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Bancos exigem CNH A para financiar motos

19 outubro 2011 Escrito por 51 comentários

Uma notícia começou a preocupar algumas pessoas na semana passada, que é a de que os bancos agora estão exigindo que os clientes possuam CNH categoria A (para Motos) para poder financiar.

Financiamento de motos

Financiamento de motos


Alguns bancos estão exigindo que seus clientes possuam habilitação para pilotar motos para que o financiamento de uma Moto seja aprovado. A medida, segundo os mesmos, visa reduzir a inadimplência e o risco do financiamento.

Quem mais perde com isso, na minha opinião, são as marcas que vendem motos para quem não é habilitado, como Dafra, Shineray, Traxx e tantas outras importadoras de motos baratas, as famosas cinquentinhas, motos de até 50cc muito populares no nordeste e norte do Brasil.

Cinquentinha

Cinquentinha

Apesar de ser uma medida protecionista, eu acho bom. Certamente o banco fez uma pesquisa e verificou que a proporção de pessoas que compra esse tipo de moto é muito mais inadimplente do que quem compra motos mais caras e apresenta CNH. Além disso, não é difícil de perceber que, se o piloto não tem CNH, a chance dele se acidentar com a moto é maior, já que ele não possui treinamento para pilotar motos. Certamente os clientes acidentados tendem a ser mais inadimplentes do que os que não se acidentam.

O Ministério da Saúde também está se manifestando neste sentido, de permitir que apenas pessoas habilitadas possam comprar Motocicletas, e da mesma forma, acho a medida muito saudável. Desta forma, cria-se um funil que pode aumentar a qualidade dos condutores de motos. É claro que a formação de condutores também precisa melhorar, mas de qualquer forma, é melhor um Motociclista mal-treinado do que um que não recebeu treinamento algum.

Se os bancos podem exigir a CNH na hora de financiar? Claro que podem. O dinheiro é deles, e eles emprestam para quem quiser!
Se eu fosse emprestar dinheiro para alguém comprar uma moto, eu também iria querer saber se esse alguém sabe pilotar motocicletas.

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51 comentários

  1. Edson Nogueira disse:

    Para consorcio tambem ?

  2. Marcelo disse:

    Achei a idéia muito legal! Porém deve ser um pouco mais pensada, uma pessoa que seja habilitada, porém que faz um financiamento em nome de algum parente (situação que não é nem um pouco rara!), agora vai ter que lidar com a situação de que este parente também tenha a CNH categoria A.

    Já que a idéia do governo é reduzir o prejuízo, neste caso os calotes em financiamentos, seria legal o governo reduzir gastos na área da saúde, com a isenção de impostos em equipamentos de segurança para motociclistas, visto que boa parte deles (eu também sou um!), não possui equipamentos de proteção adequados, devido ao custo alto!

    Abs Daniel!

    • Daniel Ribeiro disse:

      Marcelo, são duas coisas diferentes:
      O governo não tem nada a ver com a redução de prejuizo… Quem quer reduzir o prejuizo são os BANCOS.

      O governo, por outro lado, quer reduzir despesas com saúde.

      Por isso é que ambos estão pensando em condutas parecidas… Mas são frentes completamente diferentes. Enquanto os bancos já estão exigindo a CNH hoje, o governo ainda pensa em criar uma lei que determine que as motos só podem ser compradas por quem tem CNH A. Mas do jeito que nosso governo é eficiente, isso ainda levará alguns anos. O governo só funciona rápido quando é para arrecadar, e neste caso, ele não vai arrecadar mais… só vai economizar.

      T+

  3. Ederson disse:

    Não consigo tomar um lado pesando essa atitude é boa ou ruim, pelo menos ela não irá mudar em nada para mim diretamente, mas possuo vários amigos que fizeram o financiamento no nome da mãe ou do pai, e se for para fazer isso agora creio que não teriam suas motos então.

    Se baixar o custo do dpvat então acho que ta valendo xD.

