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Profissão Repórter sobre as motos


A Globo transmitiu na última terça-feira, dia 15, no programa Profissão Repórter, uma reportagem sobre “o aumento da frota de Motos e suas consequências”.


Como aconteceu com as matérias anteriores sobre motos transmitidas pela Globo, esta basicamente mostrou motoboys e pessoas que andam de motos em lugares carentes do Brasil. Mostrou que no Nordeste e Norte do país a maioria das pessoas que andam de Moto não são habilitadas, e que não usam Capacete, dando as mais absurdas justificativas para cometer tais infrações. Mostrou ainda gente agonizando no hospital devido a acidentes de moto… aquele velho show do horror de sempre.

Aqui em São Paulo, a reportagem mostrou os acidentes entre os motoboys, mostrou que milhares de motos são apreendidas porque seu condutor não possui habilitação para conduzir motos. Mostrou também uma mulher que anda em uma Dragstar e tem um capacete preto. (???)

Para ver os vídeos do programa, visite esta página no site oficial do programa.

Acidente com Motoboy

Acidente com Motoboy

E a reportagem acabou de um jeito estranho. Mostrando um sujeito falando algo que eu não entendi sobre o ronco do motor da moto dele. E logo já entrou a vinheta do Jornal da Globo, deixando a todos com aquela sensação de “tá, mas e ai?”. O programa acabou e não chegou a conclusão alguma! Só mostrou, mostrou e mostrou, mas não disse nada!

Tudo o que ele mostrou nós já sabemos! Sabemos que acidentes acontecem, sabemos que andam sem habilitação, que andam sem capacete, e que o resultado disso são os acidentes. Faltou dizer de quem é a culpa e dizer como resolver o problema.

Moto sem placa, piloto sem equipamentos

Moto sem placa, piloto sem equipamentos

Por que é que uma pessoa não habilitada pilota uma moto? Por que é que sobem três em uma moto sem capacete? A resposta é uma só: Não há fiscalização. A lei não chega a todos os lugares do Brasil. Mal chega as capitais, que dirá nos confins do interior deste imenso Brasil. Prova disso são as desculpas que as pessoas dão: “Capacete só precisa na BR” ou “Eu não tenho Habilitação mas sou formada técnica em enfermagem” (sic). Eu não entendo o que se passa na cabeça dessa gente, mas com certeza eles estão, no mínimo, mal informados.

A culpa é, principalmente, do governo, que não tem capacidade para fiscalizar as ruas e estradas, que não exige treinamento adequado aos novos condutores nas moto-escolas, que cobra impostos absurdamente altos para os equipamentos de segurança importados e não incentiva o surgimento de boas indústrias nacionais, e que permite que uma pessoa sem habilitação compre uma moto.

Tres crianças em uma moto sem placa, sem equipamentos de proteção

Tres crianças em uma moto sem placa, sem equipamentos de proteção

A culpa também é da mídia de massa, TV em especial. São raríssimas as campanhas para conscientização sobre segurança das motos. A Internet tem muito conteúdo de boa qualidade sobre segurança em Motocicletas, mas ainda falta divulgação, e este é um canal que não chega a muitas pessoas, principalmente nas regiões onde a informação é mais necessária.

Abro um parêntese na conversa para comentar um fato relacionado: Há duas semanas atrás a própria TV Globo denunciou no fantástico um enorme esquema de propina das vans do Rio de Janeiro. Recomendo assistir essa reportagem, mas resumindo, os proprietários de vans eram obrigados a pagar propina para não tomar multas. O problema não é que eles cometiam infrações e então eram multados. Na verdade, os guardas aplicavam multas aleatórias em todas as vans, e desta forma ficaria impossível trabalhar sem que entrassem no esquema.

Entrando no esquema então, os proprietários das vans passaram a não mais receber multas, nem mesmo as das infrações que eram cometidas, e as vans passaram a lucrar menos, já que agora que tinham que desviar grande parte do lucro para propinas. Desta forma, a manutenção das vans ficou precária, e quem seria responsável por fiscalizar isso está sendo pago para não faze-lo.

Percebeu que o passageiro, usuário do serviço, simplesmente não entrou na equação? Ele tem agora um transporte precário e ninguém está fiscalizando.

Isso acontece no Brasil inteiro, de formas diferentes, mas sempre com o mesmo resultado: Transporte público caro, ineficiente e inseguro. Depois não sabem porque é que o número de motos no país quadruplicou em 10 anos, e se espantam ao saber que a maioria simplesmente ignora as leis: Querem apenas um meio de transporte que seja realmente deles, que possam contar e usar sempre que precisarem, e que não dependa da boa vontade de governos e de gente corrupta.

