenagem” trânsito, e todas essas “peças” tem que andar em sintonia, se uma dessas “peças” não funcionar, toda a “engrenagem” é comprometida, pois para um levar “vantagem” em uma determinada situação, outro vai ter que ficar com a “desvantagem”.

      Quando uma pessoa não dá seta, por exemplo, ela mostra que não está preparada para fazer parte dessa “engrenagem”, pois não pensa na importância de sinalizar qual será a sua próxima ação, e na consequência que isso pode ter, como um atropelamento ou uma colisão, ou seja, é uma atitude egoísta, que avalia que a ação dela só interessa a ela mesma, não aos outros.

      Devemos também, sempre planejar nosso caminho e nossas ações com antecedência, se você está na faixa da direita e sabe que logo a frente terá que virar a esquerda, já dê seta, entre e se mantenha a esquerda, pra posteriormente, evitar de cruzar a frente de todos os outros carros, no farol.

      E se não conseguir, perca mais uns minutos e faça um retorno.

      O trânsito é um reflexo da sociedade brasileira, da cultura de não pensar coletivamente e querer sempre levar vantagem em todas situações, sem ceder nunca, vemos isso nas ruas, mas vemos no metrô também, em uma plataforma lotada de gente, quando chega o metrô, ninguém respeita filas, ordem de chegada, uns querem sair e outros querem entrar, ao invés de se organizarem e entrarem pela direita, enquanto os outros saem pela esquerda, preferem disputar lugares e não conseguem nem entrar, nem sair.

      Falta educação, respeito, bom senso, inteligência e gentileza, se todos cederem um pouco, ao invés de querer sempre sair por cima, não só o trânsito, mas muitos outros aspectos da nossa vida fluirá muito mais facilmente, com menos rostos ranzinzas e muito mais sorrisos.

      • Marcelo, em qualquer lugar do mundo é assim, menos aqui.
        As pessoas podem ler seu texto e achar que você passou um tempo na nuvem dos ursinhos carinhosos, mas tudo o que você falou é verdade. Tudo o que passamos na rua é um reflexo do que nós mesmos fazemos (quando digo nós, me refiro a coletividade).

        Quem não suporta mais viver dessa forma, faz o que? Muda de país. É a única solução. Pois o País não vai mudar.

        • Sidnei Borges disse:

          Olá, Daniel ! Ótimos comentários. No entanto, os problemas do nosso país também se repetem em outros, tenha certeza. Inclusive naqueles nos quais nos espelhamos como exemplo. O que há de diferente é que lá os eleitores fizeram escolhas melhores ( não anulando seu voto ) e não permitiram que o Estado fosse desmantelado. O corredor só existe porque nossa política de transporte, abandonada pelo Estado e deixada nas mãos de empresas privadas, que lucram com o pedágio, ao invés de ampliarem a malha viária e reativar nossas ferrovias e hidrovias para transporte de carga e pessoas, obriga a todos a usarem as rodovias, extrapolando a capacidade das cidades em absorver o demasiado volume de veículos em circulação.
          Um abraço.

          • É isso mesmo.
            Porém, não é nas urnas que o Brasil vai mudar. É só olhar para nossas opções de voto.

            São todas laranjas podres.

            Portanto, resolva o seu problema individual. É cada um por sí. O governo não vai resolver seu problema.

        • Celso disse:

          Não precisa mudar de país, é só mudar pro interior que não acontece nada disso…

  2. Rafael disse:

    A dica sobre pedestres andando entre os carros no meio de um engarrafamento é realmente muito justa.

    Se o trânsito está lento ainda é possível andar com a moto, prestando atenção nos carros que podem mudar de uma faixa pra outra, mas se está completamente parado – mesmo que tenha muito espaço no corredor- aí é atenção redobrada por causa dos pedestres.

    E um fato muito comum, quando uma via está parada e a contrária não é que os cabeças olhem apenas para o lado que está andando pra ver se vem carro (já tomei vários sustos parando em cima dessa galera, com o coração na boca, e nem sequer me notaram ali do lado).

  3. Paulo Nogueira disse:

    Legal a matéria, as dicas são essas mesmas e vale sempre: Prestar extrema atenção ao pilotar. Eu uso a minha moto para se deslocar ida e volta ao trabalho e o barulho que mais ouço é o da minha buzina. Pra mim é o melhor equipamento da moto, deve estar em perfeitas condições sempre. Outra super dica é: sempre veja se o farol da sua moto está aceso. Coisas simples mas que vão garantir sua segurança. Um grande abraço a toda galera que usa essa fantástica máquina de 2 rodas e sabe usá-la de forma decente e eloquente.

  4. marcelo disse:

    pedestre atravessando fora da faixa e não usando passarela aqui no ABC infelizmente é normal,deviam inventar algum tipo de punição para esse povo burro….

    Pena para a familia porque alguns desses pedestres são punidos com o proprio falecimento…

    Parabens pelo que foi escrito,tambem concordo com a necessidade de educar,já aconteceu até de outro motoqueiro querer me ultrapassar dentro do corredor….ABSURDO!!!

  5. marcus vinicius disse:

    Concordo com tudo que vc falou eu assisti o globo reporte e tb percebi que ele se preocupam em apenas mostrar o lado “negro” das motos, e seus irresponsaveis pilotos, ao inves de mostrar os bneficios e como evitar acidentes, e educar tanto pilotos quanto motoristas.
    Mas tb estou gostando muito da serie que esta passsando no auto esporte na manha de domingo,la eles estao mostrando como se previnir, e se comportar em situaçoes de emergencia

    • Vinicius… Até hoje só vi as chamadas na TV. Ainda não tive a oportunidade de assistir a esta série de dicas… O auto esporte passa muito cedo, nesta hora, eu estou dormindo.

      Assim como eu, outras pessoas também devem estar dormindo neste horário. Acho que é um programa de pouca audiência e que não tem um alcance muito grande. Acho que eles deveriam fazer pequenas chamadas durante a programação, no meio dos comerciais de TV. Alguns vídeos de 15 segundos inseridos no meio dos comerciais ao longo do dia e da noite já seriam suficientes.

  6. Marcelo disse:

    Cara esse progama do globo reporter foi uma merda. Se é pra fazer pano preto a globo não deveria passar mais nenhuma propaganda de moto.

    Eu fiquei chateado porque só mostraram o lado ruim de andar de moto, nunca mostram os Moto Clubes, as HD da vida, a liberdade…acho que é o sistema que quer manter as pessoas sem ter a sensação de liberdade, do que é pilotar uma moto.

    Outro dia eu navegando pela net, encontrei um site de um cara que ficou paraplegico em um acidente de moto, ele dizendo que moto é perigoso e tal…fiquei pensando em como foi o acidente do cara. Será que ele tava andando rápido feito um entregador de pizza? Tava usando equipamentos de segurança? Tinha bebido? Isso o cara não fala, só culpa a moto que é perigosa…a negação é um dos mecanismos de defesa mais utilizados pelos seres humanos.

    Achei uma merda aquele programa da globo. Poderiam ter mostrado como estão se dando bem os motoboys que foram para Londres, Roma ou qualquer outra cidade da Europa que ganham muito mais do que eu e tem plano de saúde.

  7. Fox disse:

    Olá amigos.

    Daniel, o pior é que todo esse trabalho deplorável da mídia, não é em vão!

    Eu fico indignado com esses acéfalos, alvos primários desse tipo de “reportagem”, que acham que toda pessoa que anda de moto já está morta! O carro não! É mais rápido e seguro! Que, num acidente, toda aquela lataria não deixa ele morrer!

    Essas pessoas, incapazes de pensar por si próprias, é que torna o estado das coisas pior do parece. Nem sequer param pra pensar que a tal emissora, que tanto mete o pau, faz do motoboy sua atéria! Desfrutando dos serviços prestados por essa classe de trabalhadores.

    É bem certo que o motociclista leva certa desvantagem no que diz respeito à segurança. Mas ninguem anda descalso sobre cacos de vidro!
    Como você falou, os itens de segurança estão aí pra compensar essa “desvantagem”, e ainda mais do que isso em alguns casos…

    O importante é saber que somos vacinados contra esse tipo de ataque!

    É claro que não podemos deixar de nos defender. Compartilhar aventuras e por que não, nossos deslizes. Afinal, aprender com os erros dos outros é um atalho para a experiência!

    Valeu.