  4. Giba disse:

    Essa medida deveria ser aplicada para carros tb, afinal o conceito de habilidade/treinamento se aplica aos dois. Sei que existe empréstimo consignado, logo é mais vantajoso fazê-lo no nome de um funcionário público, por exemplo, mas não sei se vale a pena financiar em nome de outro tb… então talvez o mais correto não seja exigir habilitação da pessoa que está financiando, mas do condutor principal.

  5. Gabriel disse:

    As pessoas que tem hábito de comprar (financiar) veículo em nome de pai e mãe (que muitas vezes não tem habilitação) terão maior dificuldade. Acredito que essa medida dos bancos é completamente coerente e esperada, e por não dizer, tardia.
    Tem uma questão que também poderia ser discutida, que é o serviço de troca de propriedade do veículo somente em nome de pessoa habilitada por parte do Detran, mas esse já é outro assunto…

    • Fabio disse:

      Ótima ideia Gabriel,

      Pois sei de casos em que o proprietário do veículo não é habilitado (idosos, por exemplo) e o veículo é de uso de outra pessoa, que (eventualmente) comete infrações de trânsito. A multa chega no endereço do proprietário e é paga conforme previsto. Entretanto, o condutor não recebe a pontuação na carteira.

  6. fernando henrique disse:

    É uma boa ideia tendo em vista a redução de acidentes e já que os bancos pretendem reduzir a inadimplência consequetemente poderiam pensar em baixar um pouco a taxa de juros,neste caso o consumidor também sairia ganhando.

  7. Edson disse:

    Não tenho opinião formada a respeito.
    Mas quem tem de cuidar do que é certo ou errado no transito são as autoridades constituídas, não bancos !
    Eles já tem muitos meios para saber da lisura do proponente e meios eficazes para não perderem em seus negócios.

    Não gosto dessa ideia de “controle paralelo”

    • Daniel Ribeiro disse:

      Não sei se pode ser considerado um controle paralelo…
      Por enquanto não estão impedindo que uma pessoa não habilitada compre uma moto… Ela só não pode emprestar dinheiro para isso. Mas se ela tem o dinheiro para pagar a vista, ótimo.

  8. watson disse:

    Tomara que isso baixe um pouco os juros que os bancos cobrarm.

  9. Arthur disse:

    Acho bom se servir para melhorar a qualidade dos motoqueiros por ai, caso não se recordem antigamente a pessoas ia melhorando a categoria de sua habilitação para conduzir motos, assim para pilotar uma moto mair ele já teria mais experiência(teoricamente). È claro que o brasileiro sempre dará um jeito de comprar no nome de parentes e coisas assim, mas esse parente deveria ser responsabilizado pelas cagadas feitas pelo aprendiz de piloto.

  10. Diogo disse:

    Com certeza os bancos fizeram um estudo sobre a taxa de habilitados que financiam uma motocicleta em seus nomes Vs. taxa inadimplentes nos financiamentos de motocicletas. Creio que seja de conhecimento de todos que os bancos não estão ligando se você tem habilitação ou não, e sim para a margem resultante dessa análise. Um conta simples pode exemplificar isso. Sendo os valores fictícios, dado que sem CNH A vende 100 motos, com 29 inadimplentes e com CNH A vende 80 (redução nos financiamentos), mas com 10 inadimplentes, o resultado seria favorável para continuar finaciando para que não possui habilitação:

    – SEM CNH A = 100 vendas – 29 inadimplentes = 71 com pgto. em dia.
    – COM CNH A = 75 vendas – 5 inadimplentes = 70 com pgto. em dia.

    Ainda não estou muito por dentro deste assunto, e nem sei qual o número de habilitados com hailitação Vs. finaciamento de motos no Brasil, mas caso for como o exemplo acima, com certeza o governo vai dar uma aliviada para os bancos, caso contrário ele continuará financiando, mesmo que o titúlar não possua CNH A. Lembre que, o banco e o capital não estão nem ai para você, ele apenas quer se multiplicar. Infelizmente é assim, não tem o que discutir sobre isso.