Uso de Moto no Interior

Uso de Moto no Interior

Portanto, aquelas pessoas precisam das motos. O objetivo das campanhas não deve ser o de desmotivar o uso da moto, já que isso não vai funcionar. O objetivo deve ser o de conscientizar sobre o uso correto da moto, incentivando o treinamento e o respeito as leis e o uso de equipamentos de segurança, e um bom início seria falar do básico: “CNH e capacete são necessários para o piloto e para o passageiro de qualquer tipo de moto, em qualquer lugar do Brasil”. Uma vinheta de 5 segundos com estes dizeres, exibida umas 4 ou 5 vezes por dia na TV já faria muita diferença.

Outro objetivo deve ser o de denunciar os absurdos: Uma mãe levar os 2 filhos na moto só é absurdo se o ônibus estiver passando na frente de casa dela a cada 30 minutos. Caso contrário, o absurdo está no fato do ônibus não existir.

Não há vergonha nenhuma em ter apenas uma opção de transporte, e usa-la. Vergonha é ficar omisso e se deixar perecer diante de tanto descaso.

Que você acha?

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53 comentários

  1. Gustavo disse:

    Realmente, fui viajar para o nordeste mês passado, e o negócio lá é feio!! Todo lugar que você olha é Shineray 50tinha andando com cara descalço, sem camisa, de bermuda e sem capacete. Os caras andam até em rodovias com essas motos!! Elas não precisam de habilitação nem de seguir as normas de motos “comuns”. Eu quanto a São Paulo, acho que não tem mais jeito, só explodindo tudo e começando de novo!!

  2. Erick disse:

    Muito bom o post Daniel. Queria ver um programa desse porte, fazendo uma repostagem por exemplo, de pessoas que andam de moto a 20 anos e nunca sofreram acidente (eu conheço), de grupos de pessoas que saem para passeios de moto em familia, e andam dentro das leis, habilitados, e com os devidos equipamentos de segurança. Ninguem mostra o lado bom de andar de moto. Há uma generalização, estar de moto = ser motoboy. É esse tipo de coisa, que faz muitas vezes ser um tabu por uma moto dentro de casa. Como meus familiares irão ver, ter uma moto com bons olhos, com a midia fazendo isso? Lamentavel.

  3. Cleber disse:

    Quando vi a chamada do programa pensei: ” O Daniel vai comentar” – imaginei o texto assim como vc o trouxe, para resumir em uma palavra, excelente. abraço

  4. Marcelo disse:

    Olá Daniel,eu vi esse programa e fiquei indignado com o resultado.

    Como que profissionais de jornalismo graduados elaboram uma reportagem assim?Só consigo pensar que é matéria comprada,pois se fosse para fazer a matéria com “inicio-meio-fim” teria mostrado o que mostrou,teria mostrado como é medíocre o processo de obter habilitação de moto usado hoje em dia,e iriam obter informação das autoridades de trânsito,sobre a inexistente fiscalização,seria interessante mostrar um curso de pilotagem defensiva e ações de conscientização dos condutores.

    Mas acho que assim iriam “mexer” com muita gente forte,ai já viu né…a Globo pula fora e “dança conforme a música”…

    Enfim,lamentável reportagem feita por profissionais(creio que eles são)mal informados ou mal intencionados,é mais uma para a coleção de absurdos da mídia.

    O jeito é fazermos nossa parte.

    Abraço!

  5. Gabriel disse:

    O programa mostrou o que todos já sabiam, mas não atacou a precariedade no transporte público, que leva ao aumento de alternativas a este. Não assisti até o final, pois imaginei que continuaria vendo “mais do mesmo”.
    Poderiam ter entrevistado algum piloto profissional, para mostrar o outro lado da história; este mesmo piloto alertaria ao uso de equipamentos, e até poderia usar alguns para que as pessoas tivessem maior noção de como são. É uma coisa simples, que não demandaria uma complexa reportagem. Nem precisaria levar o piloto a uma loja de equipamentos, porque este geralmente já os tem em casa.
    O que o Profissão Repórter não fez – e que representa o elementar nesta profissão – foi mostrar vários lados de uma mesma história e não apenas um.
    Esses dias vi o Conexão Repórter (do Roberto Cabrini, no SBT) tratando sobre rachas. Mostraram os absurdos que acontecem nas rodovias do país, mas também entrevistaram o Danilo Andric, que corre profissionalmente, em lugares próprios, e com todos os equipamentos de segurança existentes.
    Existe ainda outro ponto. As pessoas andam desta forma porque não sabem e muitas vezes não se importam em conduzir as motocicletas com pelo menos o básico em equipamentos de segurança. Em minha cidade, por exemplo, – típica cidade “terra de ninguém” – muitos tiram o retrovisor das motocicletas, o que segundo eles representa maior “estilo”.
    O governo pensa muitas vezes somente em combater o problema, não em conscientizar a população ao melhor uso dos meios de transporte existentes. A TV não possui boa vontade em pelo menos colocar um personagem numa novela que represente como um piloto consciente deve realmente se comportar. Não se discute a raiz de nada, apenas se mostra (um lado da história) e se espera que com isso tudo se resolva.