  8. Marcos Paulo disse:

    Parabéns pelo post. Muito pertinente.
    O que eu acrecentaria ai seria. Use todos so seus sentidos.
    Eu aprendi que eu devo usar todos os meus sentidos quando estou andando de moto. Principalmente o oufato. Eu já me livrei de umas boas quedas por sentir o cheiro de óleo.
    Falando nisso…eu aconselho a ficar esperto nos acessos a pontes e avenidas que são curvinhas fechadas…Quando passa caminhão velho ali eles jorram óleo.
    Além disso na chuva cuidado MUITO..MUITO redobrado. Vc vai precisar de muito mais espaço para frear e além disso não pode frear muito forte pois os freio podem travar. N achuva eu uso mais os trazeiros…se travar eu seguro a moto…dianteiro não tem jeito.

    Mais uma coisa. Respeitem sim os motoristas. É muito dificil dirigir no transito de são paulo. Tem muita gente com pouca experiencia e assustada andando por ai. Precisamos respeitar as dificuldades de cada um. Todo mundo que anda de moto…deveria pegar umas 2 vezes pro mês o carro para andar para sentir o drama. É bom para se lembrar de como são as coisas fora da moto.

    São os que me lembrei agora.

    Os veiculos de comunicação fazem materias tendenciosas de pessoas que não andam de moto para pessoas que também não andam de moto. Tentando ser polemico e dramatico.
    Não falam de pessoas como eu que só consegui fazer faculdade por conta da moto. Que consigo aceitas empregos bem longe de casa por saber que vou contar com ela pra me levar até lá (e por ter trabalhado em lugares onde trabalhei estou sempre evoluindo e crecendo como profissional).

    Isso não da audiancia. O povo quer sangue. É só ver como fica o transito quando rola um aceidente.

    Abs

    • Piréx disse:

      Eu ia escrever, mas o Marcos já adiantou o que penso: o povão quer ver sangue. Reportagens positivas, educativas e que passem a mensagem correta do motociclismo não dão audiência – o que é mais um motivo para que divulguemos em nossos canais (blog, twitters, etc) conteúdo de interesse da comunidade das duas rodas. Se a mídia tradicional não preenche esse espaço, preenchemos nós.

      Grande abraço!

  9. Rafael disse:

    Muito boa a sua matéria, parabéns msm, concordo com td que vc disse, e a globo parece q “odeia” moto, pq td q eles passam tirando alguma coisa do auto esporte, é sobre morte de motociclista ou algo parecido, nunca uma materia de lançamento de moto, de educação ao motociclista e também aos motoristas por que não?

  10. Edu Nicácio disse:

    “Preste atenção também aos ônibus. Muitos passageiros descem pela porta da frente, passam pela frente do ônibus e simplesmente pulam no corredor bem na hora que você está passando. É um baita susto! Passe sempre devagar ao lado de ônibus parado.”

    Bem, isso aconteceu comigo semana passada: eu, a uns 35/40 km/h passei ao lado de uma fila grande de ônibus parados e o que aconteceu? Acertei em cheio uma senhorita cuja mãe não deve ter ensinado a não atravessar na frente dos ônibus. Não tive tempo nem para frear…

    Ela foi embora e me deixou com o prejuízo de um chicote elétrico cortado, dois fusíveis queimados, um dedo prensado na manete, um tanque amassado, uma jaqueta rasgada… Pois é, cair dói, e cair com minha Harley doeu mais ainda… Nem cotei ainda quanto vai ficar para arrumar a “Sukita”, mas tenho certeza que, por menos de R$ 900,00 não sai…

    Lamentável… E mais lamentável ainda é essa série de reportagens para a grande massa (vulgo, boiada), mostrando somente o lado “Globo” do assunto. Isso está recorrente, e acredito que algum diretor de jornalismo dever ter perdido o retrovisor do seu SUV importado para algum cachorro louco e quis se vingar… Só pode.

    Abraço, Daniel.

    • Marcos Paulo disse:

      Bem provável que perdeu o retrovisor.

      Atropelei uma velhinha assim.
      Passou entre os carros após sair do buso. Nem vi…mais baixinha que os carros. Sorte que ela ficou bem e disse que a culpa dela e vazou.
      Acho que ela devia estar com drogas..rs..por que ela saiu vazada e tava melhor que eu.
      Mas tem que ficar ligeiro com bus mesmo. Sorte ai com a Sukita.

      • Marcelo disse:

        Tem umas velhinhas que parecem borracha….kkkkk…Uma vez eu dei uma encostada com meu carro em uma que ela só deu uma rodada (acho que ela fazia capoeira) , parei pra ajudar e quase fui linchado.

        Mas é isso aí.

      • Edu Nicácio disse:

        Valeu velho! A moto está andando de boa… Tirando o guidão (que terei que trocar, perdi a confiança) e o tanque (amassados), o resto está inteiro, inclusive eu (calça, jaqueta, luvas, botas e capacete podem salvar uma vida)…

        Abraço.

  11. Robison disse:

    “Colocar um rapaz acidentado dizendo “Eu nunca mais ando de moto” não é educar. Isso não é solução para ninguém! Ninguém vai deixar de andar de moto por isso! Seria melhor ensinar as pessoas como agir melhor no trânsito, como se proteger e como se comportar… Mas não, tudo o que fazem é mostrar números e gente com seqüelas.”

    Esse trecho do texto diz td! Parabens pela matéria!! Infelizmente a televisão qr sensasionalismo, nada mais..

  12. Marcelo disse:

    Boa tarde pessoal !

    Infelizmente a mídia e interesseiros tentam colocar a moto como arma. Aqui em BH inúmeros ônibus estão circulando com fotos de acidentes de motos… supostos relatos de pessoas que ficaram paraplégicas, pessoas que perderam algum ente querido em uma motocicleta. Ontem inclusive tinha uma propaganda que dizia… ” minha filha pela primeira vez pegou carona com um amigo de moto, ela pensou que estava se divertindo, mas a minha filha morreu. ”
    Todas as propagandas têm um tom apelativo com estatísticas de mortes, sequelas e no final a mesma frase. ” Ande seguro, ande de ônibus “. Ou seja, os empresários donos de empresa de ônibus e sindicatos estão perdendo passageiros, pois ninguém suporta ônibus.
    As pessoas estão optando por motos sim ! Isso os incomoda e tentam persuadir a população dessa forma. No mínimo ridículo !!
    Alguma outra cidade além de BH tem essas propagandas em traseira de ônibus?
    Um abraço a todos e sempre digo : ” Com consciência, prudência se vai a qualquer lugar de moto” !

    • Marcos Paulo disse:

      Aqui em SP não tem não mestre.
      Fui pra BH pela primeira vez a umas 2 semanas e pude notar que pelo menos ai na região central tem moto pra burro.
      Sem dúvidas os caras estão perdendo dinheiro.

      O que eles não falam é estatística de quantos morrem em um acidente de bus ou carro…
      Ou até de pedestre…

      Li em uma revista a 2 anos que morria mais pedestre do que motoqueiro…

    • Renato disse:

      Aqui em São Paulo não esse tipo de propaganda, mesmo porque seria hipocresia das empresas de ônibus dizer que é seguro.
      Tem muito motorista que dirige o “tão seguro e confortável” ônibus como se tivessem levando uma monte de saco de batata.
      Eu só trocaria minha moto se o metro chegasse até minha casa.

    • Comparar a moto com o ônibus é uma grande sacanagem. Não tem como comparar o conforto da moto te levar de ponta a ponta, sem paradas, por menos da metade do custo e do tempo. Para conquistar os motociclistas, o transporte público precisa evoluir a níveis tão altos que seria difícil de encontrar no mundo.

      Talvez se tivessemos mais estações de Metrô (tanto em distância quanto em densidade). Mas como sei que eu não vou viver tempo suficiente para ver isso no Brasil, então resolvi meu problema com minha moto. E recomendo que cada um resolva seu problema de mobilidade da mesma forma.

  13. charles candido disse:

    Kara belíssimo texto, concordo com todas as palavras, parabéns !!!!!

  14. Arthur Medeiros disse:

    Excelente post, Daniel. Parabéns!

    Tirando a parte dos equipamentos de segurança (infelizmente não tenho todos), procuro seguir, na medida do possível, essas dicas. Acho que graças a essa conduta ainda não sofri nenhum acidente.

    • Arthur, o equipamento é o mais importante! É bom ter uma conduta coerente no dia a dia, mas isso não substitui os equipamentos. Como falei, quando tudo mais falha, é ele quem te garante a integridade. Quando puder, compre!