    Existiria uma redução de gastos com saúde pública para os acidentados se esses realmente não possuírem habilitação, por outro lado os bancos poderiam reduzir a taxa de financiamiento, sendo que reduziria a sua provisão de liquidação duvidosa (calotes). Com taxas mais baixas, o futuro condutor (ou quem já pilota, tem uma moto, mas não tem CNH A) poderá investir o valor que gastaria em juros no finaciamento de sua moto (usada, nova ou troca) na sua habilitação A.

    Mas para isso ter validade, estamos assumindo que a taxa de inadimplência cairá na mesma proporção do número de acidentados (que possuem CNH A), se não essa idéia não terá validade. Podera até elevar o número de furtos de motocicletas de quem anda na legalidade e paga tudo em dia para serem vendidos paralelamente. Estamos no Brasil e infelizmente sempre alguém vai da um “jeitinho” nisso.

  11. Edson Nogueira disse:

    Vamos ver se com isso as taxas abaixam um pouco, principalmente da Yamaha, amo Yamaha mas hoje rodo de Honda por conta da dificuldade de negociar com o banco e os juros praticados por eles, comprei minha primeira moto a 2 anos uma BROS 2009 se eu fosse comprar uma XTZ na mesma condição teria pago quase uma Fazer na yamaha, é dificil vamos ver se no inicio do ano que vem consigo comprar minha tenere ou minha fazer ( com preço justo ) porque impor ao consumidor mais uma dificuldade que protege eles mas no nosso caso a gente so leva….

  12. betão disse:

    É válido por um lado, porém judicialmente questionável por outro. O Crédito não pode estar associado à CNH. Nessas condições, um pai que não tem CNH, mas possui boas condições de crédito não pode presentear um filho desempregado, mas que possua CNH e até trabalhe profissionalmente com a moto. A função real é diminuir a oferta de crédito e diminuir o RISCO do crédito.

    • Edson disse:

      É isso ai !
      Quem tem de dizer das permições e proibições ao cidadão é o Estado.
      Aos bancos compete conceder ou não o crédito.
      Quando vou fazer aplicações financeiras, eu nada peço ao Banco, pois o Estado o regulamentou.

      Tudo é uma questão de competências e cidadania.

    • Antonio disse:

      Tudo é questionável! Até concordo. O QUE NÃO CONCORDO É COM ESSA IMENSA QUANTIDADE DE CORPOS no IML, e essa quantidade enorme de veículos novos retorcidos que foram vendidos por financiamento para pessoas sem CNH (seja por não terem conseguido tirar carteira, ou por extensa lista de infrações, ou até mesmo crimes praticados. Carros entrando em casas, matando pessoas em ponto de ônibus, etc…

      • Edson disse:

        Quem fica de plantão incentivando os garotos a subirem em uma moto por duzentos reais por mês ?… Financeiras ! / Bancos.

        Porque está havendo essa explosão de vendas ?… financiamento extremamente facilitado para o comprador e de altíssimo lucro para a financeira.
        Duvido que Banqueiro esteja pensando no bem estar de quem quer que seja. Se tivessem começariam pela decência em seus planos de saúde, em seus cheques especiais, etc… Os caras pegam o dinheiro que eu aplico lá a 0,6 % am e vendem esse mesmo dinheiro a 4, 5…11% a.m. São bonsinhos ? Estão preocupados com os garotos ?

        • Edson disse:

          Erata : bonzinhos .

          Sou totalmente a favor da poupança e frontalmente contra financiamentos de longo prazo de bens não perenes.
          Poupar educa o cidadão financeiramente e o faz mais realista e centrado.
          Capaz de realizar negócios mais coerente e favoráveis. Acima de tudo, poupar torna a pessoa mais paciente… E o quanto é importante ser paciente nos dias atuais.

        • Antonio disse:

          Edson. Os bancos são desumanos se houver lucro na sua morte pode ter certeza que eles não vão se importar. Ninguém aqui é ingenuo, mas uma coisa eu aprendi na vida. Pessoas sem um bom carater são geralmente mais burras. Eu vejo toda sorte de idiotice. Uma delas que acompanhei assustado é o financiamento para pessoas não habilitadas. Além de socialmente perigoso é extremamente ruim do ponto de vista financeiro e está é a única linguagem que estes monstros entendem. Então é isso!