  6. Sergio disse:

    Daniel,
    Muto boa sua matéria. Eu também concordo com a tua opinião: Foi uma péssima matéria da Globo. Perderam uma ótima oportunidade de prestar um serviço de informação e utilidade pública. É até vergonhoso para uma emissora de televisão fazer uma reportagem dessas.

    ABRAÇO E BOAS CURVAS.
    Sergio.

  7. Fernando disse:

    A mídia em geral não contribui para o bem, mas a maioria não percebe isto. 90% do tempo ou mais, são notícias ou assuntos negativos, ou programas que não contribuem em nada para qualquer evolução, e acabam por focar somente isto. O padrão de comportamento tem que ser ruim.
    Sobre a emissora comentada então, nem se fala. Só divulgam o que pode dar sensacionalismo, e praticamente todos seus programas e reportagens não são nenhum pouco conclusivas. Estão subestimando nossa inteligência. Já os assuntos relacionados à motos, campeonatos, só são divulgados se tiver acidentes e tragédia !

  8. Claudio disse:

    opa.. belo comentário… Mas o problema também é a conscientização de quem anda… Se todos utilizassem luvas, jaqueta e bota, além do capacete, com certeza o número de feridos iriam diminuir muito. Eu estou montando um Site onde vou começar a postar algumas dicas de viagem de moto, como se comportar no transito, como respeitar e ser respeitado, como se proteger adequadamente e etc… acredito que já é uma boa intenção e de alguma forma vou tentar ajudar neste “conscientização”… Acredito que criar uma campanha fixa assim como o de câncer de mama poderá ajudar em muito a todos “motociclistas” e tentar tirar esta visão de “motoqueiro fora da lei” que ainda existe por culpa de uns e outros…

  9. Paulo Moraes disse:

    Muito bom o post Daniel!

    Não precisamos ir muito longe para ver a falta de fiscalização ou afiscalização de fachada.
    Fui neste feriado a Búzios e vi dezenas de motociclistas passando na frente de guardas e até mesmo na frente de delegacias e sem os devido capacetes.

    Teve um caso em que dois caras em um hornet600 chegaram a pedir informação a um policial e sem os capacetes.

  10. Deni Williams disse:

    Ví a matéria da Globo e achei uma porcaria que não acrecenta nada. Um dos problemas desse país é essa emissora tosca.

  11. Marco Ferreira disse:

    Infelizmente mais uma matéria sem sentido e que mostrou apenas a “realidade” de quem não entende nada no que diz respeito a motos. A matéria foi feita com o único intuíto de dizer que todos que andam de motos estão errados! Como nossos amigos desseram a alguns comentarios acima, não reportaram nada em relação a mediocridade da prova para habilitação pelo menos em São Paulo, onde nem acelerar a moto é preciso, o alto custo de equipamentos de segurança bons, a qualidade péssima de alguns capacete que só servem mesmo pra não tomar multa, o a falta de cursos para realmente aprender a pilotar motos. Se levarmos em conta as provas para habilitação que temos hoje, não se pode considerar o fato de ter ou não habilitação pra andar de moto, pois 95% das pessoas que tiram carta de moto não saem preparadas para rodar no trânsito de grandes capitais e vão aprender a duras penas ou sofrendo acidentes por falta de capacitação em pilotar uma moto e isso sim devia ser relatado. Eu via as chamadas para o profissão reporter e fiquei até ascioso pra ver se vinha algo novo, ou alguma coisa que agregasse valor aos motociclistas, mas o que vi foram menos de 30 minutos de nada com coisa nenhuma, matérias sem pé nem cabeça, entrevista com um tiozinho que anda nas estradas de terra só pra perguntar se ele tinha habilitação ou não, na outra botam uma reporter numa sala do hospital onde está um cara com fratura exposta fazendo cara de nojinho e falando “são cenas muito fortes”. Pelo amor de Deus! Como pode o Caco Barcelos com toda a sua bagagem e expertise no jornalisto montar uma equipe fraca e sem sendo jornalistico fazer matérias como essa? #profissaoreporterfail