      T+

      • Arthur Medeiros disse:

        Concordo totalmente, Daniel. O problema é que a gente investe tudo que tem na moto, aí fica sem dinheiro pro resto xD. Mas na medida do possível vou providenciando.

        Valeu!

  15. marcus vinicius disse:

    Muito bom texto como ja tinha dito anterior!
    Nao so a globo mas todas as tvs deveriam ao inves de mostrar os problemas das motos mostra as soluçoes.Como campanhas educativas tanto para motociclistas, quanto para os motoristas.
    e verdade que tem muitos motociclistas que sao “abusados”, mas tem muitos motoristas que nao respeitam as motos, eu mesmo ja faz 4 meses que estou me recuperando de um acidente onde um caminhao avançou o sinal num cruzamento e me acertou e passou por cima da minha perna!!

  16. Edson disse:

    Viver é perigoso, então estejamos alertas e prudentes para sermos felizes

  17. Marcelo Macedo disse:

    Pelo jeito BH está liderando a imbecilidade e estupidez. Pelo menos se tratando de publicidade podre !

  18. Ulysses disse:

    Importante também, além de pilotarmos defensivamente, é sermos educados no trânsito. Isso é uma coisa que nem o motorista nem o motociclista brasileiro em geral são, mas a visibilidade da moto entre os carros costuma ser grande – eles estão lá parados e a gente vai passando – então para qualquer coisa que alguém de moto faça vai ter algém vendo e pensando que motociclista é “tudo sem noção” como o cara que ele viu infringir os códigos de trânsito.

    Não custa nada parar a moto sem invadir a faixa de pedestre e respeitar o farol (especialmente de dia), agradecer se alguém dá passagem etc. Aqui em Sampa os carros dão passagem até naquelas ruas que nem tem espaço para o corredor direito, se o trânsito está parado e o cara manobrou o carro para você passar agradeça. Se o lugar não é corredor de moto o cara também não tem nenhuma obrigação, quem tinha que ter achado um espaço é você, ficar buzinando e achando que todo mundo tem que sair da sua frente é megalomania.

    Toques para os colegas: mantenham uma distância razoável da moto da frente no corredor, já vi vários “cachorro loko” enfiarem a moto (curiosamente ambas com freio tambor na frente) na traseira de uma moto grande – GSX-R, Z750… (prejú pequeno né). Vale lembrar que motos grandes têm 3 discos de freio DESSE tamanho, e não cabem em todo buraco que moto pequena cabe. Nem ache que você vai brecar no mesmo tempo que uma com moto sem freio bom. Além disso tem vários desses filminhos da CET que mostram um carro fazendo a conversão, pegando um cara de moto e uns três motoqueiros caindo atrás ao atropelar a moto do primeiro. Era só ter mantido a distância.

    Outra: PELAMORDEDEUS confiram o funcionamento do farol, da luz de freio (luz de posição traseira) e ACENDAM AS MESMAS de noite!!! Já cansei de quase levar embora outro motoqueiro porque o #@$@#%*& está no corredor, de noite, e com o farol apagado. Como vou saber que não dá para fazer uma conversão se não dá pra ver o cara vindo??? Já é ruim ter que ver carro de noite só com a lanterna – ainda mais carro velho nos quais em geral o farol é ruim – agora moto apagada é o fim! Se de dia já é obrigatório de noite pode salvar a vida. Já vi várias aqui na Raposo Tavares onde um caminhão vai fazer uma conversão e quase leva uma moto apagadona. Os caminhoneiros já estão cheios de pontos cegos no veículo e você ainda fica facilitando?

    Como a gente vai levar sempre a pior se houver acidente temos que estar com a mentalidade de que “todo mundo está lá pra te pegar”. Não adianta estar certo na preferência mas parar no hospital, tem que ficar atento e tentar observar, prevendo mesmo o que vai acontecer. Em geral, acelerar é sinal de que vai mudar de faixa, diminuição de velocidade é sinal de que vai fazer conversão… Depois de um tempo de direção você consegue perceber o que os motoristas vão fazer, só precisa ter tempo (espaço e velocidade relativa) suficiente para reagir.

    Pra quem lê inglês dá pra ver boas dicas de pilotagem no site da Motorcycle Safety Foundation .

    • Marcos Paulo disse:

      mandou bem mestre.
      Adicionou boas dicas.

      Essa de frear atras de moto grande é real.
      Quando tinha a minha yes quase soquei a mot na trazeira de uma Buell.

      Hoje que to com a GS vejo como a freada é mais forte e da pra vc frear mais em cima.

      • selmo disse:

        Oi Marcus, quando você diz na última linha que a freada da G650 GS é mais forte vc se refere aos freios ABS dela?
        Eu pergunto pois estou pra comprar uma.
        Obrigado
        Selmo

  19. Victor disse:

    Daniel,
    Eu também poderia dizer mil coisas a respeito do assunto, mais você resumiu tudo que penso sobre isto, porem vou deixar minha indignação sobre a pauta, as emissoras de televisão que fazem esse tipo de reportagem só tem uma intenção… CAUSAR POLÊMICAS SOBRE A UTILIZAÇÃO DAS MOTOS…e garanto que isso não mostra a realidade sobre…
    Eu tenho carro e aqui na região que moro o transito é bastante confortavel, mesmo assim utilizo a moto como meio de transporte diario, não somente pela economia mais sim pelo prazer que um verdadeiro motociclista tem ao estar em cima de uma motocicleta.
    E após essa reportagem que também assisti no Fantástico(que de fantástico não tem nada).fiquei refletindo sobre a polêmica e cheguei a uma “FANTÁSTICA” conclusão.
    digo “SIM A MOTOCICLETA” e enquanto estiver com saúde pra andar estarei em cima de uma, claro que fazendo a minha parte.
    Grande abraço amigão.

  20. Boa noite Daniel!Gostei do seu novo post. E o pessoal tem razão, eu vi o Globo Reporter e achei bem fraquinho. Só falou de motoboy, como só estes usam moto. Eu uso a moto para trabalhar e muita gente também usa, já a moto se tornou popular. O problema esta na falta de informação dos novos pilotos, não só a desinformação como o descaso com a própria vida. Moro no interior de São Paulo – Presidente Prudente, e aqui faz um calor absurdo, então quem tem moto e usa o capacete só pra não tomar multa, sai de chinelo, bermuda e camiseta regata. Não pense que as meninas escapam, são muitas as que andam de sandalia plataforma, salto alto e vestido, se cair vai ficar linda. Tenho um flagrante destes. Então se a midia tivesse se atentado a isso, e divulgar que o governo não dá nenhum incentivo as fabricas de equipamentos de proteção, fazendo estes se tornarem caro, justificaria alguns acidentes.

    • Marcos Paulo disse:

      redução de IPI pra compra de autoóvel eles fornecem. Mas redução de impostos em cima de equipamento de segurança (até pra ter mais variedades e qualidade como os produtos qu etem lá fora) não rola.
      É tudo uma fortuna.

  21. Marcos Paulo disse:

    Sabe qual é o problema?
    Tirar uma CNH no Brasil é mole..mole.
    Tirar CNH deveria ser dificil que nem tirar licença pra pilotar aeronave.
    dai queria ver o pessoal não andar na linha. rs

  22. Pedro Luís disse:

    Pelo fato de hoje ser tão fácil comprar uma moto pequena e sair tresloucadamente por aí, as pessoas não se dão conta que moto não se dirige, moto se pilota. O piloto percebe tudo que acontece, na mecânica da moto, no piso, no ambiente do trânsito.
    No dia em que as pessoas pilotarem moto como se deve pilotar um avião, ou seja, a busca incessante pelo ZERO ERRO, os acidentes diminuirão, e muito. Assim como avião, a moto dificilmente perdoa os erros. Com a agravante que em geral no ceú o avião está sozinho ou distante do vizinho, mas na moto jamais estamos sozinhos, mesmo que não tenha um único carro em uma estrada deserta, sempre poderá haver um cachorro, um cavalo na pista, um buraco escondido na curva.

  23. Augustocvc disse:

    Daniel excelente matéria. Acompanho seu blog há 1 ano aproximadamente e sempre ótimas dicas. Até mudei de capacete com as dicas de segurança daqui. Parabéns e obrigado por trazer esse tipo de suporte aos motociclistas.