      • Daniel Ribeiro disse:

        Eu não sei como esse comentário pode ser relevante… O que os bancos tem a ver com isso?

  13. Antonio disse:

    ACHEI LÓGICO SÓ FAZER FINANCIAMENTO DE MOTO PRA QUEM TIVER CNH. NA VERDADE, COMO TENHO CNH PRA MOTO E CARRO, JAMAIS ME PASSOU PELA CABEÇA QUE UM BANCO, EMPRESA DE SEGUROS, OU CONCESSIONÁRIA POSSA TER PESSOAS TÃO BURRAS,E INCOMPETENTES A PONTO DE FINANCIAR, OU FAZER UM SEGURO PRA ALGUÉM QUE NÃO TEM CNH (CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO), OU QUE PERDEU ELA POR PRATICAR EXCESSO DE INFRAÇÕES, OU CRIMES ATÉ.

  14. Wagner disse:

    Comprei mês passado uma moto, e um dos requisitos para o preenchimento da proposta de financiamento foi a CNH.

    O proprio vendedor me informou que as financeiras estavam recusando fichas de pessoas não habilitadas na categoria A.

    Bom, eu acho válido, apesar de também achar que o simples fato de ter CNH não indica que a pessoa sabe conduzir o veiculo, porque com menos de 2mil qualquer um COMPRA uma CNH, isto é FATO.

    Tenho 13 anos de habilitação A….13 anos sempre com uma moto na garagem, pequenas e grandes, e nunca me envolvi em acidentes, não tenho nada quebrado por causa de moto, e sempre andei no trânsito de São Paulo.

    Esse bombardeio de leis, limites, regras, aumentos irritantes e gritantes do DPVAT se dão pela falta de educação e instrução de “motoqueiros” que se acham donos da rua….até acharem a roda de um caminhão!!!

  15. Antonio disse:

    BOM! SE O GOVERNO QUISER BAIXAR OS GASTOS COM ATENDIMENTO E TRATAMENTO DE TRAUMA EM 20% É FÁCIL. É SÓ LEVAR A SÉRIO A LEI SECA, PUNIR SEVERAMENTE PESSOAS QUE ESTÃO GUIANDO SEM CNH, FAZENDO UMA FISCALIZAÇÃO PESADA EM CIMA DISSO. NÃO PERMITIR A VENDA, NEM FINANCIAMENTO, NEM CONSÓRCIO A PESSOAS SEM CNH (OU IMPEDIR A RETIRADA DO BEM SEM A APRESENTAÇÃO DA CNH).

    - OUTRO PONTO É NÃO PERMITIR A VENDA DE VEÍCULOS (MOTOS, CARROS, BARCOS, AVIÕES A PESSOAS NÃO HABILITADAS EM HIPÓTESE ALGUMA)

    - TOMANDO ESSAS MEDIDAS ESTIMA-SE UMA ECONOMIA DE 8% A 12% DE TODO O ORÇAMENTO ANUAL EM SAÚDE NO BRASIL. UMA QUEDA DE 18 A 30% DE MORTES.

    • Edson disse:

      Aqui é um país democrático; certo o Estado coibir e punir. Mas vincular a aquisição de um bem a títulos precários (cnh) é temeroso. Se houvesse uma legislação assim , assim que uma carta fosse cassada, o sujeito també deveria perder o seu bem ! Que o ressarciria ?… Perigosa a questão.
      Outra : Pessoas jurídicas não tiram, ou possuem CNH, e no entanto necessitam de veículos para exercerem suas atividades.
      Juridicamente isso viraria um “balaio de gato” e afrontaria os direitos individuais das pessoas, seria um retrocesso à cidadania.
      Devemos cobrar do Estado para que este faça a sua parte exigindo dos educadores de trânsito formação compatível com a realidade e que os agentes de trânsito se façam presentes e fiscalizem de fato. Para um alcoolizado, ou narcotizado ao guidão, ou volante, a punição deveria ser exemplar e inafiançável.