  12. Marcos disse:

    É Daniel as palavaras chave são orientação e concientização.
    Na falta destas e mais facil punir (ou não), como mostrado na matéria.
    E assim sobe o seguro obrigatório! rs,,,
    … Não tenho habilitação mas sou formada em enfermagem… foi ótimo!
    E a prova de desrespeito com as autoridades, ficou evidente, quando um piloto em situação irregular foi parado, e enquanto o policial dava entrevista, um amigo do piloto tentou tirar a moto por trás do policial.
    E mesmo assim, o policial apenas alertou o espertinho.

  13. fernando henrique disse:

    vi a materia da globo,conclusão,mostrou tudo e não disse nada!!!

  14. miguel disse:

    Nota zero pra esse programa. os reporteres zero a esquerda. não aconselhavam nem as pessoas que colocavam a vida de crianças em risco.

  15. Rogério Salvagni disse:

    Daniel, parabéns pelo Blog e pelo comentário sobre a reportagem. Independente do péssimo trabalho jornalístico apresentado, o panorama das motos é péssimo. Trabalho em um estaleiro em Santa Catarina e todo final de expediente a saída dos usuários de motocicletas é um verdadeiro caos. Alguns saem empinando, nenhum respeita mão e contra-mão e o resto você pode imaginar. O fato é que a empresa tem um alto índice de acidentes registrados justamente no deslocamento trabalho-residencia e vice versa. Preocupada com isso a empresa faz toda segunda feira uma reunião no pátio com todos os 1200 funcionários e sempre o tema é o translado e a forma como os usuários de motocicletas deixam a empresa e insiste muito para que todos tenham cuidado, que dirijam com atenção, que não abusem etc, etc, etc. O desgaste da diretoria, do médico do trabalho e do pessoal da segurança do trabalho é enorme e nem assim os acidentes diminuem. E é um fato que está praticamente fora do controle da empresa por se tratar de translado. Não há muito o que fazer, exceto pelas reuniões e tentativas de se tentar conscientizar esse número elevado de usuários de motocicletas.
    É uma condição muito difícil de se resolver por se tratar de conscientização. Parece que tudo o que se fala nas reuniões, como dizem por aí, entra por um ouvido e sai pelo outro. E esse comportamento é o mesmo em qualquer empresa, em qualquer avenida, em qualquer lugar. Eles agem como se todo lugar fosse uma terra sem lei e estão impunes, podendo fazer o que quiserem. Ultrapassam pela direita, não respeitam nada nem ninguém. Nem eles mesmos. Não viu a reportagem que a prefeitura de São Paulo desistiu do corredor de motos depois que aumentou o número de acidentes devido ao corredor? Eles mesmos batem neles mesmos devido a prepotência, acham que são “super” e que nada vai acontecer com eles. Na minha opinião, enquanto não houver uma extrema e rigorosa fiscalização sobre todos, inclusive os usuários de motocicletas, nada vai mudar. Em tempo, sou motociclista há mais de 30 anos, tive um acidente, nenhuma multa e uma enorme kilometragem rodada. Abraços,

    • Daniel Ribeiro disse:

      Rogério, sua empresa poderia solicitar ao detran da sua cidade que posicione fiscais na saída da empresa… Certamente a chuva de multas que vai acontecer vai fazer o pessoal respeitar mais.
      Outra sugestão é incluir obstáculos na via, como lombadas e tartarugas.
      Mais uma sugestão: Já que a empresa é tão preocupada assim, porque ela não oferece alguns um ônibus fretados para várias regiões da cidade? Assim os funcionários podem simplesmente deixar a moto em casa e ir de ônibus.

      Acidentes na ida ou volta do trabalho são considerados acidentes de trabalho, e portanto, geram custos para a empresa. Talvez esse custo seja maior do que o de uma pequena linha de ônibus dedicados.

      Mas uma coisa é certa: As pessoas são imbecis, e só vão mudar a atitude quando o bolso começar a doer. Se houver fiscalização e punição, a história muda.

  16. Leandro Messias disse:

    É o negócio é sinistro ,eu fico aqui imaginando como deverá ser daqui uns 10 anos ,se os orgãos responssaveis por “fiscalizar” continuarem corruptos e omiços.