  24. Maria Aparecida disse:

    Olá Daniel,
    Adorei esse texto seu. Você realmente olha para a questão do motociclista com um olhar bem diferente dos repórteres da globo.
    Amei quando você coloca que:

    “Se houver alguma outra pessoa de moto atrás de você querendo te ultrapassar, procure com calma algum ponto onde seja possível você dar a passagem para ele. Deixa ele se matar sozinho! Você não precisa correr mais para atender a pressão do motoqueiro.”

    SEMPRE tem um motoqueiro muito apressado querendo passar por cima de mim. Ah, eu saio logo da frente; achei que isso acontecia porque sou mulher e agora lendo seu texto me sinto um pouco melhor com relação a isso.
    Fiz curso de pilotagem segura para motociclista e me ajudou muito.
    Obrigada pelas dicas e parabéns pela matéria.

    • Marcos Paulo disse:

      Engraçado. Quando vejo que tem moto atrás de alguma guria, noto que os motocas pegam mais leve.

      Mas isso acontece geralmente com quem está muito mais lento e não da passagem.
      Scooter tb os caras gostam de tocar pressão…

      Mas não tem grilo. Procura olhar smepre o retrovisor. Se tem umc ara muito mais rápido. Deixa ele ir embora e segue seu caminho.

      Sucesso!

  25. Arthur Fróes disse:

    Meus caros, tenho lido quase tudo do Motos Blog. Gosto muito e até postei alguns comentários. Aqui vai mais um, mas antes peço desculpas pela sua extensão.

    Daniel,
    esse seu texto de agora, sobre segurança nos corredores, foi um dos melhores e mais sensatos que já li, não só nesse blog, mas em qualquer outra publicação que eu tenha visto tocar nesse assunto. Só que eu acho que essa rapaziada que trabalha sobre duas rodas deveria ter sim, mais atenção das autoridades e de quem se move no trânsito, bem como como receber mais treinamento.

    Eu também não sou santo e não estou querendo ensinar nada a ninguém. Tenho hoje 58 mas, na minha Lead, sinto com os mesmos dezoito anos que eu tinha quando comecei a andar de moto, ainda sem carteira. Embora hoje com um pouco mais de juízo, apenas.

    Tirei habilitação e tive moto “oficialmente” desde 1983. Até aqui são 27 anos. Nessa época, a gente cumprimentava quem parasse uma moto ao nosso lado no sinal vermelho. Se víssemos uma moto parada no acostamento, aparentando algum problema, no mínimo a gente diminuia a velocidade, piscava o farol ou dava uma buzinadinha pra oferecer ajuda. A coisa mais ridícula e impensável, então, era um acidente com moto, provocado por outra moto. A gente aprendia como se posicionar no trânsito, como se defender de uma situação de risco e, principalmente, como respeitar os outros, pedestres ou motoristas. Isso não só ajudava muitíssimo na nossa locomoção e na prevenção de acidentes, como na manutenção do respeito e da admiração de todos por quem andava nas duas rodas.

    Tive motos por muitos anos seguidos e, por razões alheias à minha vontade, fiquei um bom período sem ter uma (embora usando a dos amigos de vez em quando). Comprei recentemente uma Lead e acabo de descobrir que as coisas mudaram muito. A gentileza, o espírito da camaradagem acabou. Aquela coisa que você exemplifica tão bem, dos carros provocando acidentes, continua existindo, claro, mas hoje estou descobrindo que o maior perigo para quem anda de moto pelas cidades são os próprios motociclistas. Não quero generalizar a categoria profissional dos motoboys, mas como eles são em grande número, os problemas com eles acabam ficando mais visíveis. Li nos jornais desse fim de semana que o número de motos no Brasil cresceu mais de 100% em 10 anos. E mais de 40% das cidades o número de motos já é maior que o de carros, havendo já duas capitais de estados nessa situação.

    Me parece que a moto entra na vida da rapaziada (como foi o meu caso, aliás) como uma espécie de sonho, de busca pela liberdade, mas hoje passa rapidamente a ser uma ferramenta de trabalho. Assim, milhares de garotos sem preparo adequado, seja nas técnicas de pilotar, seja em noções de cidadania ou de respeito pelos outros e principalmente por eles próprios, passam a serpentear por aí se achando o máximo. Tenho visto verdadeiros kamikazes sobre duas rodas.

    Há pouco tempo, no ponto mais central de Macaé, cidade há uns 200 km do Rio, eu vi uma moto dar uma fechada em outra, que caiu e bateu em um ciclista e um pedestre. Dias atrás, dentro de um túnel a caminho de São Conrado, no Rio, eu estava a 65 km/h num desses corredores de no máximo uns dois metros de largura, quando fui ultrapassado por uma outra moto, com um baú de empresa de motoboys, que ziguezagueva a uns 80 km/h por entre os carros, que andavam bem mais lentos.

    Acho que isso tem a ver com muitos fatores, mas um deles e que acho muito importante considerarmos é a tal da banalização da violência. A vida nas cidades vem e vai, assim, de relance. Como as motos nas grandes avenidas. Se não tiver a suspeita do envolvimento do goleiro do maior do mundo, matar ou morrer é coisa à toa. Já não importa mais. Ninguém liga.
    Precisamos pensar nisso com mais atenção!

    • Victor disse:

      Arthur.
      Tudo que você falou concordo em gênero numero e grau e se resume em uma só coisa …
      Acredito que a lei da vantagem faz com que tudo que somos e que fazemos tenha alguma conseqüência, e infelizmente no mundo das motos a parte mais fraca fica com o prejuízo físico Maximo.
      Então eu penso que enquanto o ser humano achar que ele é melhor que o “Próximo” sempre vai existir alguem tentando passar por cima do outro para conseguir seu objetivo seja ele qual for,espero que me entenda.
      Abraço

      • Marcos Paulo disse:

        Engraçado. Ano passado minha moto quebrou algo no meio da marginal e era a noite.
        Encostei e veiram 2 motociclistas me prestas socorro.
        Me empurraram até um posto mais próximo e me ajudaram a constatar que foi a corrente de comando que quebrou.

        Um deles me deixou gentilmente até peerto da minha casa.

        Na semana seguinte fiz o mesmo com um outro motociclista que estava sem gasolina.

        Gentileza existe ainda sim. O problema é que hoje em dia tem muito FDP querendo dar o golpe simulando problemas. Então temos que ficar sim espeertos e avaliar se vale se arriscar e ajudar alguém com problemas.

        • Arthur Froes disse:

          É, Marcos, você tem toda razão, mas isso só confirma o que eu disse em relação à banalização da violência.

        • Victor disse:

          MARCOS,
          Concordo com você que nesse mundo ainda existem pessoas de bem que estao prontas a ajudar quem quer que seja e graças a Deus que ainda existem.O Problema que cada dia mais e mais pessoas estao mudando de lado e o principal problema que o lado certo esta perdendo adeptos. Mais proponho que reflitamos sobre o assunto para que cada dia , um apos o outro possamos tentar sempre estar do lado certo
          Abraço Amigão.

      • Arthur Froes disse:

        Entendo sim, Victor,
        “…enquanto o ser humano achar que ele é melhor que o “Próximo” sempre vai existir alguem tentando passar por cima do outro…” e eu complemento: sempre vai existir alguem por baixo, pisado, prejudicado, desrespeitado.
        Proponho a todos refletirmos com seriedade sobre esse assunto, não apenas no que ele se refere ao uso da motocicleta, mas de uma maneira geral, na vida das pessoas.
        Abs.

    • Maria Aparecida disse:

      Nossa Arthur, que profundo!! E você tem razão, é a banalização da “própria vida”

  26. Vagner "Ligeiro" Abreu disse:

    Que tal frisar alguns pontos?

    Antes de tudo, quero deixar bem claro que é um ponto de vista meu, e respeitarei o de todos, contanto que ninguém abaixe o nível.

    E frisar um conceito meu: não existe “corredor” entre faixas de automóveis, pois corredor como o nome diz é um percurso de acesso, e andar em um espaço vago de segurança entre os carros não seria bem um corredor. Corredor mesmo são as faixas exclusivas de motocicletas. Mas mesmo assim, vou usar o termo, já que aqui é o que se refere.

    - Equipamentos.
    Jà disse aqui uma vez nestes comentários: a população não tem condições de comprar equipamentos, ou pelo menos não junta o dinheiro para comprar. Anda apenas com o capacete, já que é obrigatório. Se comprou a moto para transporte lá e cá, é justamente para evitar gastar mais dinheiro com o precário transporte público.
    Não vou repetir tudo o que eu disse nos comentários sobre equipamentos, só o principal: isso é questão de incentivo fiscal. Não nego a importância de um ótimo equipamento. Mas ai é outra história.