      • Daniel Ribeiro disse:

        Edson, no Brasil, a CNH não é cassada definitivamente. Ela pode ser suspensa caso o condutor ultrapasse os pontos do limite de infrações, mas há um procedimento adminstrativo para revalidar a CNH.

        Eu acho válido que a aquisição de qualquer veículo que seja esteveja vinculada a um certificado de capacidade técnica para operar o veículo.

        E para as pessoas jurídicas, já existe um procedimento também. A PJ que toma multas tem um prazo para apresentar o condutor que cometeu a infração, e caso não apresente no prazo, toma outra multa (RENAINF) e caso persista em não apresentar o condutor, ela não consegue renovar o licenciamento do veículo.

        E em último caso, o proprietário da empresa responde criminalmente pelo veículo… Ou ele indica alguém, ou vai ele próprio responder pelo veículo. E em caso de sociedade anonima, o funcionário responsável pela frota é quem responde.

        Sempre alguém será responsável pelo veículo… Disso você pode ter certeza.

      • Antonio disse:

        Fiscalizar sim. Educar! Impossivel não adianta falar em educação no Brasil atualmente. Não há recuperação. Vc. pode falar o quanto quiser. Fazer campanha, etc… chega final de semana o sujeito sai bêbado sem carteira bate mata do mesmo jeito. Em muitos encontros de moto fico espantado com a pratica de pilotagem sem carteira, ou com CNH CASSADA. Ninguém liga. Todo mundo só tem discurso. O próprio (agora EX COORDENADOR) Coordenador da lei seca atropelou 5 pessoas matando 3 e ferindo duas gravemente. Ninguém FALOU EM TOMAR BEM DE NINGUÉM. SOMENTE A PESSOA NÃO VAI PODER USAR O VEÍCULO, E NEM FINANCIAR OUTRO. SE USAR CADEIA COMO CRIME SEM POSSIBILIDADE DE FIANÇA POR 6 MESES. Essas pessoas matam muita gente. Seis meses fora das ruas iria impedir que eles atropelassem e invadissem algumas casas com seus carros.

  16. Alexandre Loregian disse:

    Demoraram para fazer isso. Diminui a inadimplência e melhora a qualidade e segurança no trânsito.

  17. Edson disse:

    Não sou só eu que tenho um pé atrás com Bancos. Vejam :

    http://www.youtube.com/watch?v=Vomxdz1ggNI

  18. Betao disse:

    O problema eh que todos estão imaginando o cenário de que quem COMPRA eh a mesma pessoa que vai USAR, o que nem sempre acontece. Inclusive, as vezes, quem compra (ou quem pega o financiamento) eh uma pessoa, quem PAGA eh outra e quem usa eh uma terceira pessoa.
    Alem disso, nada impede de que uma pessoa habilitada compre para um não habilitado usar.
    Se querem menos inadiplencia, devem buscar outras formas de analise de credito. Se querem menos acidentes no transito, devem buscar uma melhoria REAL na formação dos condutores. Aqui, mesmo depois da biometria, soh eh preciso dar uma “passadinha” na auto-escola para marcar o ponto durante 20 dias. Eh comum marcação de ponto meio-dia, 23h, etc…

    • Antonio disse:

      O cenário que vc. descreve além de totalmente irregular. Somente um otário completo entraria em um esquema destes. Eu dou o dinheiro e não fico com o bem no meu nome. Sabemos que existem otários no mundo, mas instituições financeiras de renome não podem se basear em um nível de inteligência tão baixo. Redução de acidentes e mortes com lucro para bancos concessionárias etc… é muito simples de ser feito impedindo quem não tem CNH de comprar. Um carro, ou moto não se resumem a 8 parcelas e depois PERDA TOTAL. Quanto dinheiro não seria poupado, pq. esse povo que dá PT não paga mesmo!Quem perdeu carteira destruiu o carro vai lá e financia outro e não tá nem aí. TUDO O QUE VC. DISSE É BASEADO NO VAMOS CONVERSAR COM O JOÃO COM 20 MORTES POR ATROPELAMENTO NAS COSTAS QUE ELE NÃO FAZ MAIS. ISSO NÃO EXISTE!