  17. Renato Fonseca disse:

    Eu vi essa reportagem, e achei de uma coisa sem sentido nenhum.

    A Globo como sempre querendo manipular a população, e com essa reportagem você o quanto esses caras são estagiários sem futuro, pois um profissional que se presta veria que isso não é coerente.

    E o Caco Barcelos, que reporter é esse??

    Sei que existe muitas coisas pra mudar, mas não só em motos, mas no Brasil como um todo.

    Na minha opinião a mensagem que passou foi que todo motoqueiro/motociclistas (pra mim é tudo a mesma coisa as duas palavras) estão errados, e não as pessoas que deixam de seguir as leis existentes nos país.

    abs

  18. Vitor disse:

    Falta uma reportagem seria dando exemplos positivos como Taiwan onde motociclistas tem ate faixa propria exclusiva para rodar. Por que em vez de culpar os motociclistas nao criam politicas publicas que facilitem a integracao da motocicleta com o transito uma vez que as motos sao os veiculos que mais crescem em numero e em breve serao maioria no transito. Politica de integracao ao motociclista e nao de exclusao. As ruas nao foram feitas apenas para carros.

  19. Eduardo Toda disse:

    Eo preço do nosso DPVAT óoóóó, a cada ano mais caro, tudo por causa desses “sem noção”…. só para ter uma idéia de o quanto é sem noção:

    O repórter pergunta se ela é habilitada na condução de moto (tem carta)numa mulher que fica estirada na rodovia, que acabou de cair da moto. E ela responde:
    “-Sou técnica em enfermagem…sou técnica em enfermagem…..”

  20. Danilo disse:

    Em Rondônia, só aqui na capital Porto Velho mesmo que tem fiscalização quanto aos equipamentos de segurança. No interior o cenário é bem parecido com o que a reportagem mostra. Mas nossa capital tá complicada no quesito respeito no trânsito, tá difícil mesmo, se você, por exemplo, avistar um carro com a porta aberta e chamar atenção, o dono do carro já manda você ir tomar naquele lugar! Muita gente usando carros e motos como instrumento de poder e soberba, aquela coisa do “Eu tenho um veículo e não devo satisfação a ninguém”.

  21. Robin-BH disse:

    Daniel, você disse tudo. O que está acontecendo hj no nosso país é o seguinte. A mídia aqui perdeu a função de informar, e só visa audiência. Reportagens sensacionalistas, feitas por pessoas sem qualificação, que não entendem nada do assunto que acabam distorcendo a realidade. Vou dar um exemplo: se a polícia prende um ladrão e o judiciário manda soltar, de quem é a culpa? Muitos dizem que é do judiciário, outros que é da polícia. Mas na verdade é do nosso legislativo, que mantêm as leis brandas e desatualizadas. A polícia e o judiciário nesse exemplo cumpriram seus papéis. E por que o legislativo não trabalha? Porque não tem quem fiscalize. Quem deveria fiscalizar? Nós? Sim. O governo? Principalmente. Pagamos absurdos impostos, não temos saúde e educação dignas. No caso das motos, é muito mais fácil culpar os motociclistas pelos acidentes e aumentar cada vez mais os impostos, que as autoridades passarem a fiscalizar mais, que o governo passar a formar cidadãos mais conscientes, que a mídia passar mais programas educativos e menos besteiróis. Mas o grande culpado de tudo, e que quase nunca se fala nas reportagens, é o GOVERNO. Parem de procurar culpados pros seus problemas. O problema do país não está nos motoboys, nos motoristas de ônibus, nos pedestres, nos seus vizinhos. O problema de tudo está no GOVERNO. O cupado de tudo que acontece conosco é o GOVERNO.

    • Sergio disse:

      No final das contas a culpa mesmo é do povo ou seja de todos nós que permitimos que o governo e os políticos em geral façam o que bem entendem.

      • Robin-BH disse:

        Caro Sérgio, a equação é simples. Basta manter 51% do povo desinformado, semi-analfabeto, que os 100% pagam o pato. Somente os países onde educação não é prioridade, que os governos e os políticos fazem o que bem entendem. É o nosso caso, infelizmente.

  22. Rodrigo disse:

    Fala ae, Daniel.

    Assim como todo mundo que viu o programa fiquei puto. Concordo com você que o problema é a falta de fiscalização mas faltou citar na educação que não temos na escola como aula de cidadania e noções de transito.