    - Os “culpados” em um acidente.
    A grande maioria dos acidentes que acontecem no corredor não são causados pelos motociclistas, mas sim pelos motoristas dos carros. Eles atravessam o corredor sem sinalizar, sem olhar se vem vindo uma moto, e como o Motociclista é o lado mais fraco, acaba saindo prejudicado.

    Agora vamos pensar: Por que então que a culpa não é do motociclista / motoqueiro / motoboy ?

    Parte da culpa também recai sobre o piloto da moto, já que o mesmo não teve a devida atenção de evitar muitas vezes. Culpar os outros (também sou motorista, assim como motociclista), falar que o motorista não sinaliza (e realmente ele está errado) é fácil. Sim, temos que ter direção preventiva, uma direção cortes, mas também temos que assumir nossa culpa, pois só o fato de andar em um trecho com curto espaço de manobras e sem pontos de visão periféricos já é um grande risco.

    Há um fator extra de o porque de existir este espaço, hoje dominado por nós motociclistas ou motoqueiros, é justamente para dar área de manobra para os automóveis de qualquer tamanho (existe uma largura máxima para os veículos, e as vias são projetadas justamente nestas larguras). Mas também este vão que sobra é necessário pois muitas vezes pode vir uma viatura policial ou ambulatorial em emergência, e se os automóveis não tiverem espaço para deixar aberto aos veículos emergênciais, isso pode custar a vida ou a segurança de alguém. Sem contar também os inúmeros “rabos de foguete” seguindo viaturas.

    Há um fator que você mesmo colocou é: E quanto a velocidade: Não corra. Ande a uma velocidade em que seja possível parar caso o carro a sua frente se atravesse. , só que pelo menos 80% dos pilotos que vejo toda vez que ando na capital paulista na hora do rush andam sempre acima dos 60 km/h “nos corredores”. Já tive casos de ver no meu velocimetro da minha moto (de 100cc) que eu estava a 80 km/h em um “corredor” na Marginal Tietê, sendo que passava outras motos no mínimo a 120 km/h. Isso com os automóveis andando se não a 5, 10 km/h, e o corredor se estreitando, ou sem espaço nenhum vago para manobras.

    - O que não é “corredor”.
    Uma coisa que você não citou no texto:
    Se há algo que vejo muito errado é o pessoal andar no meio da rua de pista simples, em cima da faixa divisória, com veículos vindo no contra-fluxo. Resumindo sem tucanês: andar ou ultrapassar na contramão.
    Vamos parar e analisar: isso é realmente “corredor”, andar na contra mão? O que muitas vezes vejo é isso também. E muitos que se dizem “motociclista” são os que fazem isso também.

    Não nego que também já fiz alguma destas manobras que citei, mas a cada dia nestes três anos de habilitação, de uma coisa eu tenho certeza: motociclistas na verdade nem deveriam andar nos “corredores” (exceto as motofaixas), pois só o fato de entrar em um espaço curto entre automóveis já é um gravíssimo risco. E por mais que tenham ou não um bom equipamento, nunca vamos evitar o erro do próximo.

    Sou a favor de “motofaixas”, ou alternativas que permitam um espaço maior de manobra para motos (não tenho nenhum no momento), mas creio eu que como políticos e motociclistas / motoqueiros dificilmente vão se unir tão cedo enquanto nós (que aparentemente somos os mais fracos) não tomarmos as devidas atitudes…

    • Vagner, o espaço entre os carros, entre as duas faixas de rodagem da esquerda de qualquer via é conhecido como “Corredor” por quem anda de moto. A maioria dos motoristas de São Paulo já se acostumou e já procura deixar este espaço livre para as motos. A faixa AMARELA, que é a faixa que separa a Mão da Contra-mão NÃO É CORREDOR. Se alguém anda em cima desta faixa, já está fazendo hora extra no mundo…

      O objetivo do texto é justamente conscientizar a quem anda de moto que deve pilotar por si e pelos outros. Apesar das barbeiragens dos motoristas dos carros, o motociclista tem condições de evitar os acidentes apenas pela atenção e pela pilotagem segura. O motociclista tem mais visão do que o motorista, então ele pode se proteger melhor. A barbeiragem do motorista não é desculpa para o acidente do motociclista… No fim, eu concordo com você quando diz que a culpa é do motociclista também. Eu só discordo sobre a razão: A culpa do motociclista é pela falta de atenção, e não por ter ingressado no corredor.

      O Corredor pode ser usado sem maiores problemas, desde que seja com atenção. Não é todo mundo que tem capacidade para isso, principalmente quando é muito novato. Mas com o tempo e com a experiência, o motociclista vai ficando mais habilidoso e consegue usar o corredor sem maiores dificuldades.

      T+

      • Vagner Alexandre Abreu disse:

        Obrigado pela resposta Daniel, e perdão pelo um pouco de acidez que coloquei no primeiro texto, mas é justamente para trazer essa discussão também, que pelo que vi, continuou legal (apesar do marcelo achar, quando na verdade deveria ter certeza que eu apóio em partes a lei dos corredores ;) mas repetindo, é uma opinião pessoal, a democracia é a ditadura da maioria ).

        Da minha parte, continuarei evitando os “corredores”, só pegando quando realemente as condições de manobra forem favoráveis.

        E se me permite o pitaco, gostaria de sugerir que continuasse com esta “série” falando justamente sobre tipos de manobras não recomendadas em motos, como essa que falei da contra mão.

        Sucesso, pois sempre estou acompanhando aqui.

    • marcelo disse:

      Esse cara deve ter achado aquela lei que ia proibir motocicletas no corredor era boa…..

      Acredito no que o Daniel escreveu no post,e tambem acredito que o desrespeito dos motoristas de carro pelo motociclistas é causa na grande parte dos acidentes.

      Pode por lampada mais forte no farol,buzina com som mais alto,andar NO CORREDOR com conciencia,que se o motorista do carro não for RESPONSAVEL,não tem jeito.

      Eu ando no grande ABC a 3 anos e sempre andei e ando no corredor e nunca me envolvi em nenhum acidente.

      • Marcos Paulo disse:

        Respeito deve ser de ambas as partes. Não tem essas de motoristas e motociclistas. Somos todos pessoas usando veiculos diferentes para chegarmos em algum lugar.
        Usando uma VIA PÚBLICA. Havendo respeito, cordialidade e principalmente RESPONSABILIDADE, muita coisa iria melhorar.

        Eu acho por exemplo que seta devia passar a ser item opcional. Por que hoje em dia um carro ou uma moto usar esse recurso ta ficando raro. E o uso da seta em qualquer monabra é um sinal de tudo isso citado acima.

        Convido a todos a verem os vídeos apresentados no programa autoesporte que um amigo aqui citou.
        É um grande exemplo de como a Educação pode resolvar grande parte dos problemas.

        abs

  27. marcelo disse:

    daniel,você tem o catalogo de peças ou o manual de serviços da honda biz com injeção eletronica(2009/2010).

    Abraço

  28. diney disse:

    De tudo oq foi dito podemos resumir em duas palavras “DIREÇÃO DEFENSIVA”.

    • Arthur Froes disse:

      Meu caro Diney,

      Eu que acabei de postar um comentário enorme aí acima, ao ver o seu interesse por resumir, gostei da idéia e proponho resumir ainda mais. A solução para QUASE todos os problemas humanos, em uma só palavra: RESPEITO.
      Se pensarmos nisso com seriedade e o pusermos em prática, os bons resultados aparecem logo.

      Abs

      • Maria Aparecida disse:

        Caro Arthur,
        Quando era criança, meu pai falava tanto em RESPEITO e eu não entendia bem porque. Achava que ele falava de coisas entre “homens e mulheres”. Hoje eu compreendo bem o que ele queria dizer…
        E concordo plenamente com você: se houvesse respeito entre as pessoas o mundo seria outro!!!!!!!!!!!! Eu tenho tentado ensinar isso a meus filhos e alunos.

  29. Hugo Alvarez disse:

    As dicas são mto úteis até agreguei conhecimento com elas, uma que sempre uso é “a faixa da esquerda ficou livre algum ZéMané vai entrar pra ganhar uns 50 metros”.