      • Betão disse:

        Peguei um financiamento em meu nome para comprar um baixo para um colega e quem paga é a mãe dele. Sou um otário? Há algo de irregular nisso? Sendo para os mesmos, faria o mesmo se fosse um carro ou uma moto pois ele tem cnh AB. Com as novas regras, se eu não tivesse CNH isso não seria possível.

        • Daniel Ribeiro disse:

          Betão, veja que o banco não está interessado em saber quem vai usar o veiculo. O único interesse dele é reduzir o risco do financiamento.

    • Antonio disse:

      Existem inumeras formas de burlar o sistema, mas todas elas são formas de contravenção, se quisermos um dia sermos respeitados no exterior e ter um país prospero com menos tragédias, mais justiça, menos corrupção temos que mudar esse discurso, e atitudes. Não adianta nada abominar quem devia dinheiro da merenda escolar e praticar todos os ilícitos que vc. relatou, pois pensando assim vc. faz parte do problema. Acho engraçado todo mundo quer um país melhor, todos tem o discurso, mas na hora de agir todos se acovardam.

    • Antonio disse:

      Olha! Betão. Digamos que a mãe do seu amigo perca o emprego, ou fique doente e vc. não tenho o dinheiro pra pagar o financiamento (hipótese 1). Digamos que o seu colega seja um caloteiro com nome sujo (hipótese 2). Digamos que vc. fique com a namorada do seu amigo, e ele descubra, ou vice-versa. Ou que vceis briguem por qualquer motivo que seja? (hipótese 3) Quem assumiu o financiamento foi vc., mas quem vai ter o bem são outras pessoas, sendo assim a vc. sobra a conta. Ao seu “AMIGO(A)” o BEM. Sugiro que reflita sobre isso. Vc. já se perguntou porque ninguém amarra cachorro com linguíça? Ou porque nenhum banco faz empréstimo sem garantias. Vc. acabou de fazer um sem garantia nenhuma. Boa Sorte!

      • betão disse:

        Não sou ingênuo nem filantropo. Isso é mais comum do que se imaginam. A questão aqui é que não há nada de IRREGULAR, apenas uma questão de confiança. Sei mensurar riscos antes de assumir, ainda mais que aposentado não perde “emprego”.

        • Giba disse:

          Vale observar que o dinheiro é deles, eles decidem aonde e em que camada da sociedade vale a pena aplicar…

          O fato de ser comum não significa que seja certo, existem diversos problemas na sociedade por conta disso. Basta vermos como exemplo a explosão do crédito facilitado de forma absurda, empresas de empréstimos invadindo até Shopping Centers, e o povo pagando…

  19. Cristiano disse:

    Mas Daniel, que sentido tem a vinculação da CNH “A” com a (in)adimplência do tomador do crédito? Não há relação entre “habilitados” e “não-habilitados” que possa sustentar uma medida restritiva de crédito.

    O problema da inadimplência passa, isto sim, pelo “perfil” do comprador ‘GERALMENTE’ (sem generalizar) não-habilitado, e que toma um financiamento que está alem da sua capacidade de pagamento – isto sem falar no custo, normalmente bem elevado, desse empréstimo.

    Via de regra a inadimplência não se dá pela não-habilitação do tomador do empréstimo, salvo se o mesmo paga o financiamento através do seu trabalho COM O VEÍCULO – especialmente, portanto, EM CASO DE APREENSÃO desse veículo (pelas autoridades, o que até seria justo), que é seu “ganha-pão”, o sujeito ficaria sim impossibilitado de pagar as prestações – mas a situação mais comum dessa “falta de pagamento” será reflexo justamente da situação financeira dessa pessoa, independentemente da sua capacidade técnica de guiar.