    Pior, foi assistir o programa com a sogra e a namorada cornetando e falando que moto é perigoso, isso e aquilo. Concordo que moto tem seus perigos pois ficamos muito expostos mas muito pior quando não tem fiscalização, o cidadão é mal educado, inabilitado e mal equipado.

    Abraço.

  23. Credence disse:

    Chamou a atenção ao fato de que os acidentados são geralmente homens jovens que virou sinônimo de imprudência. Todo dia vejo motoqueiro desafiando os limites da física e técnica para frear primeiro no sinaleiro, até o dia que cai e fala com a vozinha fina: vou vender a moto e se Deus quiser comprar um carro. O problema não tá na moto, tá em cima dela e ainda acelera.

  24. Douglas Freitas disse:

    Essa reportagem citada esta mais pra ação comercial da máfia do DPVAT que quer justificar o valor absurdo e inaceitável a ser pago por todos os motociclistas, ou será que é por puro acaso que sempre nessa época do ano pipocam nas mídias de massa matérias (pagas) desse tipo, que nivelam todos os motociclistas por baixo?!

  25. Fernando disse:

    Concordo com a opinião do Douglas, deveria haver uma redução do valor do DPVAT, ou até equiparar ao dos carros novamente. Vocês tem alguma idéia do montante que é arrecadado todos os anos, de todos os veículos no Brasil ? E quanto é realmente o gasto com o pagamento de indenizações ?
    Realmente, é preciso haver mudanças em todos os segmentos, não podemos mais aceitar que tudo permaneça como está.

    • Douglas Freitas disse:

      Fernando, o mais interessante é que quando vc faz um seguro qualquer e não o utiliza, na renovação vc tem normalmente um desconto, agora pergunto, pq a imensa maioria de condutores (carros e motos) que nunca fizeram uso do DPVAT (eu mesmo não conheço ninguém que já tenha feito!)não tem desconto na hora de pagar? Outra coisa interessante sobre o DPVAT é que ele é cobrado de forma errada, pense bem: se vc tem 2 carros ou 2 motos, quantos vc conduz ao mesmo tempo?! Quem causa acidentes, um objeto inanimado que é conduzido ou um ser animado que o conduz? Então por que pagar DPVAT pra cada bem inanimado sendo que quem é o responsável por acidentes é sempre o condutor? “Ah mas o acidente foi causado por problemas técnicos no veículo”…. ta, mas quem pos o veículo em movimento?! São coisas a se pensar, mas pense logo pq daqui a pouco tem futebol e novela na tv pra fazer os 51% da população parar de pensar…

      Abraço

  26. WELINGTON SOUZA disse:

    Tenho duas motos, sou motoboy, e neste feriado de 15 de novembro tive que usar um ônibus intermunicipal para levar meus filhos em uma cidade vizinha, até a casa da mãe deles, há uma distância de mais ou menos 35 km. Com idades de 12 e 6 anos eu não podia levá-los de moto por causa da legislação, enfim saí de casa às 10 horas e tive que pegar um ônibus urbano, no sentido contrário ao meu destino (mais ou menos uns 15 km), para conseguir embarcar no intermunicipal que nos levaria a tal cidade, ou correria o risco de ser deixado para trás pelos ônibus que passam lotados sem poder levar mais de 11 passageiros em pé, caso optasse por embarcar no meio do caminho.
    Se tivesse feito a viagem de moto, mesmo fazendo duas viagens levaria no máximo 2 horas, e teria uma despesa de uns R$15,00. Como a minha única opção era o coletivo, já que não tenho carro, consegui chegar em casa novamente as 15:30 h, e tive uma despesa de mais ou menos R$ 40,00. Levei então 5 horas e meia, 3 e meia a mais da previsão com a moto, e uma despesa adicional acima de 200%.
    Só por este exemplo todo empenho em adquirir uma moto e utilizá-la como ferramenta, um bem, uma paixão, quase um alguém, capaz de resolver um problema que poderia ser resolvido pelo Estado já vale a pena, mesmo quando o risco é mais um obstáculo a ser vencido.

  27. evaldo disse:

    ….FALTA SOMENTE….A TAL EDUCAÇÃO

  28. Alberto disse:

    Realmente falou e falou e não mostrou nada… Só mostrou irresponsabilidade dos condutores que nem podem ser chamados assim por não terem habilitação…
    Como os amigos aqui disseram, faltou mostrar pessoas que nasceram numa familia de motociclistas ou descobriram o prazer de andar de moto. Que andam de acordo com a lei e limitaçoes humanas. realmente só resta fator “os outros”, carros ou motos que querem andar mais e cometem erros, envolvendo outras pessoas…

  29. Neto disse:

    Profissão Repóter SEMPRE foi assim…..termina e fica a dúvida: e? e?