    Eu tenho 10 anos de carta AB, porém a oito parei de andar de moto até que agora voltei a andar com minha 300 nova, mas ainda tenho meu Uno Paixão Nacional e derruba motoboy-divide com carrão e léva a melhor fácil, então sou um motociclista com pensamento de motorista paulistano, vamos lá, sobre o Zé Mané:

    É comum estar parado na Juntas Provisórias por exemplo até a junção com a avenida do Estado e muitas vezes vc “como motorista” ter até raiva dos motociclistas não te deixarem mudar de faixa, sou motociclista, não dou passagem para os carros qdo estou em velocidade no corredor assim como os outros, mas nem todos tem a técnica “fóde motoboy mas não aléja pra ele não fica rchorando que era paid e família”, aí vai, para os Zés Manés dos carros que fecham, mas tb para os Zés Manés das motos que NUNCA dão passagem.

    Qdo vc estiver de moto, siga todas as dicas acima do blog pq são mto boas, são as corretas, mas caso esteja de carro, apesar dos xingamentos, vá afinando o corredor até o ponto em que não passe nenhuma moto, você não precisa dar seta pra fazer isso pq vc não está mudando de faixa, então os motociclistas vão ficar chorando como sempre mas vc vai estar na sua razão, vc está dentro da sua faixa e eles vão ter que desviar, qdo não tiver mais espaço pra nenhuma moto passar seu caminho vai estar livre pra mduar de faixa, claro que pra isso vc penaliza o transito das motos, mas até aí a galera de moto que se vire, vc não alejou nem matou ninguém, continua sendo chamado de Zé Mané e provavelmente se vc abrir espaço antes de mudar de faixa alguém vai levar seu retrovisor, mas mudando de faixa em segurança ninguém vai fazer isso.

    Então, na minha opinião, Zé Mané é quem vai pro chão, pq é proibido andar nos corredores assim como usar drogas, só usa quem quer.

    Mesmo assim, essa é a visão de um motorista paulistano habituado ao trânsito, tanto dentro de um carro, como em cima de uma moto, já perdi 3 retrovisores, mas nunca caí com minha moto (Ah só existe dois tipos de motociclistas, os que caíram e os que vão cair, PAPOFURADO) nem alejei ninguem.

    • Hugo… Se você já teve retrovisores removidos, provavelmente foi por esta atitude egoísta.

      Sua dica é furada… Não resolve em NADA o problema de ninguém.

      Uma dica para quem está de carro é: Cruze o corredor rápido, deixando-o ocupado o menor tempo possível. Assim ninguém vai te xingar.

    • Outra coisa Hugo, andar no corredor não é proibido não. O Artigo 56 do CTB, que proibiria a circulação de motos pelo corredor, foi vedado em 1998 pelo presidente FHC. Como o novo CTB entrou em vigor em 1998, é correto dizer que andar no corredor NUNCA foi proibido.

    • Luana disse:

      Bom dia Hugo,

      Quando eu comprei a minha primeira moto ainda não tinha habilitação, e com dois meses fiz uma viagem com ela de 600km, algum tempo depois vim morar em SP, com esse transito maluco, bem diferente do que eu tinha na minha cidade no paraná, 15 dias depois peguei o transito de falcon, hoje ando no corredor e nunca bati em nenhum retrovisor ou pedestre.

      Acho que pra aprender a andar de moto realmente vc precisa ter experiência no transito, e isso eu nao conseguiria andando um mes só no meu bairro, é só pilotar com prudência e respeito aos outros que vc consegue, nao precisa esperar tanto pra sair no transito.

      A causa do seu amigo ter caido 5x provavelmente foi por falta de cuidado, e não pq ele estava no transito, conheço uma pessoa que estava andando no bairro a 40km/h sem capacete e caiu com a nuca no meio-fio (guia) e hoje depois de 10 anos ele ainda não consegue falar nem andar direito, tem uma mentalidade de criança, vai ficar com sequelas pro resto da vida, então a questão é, não basta vc andar sozinho sem transito para não sofrer acidentes, vc precisa entender o que está fazendo, tanto no corredor quanto no seu bairro.

      Abraços.

      • Marcos Paulo disse:

        Tinha um primo que morreu de forma até idiota. Parou a moto.
        Quando colocou o pé no chão, tinha areia. Perdeu o equilibrio.
        Bateu a cabeça e morreu.
        Se tivesse de capacete…teria levantado dando risada de si mesmo pela cabaçada.

  30. mike disse:

    concordo plenamente…e muitos motoristas desrespeitam os motociclistas porque sabem q no final o erro sempre acaba caindo nas costas do motociclista…
    so nao gostei muito de ter chamado os motoristas de “Zé Mané” isso é uma ofensa contra mim!!(minha avó me chama assim…)poderia chamalos de…sei lá…”Jão Mané”…

  31. Marcelo Macedo disse:

    Esse tema bateu recorde de comentários. Mostrando que o tema é importante para nós motociclistas.
    Amigos, lembram que eu comentei sobre as propagandas na traseira dos ônibos com mensagens fortes e sensacionalismo?
    Pois é, li na tal propaganda onde um “pai” disse que perdeu a filha por pegar carona de moto e blá…blá.
    Uma pequena frase abaixo está escrito assim…” Esse homem é ator, mas o relato pode virar verdade com qualquer um de nós. Vá seguro, ande de ônibus”.
    Sou educado e de boa índole, mas a hipocrisia é tanta que deu vontade de botar fogo no ônibus (vazio né). BH e a tal sa Sintran ( Sindicato dos transportes) não mate seu cidadão de vergonha.

  32. charles candido disse:

    O que acontece é que deveria ser obrigatório a instalaçao de vias exclusivas para as motos e pronto!! Agora a questão que envolve respeito,atenção, humanidade, etc , isto é vital. Ou seja um problema simples de resolver acaba gerando outros problemas. Deveriamos fazer mais pressão para ter mais segurança em geral e usufluir do que é nosso direito, ou fazemos algo ou nada vai mudar!!!

    • Victor disse:

      Charles,
      Vc resumiu em poucas palavras exatamente o que deveria ser feito pelas nossas incompetentes autoridades, mais ao contrario disso eles preferem banalizar a utilização da moto como um problema nacional de segurança, infelizmente o povo brasileiro é acomodado com esse tipo de situação, pra mim de nada adianta um povo pintar a cara para exigir que um presidente seja deposto se apos algum tempo esse mesmo deposto volta a ser politico elegido por nos mesmo, (graças a Deus não é o meu caso ate porque não tenho memoria curta).
      Grande Abraço

  33. Hugo Alvarez disse:

    Daniel,

    sobre o artigo no CTB até fui conferir e realmente vc está certo e agora já sei tb, mas acho que os CFC’s desconhecem essa informação pq já fiz 3, um qdo tirei a carta e 2 de reciclagem (tenho um total de 2 anos de molho cumprindo pena) e sempre foram explícitos, “no transito uma moto deve ocupar a vaga de um carro”, sempre foi assim.

    Sobre o corredor, eu acho mesmo que a única responsa continua sendo do motociclista, sim sim o motociclista deve ser competente o bastante pra conhecer sua máquina e não trafegar numa velocidade maior do que suas habilidades lhe permitam dominar a máquina não importa qual seja a situação, mas não é isso que acontece em geral olha so:

    Tenho um conhecido(é amigo mas nos vemos pouco) e há coisa de um ano comprou uma CG, eu no começo do ano comprei um CB300.

    Olha a diferença entre esses dois condutores, é quase que uma questão filosófica, eu com minha CB300 fiquei 3 meses andando no bairro em horário sem transito nenhum, depois comecei a pegar um pouco de horário de rush dentro do bairro após chegar do trabalho e sair pra passear de moto, hoje já pego corredor com um bom domínio, ainda não me considero bom, mas me defendo bem.

    Esse amigo citado da CG, em um ano segundo relatos dele mesmo, já caiu cinco vezes, ainda pagando a moto, hj está com agua no joelho mas continua andando com a motinho que em uma das batidas ficou 2mil pra arrumar e o patrão dele pagou, agora ele tá pagando com descontos de salario, tá pagando o financiamento tb, já caiu 5 vezes.

    Em uma conversa que ele falou vamos marcar um rolê por aí, falei: vamos vamos, mas espera eu dominar um pouco mais a máquina pq ainda to meio cabacinho, aí o cara: q nd q nd logo que eu catei a moto já fui pra praia, já to pegando a Marginal, vou pra tudo q é lado.

    Pensei comigo mesmo, é por isso que já caiu 5 vezes hauhauahua, mas nem falei nd, deixei no vamos marcar vamos marcar o rolê. Eu acho que mtos individuos que não dominam suas máquinas morrem no transito, e é aquilo, se você ainda tem alguma deficiencia de habilidade, não é na rua que vc vai “pegar” a técnica, vai pra uma rua tranquila ou terreno asfaltado, estacionamento de qualquer lugar e fica passeando e treinando todas as manobras de transito.