    Do ponto de vista do risco de crédito, por exemplo, é muito mais arriscado financiar alguém HABILITADO, e que portanto VAI correr o risco de sofrer um acidente PORQUE AFINAL, SERÁ ESTA PESSOA QUE ESTARÁ CONDUZINDO A MOTO, do que financiar o mesmo veículo para uma pessoa “não-habilitada” e que NEM SEQUER PRETENDA conduzir esse veículo, como é o caso de muitos pais, mães, avós, e outros parentes que, eventualmente são os “intermediários’ do financiamento – e não raramente não tem habilitação. Complemento: Se o tomador (do empréstimo) habilitado sofre um acidente fatal ou mesmo que o incapacite para o trabalho remunerado, logo essa incapacidade (ou fatalidade) o impedirá de honrar seus compromissos com o banco (no caso dos ‘motoboys autônomos’ este seria um exemplo emblemático, justamente, pela “autonomia”, que significa, ao menos aqui no BR, desvinculação com a previdência social, por exemplo, e consequentemente, que APENAS ELE é responsável pelo próprio sustento, sem os benefícios de seguridade, como seguro desemprego ou contra acidentes de trabalho – onde um acidente é sinônimo de “lucros cessantes”) e nem por menos, a moto, que está então ALIENADA AO AGENTE FINANCEIRO, fica completamente destruída, praticamente perdendo seu valor. O resultado dessa “conta” seria: tomador inadimplente (morto ou acidentado) + moto destruída = prejuízo liquido e certo (afinal, o banco vai cobrar COMO – ou de quem – se o sujeito “deu PT” nele e na moto?
    Em tese, no caso de um tomador eventualmente não-habilitado (um parente) e que NÃO CONDUZA o (nem ande na carona do) veículo, essa pessoa poderá ser cobrada, inclusive juridicamente, ainda que o veículo venha a sofrer ‘perda total’, posto que, também em tese, a análise de crédito do agente financeiro verificou a capacidade de pagamento dessa pessoa antes de conceder o financiamento.

    Em suma, mais uma vez, o sistema financeiro transfere a responsabilidade de sua ineficácia em avaliar riscos a uma parcela da população – boa pagadora, diga-se de passagem – e que foi atirada ao “balaio dos nomes sujos no SPC” sem ao menos ter o direito de defesa.

    Também quero questionar a ideia de que “o dinheiro é deles, eles emprestam para quem bem quiserem”. Por mais capitalista que eu seja, e deteste a concepção de “fim social do meio”, vivo num país regulado econômica e financeiramente por uma autoridade monetária, em tese para o bem da sociedade, em que os bancos e financeiras são antes de mais nada “agentes de fomento da atividade econômica”, constituídos com ESTE fim, e que NECESSARIAMENTE só podem gerar lucro para seus acionistas num mercado de capitais em que o dinheiro CIRCULE “de mão em mão” (dinheiro parado não dá ‘filhotes’), onde, por meio do que conhecemos por “investimentos” no mercado financeiro (de poupança à CDBs e Fundos de Investimentos), uma parcela da população EMPRESTA recursos a outra, e recebe uma remuneração por isso – JUROS! O DETALHE que muitas vezes passa desapercebido é que os “bancos” são os ÚNICOS agentes financeiros LEGALMENTE autorizados a fazer a INTERMEDIAÇÃO entre os POUPADORES dos recursos e os CONSUMIDORES do crédito (Pessoa física que empresta dinheiro a Juros incorre no crime de AGIOTAGEM). Não há “FAVOR” em emprestar dinheiro nesta relação, apenas negócios – muito bem remunerados por sinal.

    Finalmente, a analise capacidade de pagamento de alguém não deve estar atrelada a sua “habilitação” (que é aquela coisa porca que não qualifica ninguém, ou contrário, passa a sensação de que o único objetivo é arrecadar mais e mais com aulas e testes), mas sim a sua condição financeira no momento da solicitação do empréstimo. A inadimplência decorre da FALHA do agente financeiro em detectar um problema e essa desqualificação de seu pessoal “especializado” vem agora a justificar uma medida socialmente POPULISTA, apoiada num tema amplamente controverso em que se troca a responsabilidade Estatal da educação no trânsito pelo sensacionalismo barato de números frios (sobre acidentes de transito envolvendo motoqueiros). Quando o governo se une aos bancos em um medida como essa, eu só posso esperar problemas para o povo.