    Reparou que 100% dos motoqueros acidentados a culpa é dos outros…..

  30. Adimar (Pardal) disse:

    A falta de fiscalização e a imprudência de alguns “motoqueiros” realmente me deixam muito irritado. Naquela viagem que fiz até a Estrada da Graciosa (http://www.motosblog.com.br/6966/projeto-explore-pardal-em-morretespr), já na entrada tem um posto policial da polícia rodoviária, e acontece que na volta, um garoto que devia ter seus 18 a 22 anos, veio a mim e a meu amigo perguntando se podiamos levar a moto dele uns quilômetros (e devolver a alguns quilometros longe dalí), porque ele não tinha habilitação (tinha sido parado). Me neguei obviamente porque pensei: Fiz todos os procedimetos corretamente para tirar minha CNH, e sempre andei o mais corretamente possível para ser um motociclista de verdade, para um FDP destes sair impune da fiscalização?. Só não mandei ele para aquele lugar, porque ele já estava tomando a lição que merecia.

  31. RENATA disse:

    O programa não abordou de forma clara e objetiva o assunto, pois a meu ver é uma questão de varias ações conjuntas. Moro no ES e a frota de motocicletas cresceu muito e por consequência os acidentes também. Mais se cada um tiver ações preventivas e educação no trânsito e andam de acordo com as leis podemos evitar muitas tristezas.

  32. mariah disse:

    realmente sem noção essa reportagem ,com tantos casos de desrespeito no transito no geral com qualquer tipo de veiculo retrataram apenas aos motociclistas como se todos fossem iguais , e aqueles motoristas de carros caminhão etc…que na maioria dos acidentes com motos são os principais causadores por não respeitarem os motociclistas no transito ? isso deveria ter mostrado na reportagem muitos motociclistas sofrem acidente ou ate mesmo perdem a vida por não serem respeitados no transito,,,quanto aos casos de pilotar sem CNH ou sem equipamentos obrigatorios capacetes etc…cabe aos orgãos da lei do nosso país pois a fiscalização existe para punir esses infratores não para alertar apenas .moro em uma cidade com pouco mais de 100.00 habitantes e posso dizer que até a pé ta complicado andar pois o fluxo de veiculos esta cada vez maior e os motoristas q

  33. mariah disse:

    realmente sem noção essa reportagem ,com tantos casos de desrespeito no transito no geral com qualquer tipo de veiculo retrataram apenas aos motociclistas como se todos fossem iguais , e aqueles motoristas de carros caminhão etc…que na maioria dos acidentes com motos são os principais causadores por não respeitarem os motociclistas no transito ? isso deveria ter mostrado na reportagem muitos motociclistas sofrem acidente ou ate mesmo perdem a vida por não serem respeitados no transito,,,quanto aos casos de pilotar sem CNH ou sem equipamentos obrigatorios capacetes etc…cabe aos orgãos da lei do nosso país pois a fiscalização existe para punir esses infratores não para alertar apenas .moro em uma cidade com pouco mais de 100.00 habitantes e posso dizer que até a pé ta complicado andar pois o fluxo de veiculos esta cada vez maior e os motoristas quase sempre preocupados com horarios deixam de prestar atenção no transito e com isso cresce o numero de acidentes ,na minha opinião o que deveria ser feito na midía era um programa de conscientização no transito e dicas de segurança uma fiscalização mais rigorosa e multas mais pesadas ,pois existe sim motoristas que não respeitam ninguem no transito tanto de carro como de moto mas não podem julgar a todos …

  34. credence disse:

    A função do jornalismo é apenas de mostrar, noticiar. Se fizerem considerações estão julgando os fatos e essa não é a sua função. O fato de a matéria mostrar o que acontece com quem é irresponsável já ajuda, na minha opinião. Se as autoridades não fiscalizam ,também foi mostrado. POrém, o que querem é que a Rede Globo fiscalize, multe e eduque o povo e
    isso ela não pode fazer, mas faz o que pode. Na minha avaliação foi positiva a reportagem, agora podem fazer uma sobre os motoclube e moto encontros, onde a putaria come solta nessas baladas sobre rodas .

  35. Marcos disse:

    Cuidado Credence, as coisas não são assim como vc está dizendo não.
    Se vc viu isso em algum lugar, pode ter certeza que não é regra e sim exceção.