    Um bom exemplo é o freio dianteiro, as auto-escolas de moto não te ensinam a usar, vc fica andando em 1º marcha naquele circuito ridículo e desviando de cones, mas no corredor a 80Km a morte é certa se ele não souber como usar com máxima eficiência o freio dianteiro qdo for necessário, pq ele nunca usa, qdo precisa usa e cai, é incompetência do condutor. Então quem não manja frear, tem que ir num lugar vazio dar umas aceleradas e freadas, tire medidas do chão e limite o espaço de frenagem, se vc exceder sabe que sua técnica ainda não está boa, eu ainda treino freadas fortes depois de 3 meses, fico andando perto de paredes como se representassem um corredor do lado de um onibus, tem várias técnicas que um cara de moto tem q conhecer e saber executar com frieza nas ruas em SP, em 95% dos casos de acidente é falta de habilidade do condutor da moto, ele não domina a máquina q tem.

    • Marcelo disse:

      Cara, concordo em parte com vc.

      Eu por exemplo, estou treinando para adicionar a habilitação de moto, já dirijo carro a cerca de 10 anos e nunca me envolvi com acidentes sérios…logo no começo da minha vida como motorista dei umas enconstadinhas em alguns pedestres, um ônibus arrancou meu retrovisor e foi só.

      Acho que os motoristas de maneira geral devem saber respeitar seus limites. Eu sei dirigir carro, tenho medo as vezes do trânsito (o que tem permitido que eu esteja vivo até hoje), na moto eu só sei a 1 marcha e ontem que eu descobri onde fica a buzina da magrela…kkk…

      Então eu tenho um longo percurso de adequação a esse novo véiculo, mas a minha atitude responsável é que conta muito para evitar acidentes. Saber dominar seu veículo é muito importante, ser responsável com a sua vida e as dos outros não tem preço.

      Para essas coisas só Master Card.

  34. Hugo Alvarez disse:

    No exemplo da imagem Acidente 2 da reportagem do blog isso q falei fica bem explícito, olha só a merda que o motociclista fez na traseira do que parece um Civic dos velhos senão me engano, aquela situação é comum no transito e a frenagem não é fácil mas tá bem longe de ser impossível, freio motor, freio traseiro, freio dianteiro e o cara ainda dá uma bagaçada daquelas no carro?

    • Hugo, a imagem do acidente mostra um motorista que trocou de faixa sem sinalizar e sem olhar no espelho. Babeiragem do motorista e falta de cuidado do motociclista.

      O objetivo do meu texto é justamente alertar isso: O motociclista poderia ter se safado se estivesse prestando atenção.

  35. Muito boa matéria.A imprensa que poderia ensinar e educar , tá mais interessada em manter o clima de terror que vivemos hoje no Brasil em que a palavra de ordem é violência, afinal as consequencias dela são o que mais interesse causa aos nossos ignorantes, desinformados e maioria de compatriotas ( vide os casos de assassinato serem massivamente explorados pela mídia ).
    Como disse o Paulo, eu também faço uso constante da buzina. Pressa demais não leva a ligar algum e conhecer ” as regras de sobrevivencia ” no transito podem salvar sua vida. Preciso de uma dica: Alguém conhece jaquetas com proteção e luvas q

    • Preciso de uma dica: Alguém conhece jaquetas com proteção e luvas que possam ser usadas em uma cidade absolutamente quente como Salvador? Algum modelo “refrigerado” ou ao menos não tão quente quanto os de cordura normais. E as luvas? Fica difícil , senão impossível usar as que protegem mesmo, por causa do calor. Abração.

        • Victor disse:

          Daniel,
          Somente um comentário.
          Como você mesmo já sabe eu uso a Lead todos os dias para andar praticamente 50 km, e todos os dias eu utilizo jaqueta zebra , botas, capacete(bom) e luvas, e ontem ao voltar do trabalho quando eu estava passando no corredor aqui na Av do Parque ecológico que é de transito rápido de velocidade máxima 60 km/h atravessou um homem que foi atropelado por um motoqueiro que estava ao meu lado esquerdo e veio rodopiando ate cair em cima de mim, eu estava mais ou menos 50 km/h e acredito que Deus deve ter guiado minha Lead ate parar, porque nao cai…Por outro lado o homem caiu no meio da Av do parque.
          Tudo aconteceu muito rápido, olhei para o motoqueiro que também não caiu, mais ele fugiu sem prestar socorro, olhei pra traz o cara estava caido meio do asfalto desmaiado, sem reações, pensei que ele tinha se machucado bastante, parei a moto no canto e liguei pro resgate, passado 2 min ele abriu os olhos , mais 2 minutos ele sentou , mais 2 minutos ele levantou,até entao não sabiamos que era um Bebum, e saiu andando como se nada tivesse acontecido.
          Fiquei abismado, mesmo assim aguardei o resgate chegar e expliquei a historia, ate pra não me dar problema no futuro, e graças a Deus tudo resolvido se não fosse por um único detalhe.
          Naquele momento eu estava sem jaqueta, sem luva e sem bota, somente o capacete.mais agora te pergunto? O que teria acontecido comigo se eu caisse?…Só Deus sabe.

          • Marcelo disse:

            Eu nem moto tenho, mas ja comprei um capacete, luvas e em agosto botas, a ultima coisa que eu vou comprar va ser uma calça com proteção. Moto só no ano que vem.

            Nesse pacote eu comprei cotoveleiras e joelheiras taticas, que pretendo usar por baixo da roupa.

            equipamento de proteção é fundamental.

          • Ninguém sai de casa sabendo que vai cair… Se soubesse, então nem sairia de casa. É importante estar equipado O TEMPO TODO. Pois de acordo com a primeira lei de Murphy, quando as coisas podem dar errado, elas vão dar errado com certeza, e da pior, mais cara e mais traumática forma possível.

        • Julio Miranda disse:

          Valeu! Obrigado pelas dicas e principalmente pela boa vontade em responder. Coisas como essas não tem preço. Abração.

      • Marcelo disse:

        Cara eu tenho o mesmo problema aqui em Manaus. Eu dei uma olhada na Texx Desert, forro removivel, gostei do modelo, mas achei caro. Tem uma jaqueta Alpinestar com forro removivel que tb é bem interessante eu não sei escrever o nome do modelo.

        Luvas eu uso um par de norisk, tenho tb um par da marca Lumina, que é impermeável, tecido kevlar e quente, mas vc se acostuma.

        A norisk proteje bem, mas se eu tivesse mais grana eu compraria uma alpinestar, luva muito foda.

        Um abraço.

        • Julio Miranda disse:

          Marcelo, muito obrigado. Valeu a dica. Tô analisando ,mesmo à distancia. Tenho uma Expert Riders, uso-a agora e mesmo sendo inverno, às vezes da uma suadeira e olha que ja retirei ( das mangas) aquele forro (horrível) plástico que ela tem. Se você ou alguém já usa alguma dessas ou usou-a no verão,diga-me qual a impressão real.Luvas eu comprei um par Tutto, com proteção especial de fibra de carbono, etc.etc. mas fiquei meio sem “sensibilidade” nos comandos e também é muito quente.
          Um abraço e obrigado de novo.

          • Marcelo disse:

            Cara, eu tenho usado luva nos treinos no circuito do Detram. Eu Treinei durante o dia e a noite, a luva Lumina eu ainda nao usei, ta guardada pra quando eu tiver a minha moto, mas a norisk eh uma boa luva.

            Vai usando que vc vai pegando o jeito com os comandos, eh bem melhor pra mim pilotar com luvas do que sem.

            Um abraço

            Marcelo

  36. Marques disse:

    Olá
    A TV só mostra a matéria que ela quer. E nunca do jeito que a nós queremos.
    Pilotar com cautela e bem equipado “e não abusar da sorte”, dá para evitar muitos acidentes.
    Até mais.

  37. AJ disse:

    Bom dia Pessoal, achei muito legal a matéria, parabéns!
    Somente para acrescentar, quero dizer que até entendo porque as matérias da Rede Globo só falam de motoboys.
    São os motoboys (estou generalizando, pois nem todos são iguais) o grande problema hoje.
    Mais de 400 motoqueiros/motociclistas morreram em São Paulo no ano passado. Dá mais de 1 por dia. A maioria foi causada por acidentes nos corredores.
    Sofri um acidente à exatos 38 dias. Quebrei a Patéla do Joelho esquerdo (Rótula) e a Falange Média do Dedo Anelar da mão esquerda. Passei por duas cirurgias para colocação de dois pinos na Patéla, pois ela abriu no meio e uma placa e quatro pinos na Falange, pois além de quebrar o osso torceu.
    Neste período de recuperação, estou andando bastante de carro quando preciso ir a algum lugar. Quero deixar claro que sou motociclista a 17 anos.
    No carro consigo ter a visão de como é perigoso, arriscado e imprudente é o motociclista que anda no corredor. Por isso a Rede Globo mostrou apenas este lado da situação, por ser o lado ruim.
    Para comentar apenas um dos casos que presenciei, eu estava voltando de um retorno ao médico, por causa do acidente, e o trânsito estava parado na marginal tiête, próximo à ponte do piqueri e o corredor estava muito estreito por causa de ônibus e caminhôes nas faixas do meio.
    Mesmo assim, os motoboys tentavam passagem “requebrando” entre os retrovisores e buzinando para passar. Houve um motoboy que mesmo passando, ia batendo a mão (com força, diga-se de passagem) e xingando todos os carros enquanto passava.
    Por que a Globo mostra matérias que falam sobre motoboys? Por causa desses que acham ser donos do planeta. Acham que todos devem sair da frente e estender um tapete vermelho para sua passagem. Acham que todos sabem o porquê ele está com pressa, para onde ele vai e o que ele está pensando.
    Sem brincadeira, neste dia eu fiquei com tanta raiva daquele cara, que me deu vontade de fechá-lo de propósito e ainda descer do carro para terminar o serviço.

    TODOS precisam entender que ninguém é dono das ruas, ninguém é vidente para saber porque o outro está com pressa e não é problema de ninguém se outra pessoa está nervosa.
    Se cada motorista, motociclista, motoboy, taxista, caminhoneiro e tantos outros deixassem de arrogância e pensassem nas consequências de suas ações, todos nós seríamos beneficiados.
    É LÓGICO que uma ação causará uma reação, que uma causa tem uma consequência.
    Por que, ao invés de dar passagem quando outro veículo quer entrar na faixa que estamos, aceleramos e olhamos feio? Não é arrogância? Não é falta de educação e respeito?
    Atualmente a pessoa prefere arriscar um acidente a deixar um outro passar à sua frente.

    Somente para vocês não acharem que sou o certinho dando lição de moral, meu acidente foi causado, em parte, por culpa minha. Ultrapassei um carro e o motorista que vinha de frente tentou entrar a esquerda na mesma hora sem dar seta.
    Para não bater de frente desviei a moto que derrapou e tombou.

    Abraço a todos e dirijam/pilotem com cuidado e respeito!

  38. Stefânia disse:

    Tbm assisti a reportagem da globo e odiei. A primeira coisa que pensei foi-”espero que meu pai não esteja vendo isso”, mas ele não viu pq se sim teria ligado pra mim pra fazer algum comentario do tipo: “tá vendo?!”
    Não vi finalidade naquilo, assisti até o fim pensando em apreder alguma coisa, dicas de segurança, qualquer coisa. Mas nada aprendi. Apenas que se eu quebrar a perna posso usar um cabo de vassoura com gancho para passar a marcha! kkkkk

  39. Roberto disse:

    Parabéns pela matéria.
    Educar é preciso, ficar mostrando pessoas quebradas não sabendo o real motivo o porque ficaram assim não é legal… Já ouvi falar de muita gente que só vivia fazendo merda, se arriscando sem necessidade, sem proteção nenhuma e depois de um acidente falar que andar de moto é perigoso…
    Acompanhei as reportagens e questionei: Apenas motoboy anda de moto!? Nada contra a categoria, não são apenas eles que pilotam este veículo.
    Andar de moto é mais que uma profissão como foi mostrado nas reportagens, é muito mais do que um transporte ágil, digo por mim que é uma sensação boa de liberdade de ir e vir.
    Hoje estou com a perna quebrada por causa de um acidente, e infelizmente por matérias idiotas mostradas na globo, prejudicam mais ainda a relação de aceitação da minha familia com a minha moto.
    Valeu
    Abraço

  40. Luiz Felipe disse:

    Muito bom o post! Parabéms!

  41. Kelly disse:

    Adoreii a materiaa..Concerteza essa materia seria a correta a ser exibida na Globo.. Nada adianta dizer que tem inumeras pessoas que sofreram acidente de moto e que nunca mas vao andar de moto.. porque de fato ninguem deixa de andar por isso! Se fosse assim as pessoas deixariam de sair de casa por conta dos assaltos que existem nas ruas!
    Ridiculo o fato da midia querer nos fazer entender de algo que e bom ou ruim..Ela devia ser fazer do seu poder para educar, ensinar e outras coisas e nao amedrontar!
    PS: nao tenho moto, mas ando diariamente de onibus/carro no transito do Rio e vejo como os motoristas sao indiciplinados.. Vejo cada barbaridade vindo de motoristas..E sempre sobra pro pobre do motoboy/motociclista.

  42. Arthur Fróes disse:

    Caro Daniel,
    Esse assunto dos corredores, da segurança no uso da motocicleta, com certeza é o campeão em participação aqui no MotosBlog, certo?
    Nunca vi um tema que permanecesse tanto tempo vivo, em pauta. Tantas opiniões e comentários, algumas coisas muito interessantes sendo ditas pelo pessoal, suas experiências, bem bacana…
    Achei isso ótimo e gostaria de propor que fosse feita uma espécie de compilação do que foi postado, um resumo. Que fossem acrescentadas novas dicas e idéias de boa condução da moto, de respeito em geral, de cidadania, enfim, propor que fizéssemos uma espécie de manual (esse nome é ruim, mas…), algo que viesse a ajudar a melhorar as coisas a partir do nosso ponto-de-vista, ou seja, de quem usa a moto.
    Nada de querer ditar regras, ensinar nada. Apenas criar um instrumento de troca, uma referência. Algo feito dentro de critérios que permitissem a todos nós um melhor acesso a essas informações, que nos levassem a tomar a iniciativa de mudar as coisas, ao invés de ficarmos reclamando eternamente, na posição de vítimas. Acho que nós podemos fazer muito. O que vocês acham?

  43. elias disse:

    Muito bom o post…

  44. william disse:

    PARABÉNS ,recentemente fiz um curso sobre educação para o transito EAD pronasci ,muito boa a matéria adorei mas seu comentário é ótimo,isso deveria ser matéria de escola para conscientizar muitos jovens achando que tudo é brincadeira ,acidentes acontecem a toda hora,basta prevenirmos com antecedência,BOA DICA ,APLAUSOS.

  45. Lucas disse:

    Só faltou dica pra nao colidir com ciclista aparecendo do nada, na contramao, no corredor de moto sobre a ponte estaiada (SP) !!! aff, cada uma que me aparece!

  46. Silas disse:

    Fantástico é seu blog cara, a TV só passa o que interessa, muito inteligente os comentários e o texto em geral, eles enfiam guela abaixo que existem 1,5 motoqueiros mortos por dia ou sei lá quantos, porém não dizem que eles não tiveram nenhum tipo de orientação sobre como agir ou reagir em situações adversas, ou que a auto-escola somente serviu para ensina-los a passar na prova, muito menos que ele morreu provavelmente porque não estava utilizando um equipamento necessário de segurança porque os impostos do equipamento fez com que ele deixasse de comprar o equipamento para comprar o alimento para sua família, enfim… excelente continue com o trabalho!

  47. Rivaldo Bahia disse:

    Matéria muito bem elaborada, Se todos os motociclistas seguisse a dicas e regras qual você cita nesta matéria teríamos um transito melhor e com menos acidentes.

  48. Rafael disse:

    Na verdade a pergunta nao é sobre o post, é sobre a yes.
    alem de considerar todos os fatores, peso, altura etc..
    mais ou menos qual a média de uma yes
    nova por litro?e por tanque?
    e depois dos 2 mil km muda muito?
    valeuu!

    • A minha Yes está fazendo 30 km/l, antes de 2000 km, fazia 33, mas o motivo é que eu andava mais lento nesse período de amaciamento. Hoje ando rápido o tempo todo e então é natural que a média caia.

      Como o tanque tem 14 litros de capacidade, é só fazer as contas: 30*14 = 420 km. Mas eu sempre abasteço quando a moto chega em 360 a 380 km…
      T+



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