  36. Saurus disse:

    Shadow, mais uma vez você foi preciso nos seus comentário. Parabéns. Espero que alguma “otoridadi” veja seu blog e tenha a vergonha na * da cara e faça alguma coisa, não para proibir motos em corredores ou aumentar impostos e taxas, mas sim prover a população de trasnporte público de massa de qualidade (conforto, regularidade, segurança, diversidade de trajetos e destinos, etc), pois, posso apostar que 90% desses “motoqueirociclistas” deixariam as motos se tivessem esse transporte público de massa de qualidade. Também é a moto substituindo o jegue, o muar, o bucéfalo. Também falta educação para o uso de motos, jovens entre os 15 e 25 anos de idade que se acham indestrutíveis, presunçosos e arrogantes, imaturos. Motoristas (de carros, ônibus, caminhões, etc) estressados, impacientes e intolerantes. O trânsito, principalmente nas grandes cidades, virou uma guerra onde todos são inimigos de todos, é o “cada um por si e o resto que se dane”, isso se aplica a motoqueirociclistas (principalmente os mais jovens e irresponsáveis), motoristas e demais condutores de veículos.

  37. Welington Souza disse:

    Tvs não fazem as leis. Existe sim muita opnião de qualidade nos programas de televisão, bem como muita gente que “joga pra torcida”.
    Políticos, sim, fazem leis e ditam as regras. Num regime de democracia representativa o povo elege o seu representante para falar e votar em seu nome, mas infelismente uma boa parte dos políticos são corrúpitos e não honram o compromisso. Muitos, mesmo sofrendo sansões pela falta de ética, (isso pra suavisar um pouco), conseguem pela vontade popular se reeleger e fazer tudo novamente ou pior. A televisão e outros e outras mídias (e esta é uma delas) além de mostrar, têm opnado quanto a bons e maus comportamentos sociais, inclusive a prática tendenciosa dos políticos de legislar em benefícios dos próprios interesses, (pessoais é claro).

    Nosso povo, infelismente é mal educado e apoiando-se no anonimato abre mão do compromisso que deveria ter com a própria conciência, e da mesma forma que é capaz de jogar lixo na rua, contribui para que maus políticos (suavisei mais uma vez) consigam permanecer governando e legislando este nosso país.

    Um exemplo de leis estranhas é ter que fazer dois exames psicotécnicos para renovação (no caso de piloto profissional) e outro para adição de categia na da CNH. Para que fazer dois exames iguais?
    Na justificativa que posso ver cabe apenas a intenção de duplicar a arrecadação, por intermédio da CNH que já há um bom tempo vem sendo sigla muito mais de máfica institucional, que conceder a quem estiver ápto, um documento de lincença para pilotar ou dirigir. E talvez esteja ai dificuladade institucionalizada de se obter uma CNH: o custo excivo para se conseguir o documento.

  38. japa disse:

    eu odeio reportagens sobre moto, pois são SEMPRE iguais.
    penso, que, é o mesmo que homem que nunca estudou sobre o assunto falando sobre a mentruação e ainda dando solução para tal problema (ao minha visão menstruação é um problema).

    eu acho que deveria abrir uma pauta no blog de como seria uma materia sobre moto que fugisse do mais do mesmo.

  39. samuel passos brito disse:

    Parabéns Daniel Por mais uma vez colocar reportagem de tv para fomenta opiniões de teus leitores!!

    Eu tb assistir e me irritei profundamente com alguns relatos como
    o do carinha que tinha se acidentado pela terceira vez.

    Ê o que dizer da quele pai, que um dia certamente estará empurado seu filho numa cadeira de roda,ou carregando para um túmulo.

    Meu comentário e o seguinte;Não falta informacões e muito menos
    educação!!!

    Falta mesmo e o amor pela própia vida!!

    Um dia eu posso até ser vitíma de fatalidade,mais jamais por
    babaquice ou imprudência.

    • Sergio disse:

      Desculpa mas discordo: Falta sim educação e depois, complementando, fiscalização efetiva.
      O maior perigo é justamente este: Acabar sendo vítima da “babaquice ou imprudência” dos outros.

      ABRAÇO E BOAS CURVAS.

      • Samuel Brito disse:

        Grande Sergio!!Não vamos descordar disso ou da aquilo o importante é
        eu por exemplo sou motociclista há 5 anos e nunca sofri nada.

        Somos feliz por não fazer dessas estatistias negativas!!!



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