    • Daniel Ribeiro disse:

      Cristiano, não é difícil perceber o vínculo entre a ausencia de CNH com a inadimplencia.
      Vamos lá. Se o comprador for o proprio condutor, e este não tem CNH, o risco do crédito aumenta pois podemos concluir que o sujeito não tem CNH pois não tem dinheiro para ter uma CNH (acha caro). Se este for o caso, o este é apenas mais um indicador da incapacidade financeira dele. Ou então, caso o sujeito não tem CNH por não ser capaz de obter a habilitação (tecnicamente inapto), neste caso, o risco dessa pessoa se acidentar e deixar de pagar o financiamento é grande, e portanto, aumenta o risco do crédito.

      Supondo agora que a avó do sujeito compre a moto para ele. Ela não tem CNH, mas comprou a moto para outra pessoa. Se essa outra pessoa se acidentar, provavelmente não poderá continuar pagando o financiamento, colocando assim a avó em uma situação difícil: Ou assume ela a dívida que fez para outra pessoa, e desta forma tem um prejuizo, ou, se não tiver condições de assumir a dívida, simplesmente abandona. O risco deste crédito também é maior.

      Para o banco, o melhor cenário é conceder crédito ao próprio usuário da moto, sendo este devidamente habilitado. O risco é mais baixo. Se o banco conseguir garantir que, pelo menos, o cliente é habilitado, o risco já é reduzido, já que ele teve dinheiro para fazer o treinamento, e alguém avaliou aquela pessoa e disse que ela é capaz de pilotar uma moto.

      O banco não está interessado em fazer analises e mais análises, saber se a avó do cara vai comprar para o neto, se isso ou aquilo.

      • Cristiano disse:

        Só que não é o caso de fazer análises e mais análises para saber se a avó vai comprar pro neto, simplesmente porque no caso do risco de CRÉDITO é a RENDA do tomador e não a habilidade em conduzir um veículo que diferencia um adimplente dum inadimplente.

        Certo, concordo que em boa parte dos casos o sujeito acho caro a habilitação, até porque é cara mesmo, custa MUITO pelo pouco ou nada que ensina, e nós habilitados, que passamos por esse processo e depois temos que aprender “na marra” a diferença entre o circuito fechado da moto-escola e o transito caótico sabem bem a diferença.

        Até entendo o teu ponto de vista, afinal, se o sujeito tem poucos recursos, talvez tenha que optar entre pagar a habilitação e a prestação da moto, e obviamente neste caso, se for “obrigado” (se form pego numa blitz, por exemplo) a custear os dois, “o cobertor será curto” e alguma parte ficará descoberta – ou seja, inadimplência pro banco.

        Mas é fato também que conceder crédito facilitado a uma pessoa que não tem condições financeiras de tirar a habilitação (ou “comprar essa habilitação oficial do governo” – R$ 1.003,63 Valor total MINIMO do Curso + Taxas aqui no RS) me parece muito mais fora de propósito (pro banco), considerando que nesse caso, provavelmente a comprovação da renda será muito difícil (convenhamos, não é anormal essa pessoa não ter vinculo empregatício, ou mesmo, estar desempregada e buscar na moto um meio de sustento), financiar alguém nestas condições do que a tal avó, aposentada e com renda fixa comprovada, por exemplo. Além do que, é SIM papel do BANCO ou FINANCEIRA que está concedendo o crédito fazer uma análise CRITERIOSA da capacidade financeira de endividamento de quem busca um financiamento.

        O risco de crédito não está na falta de habilitação do tomador, mas nas políticas públicas populistas do governo de incentivo a atividade econômica, que maquiam o fim por trás dessas medidas, qual seja, o de aumentar a arrecadação de impostos. Errou o governo lá atrás ao incentivar essa nossa versão tupiniquim de “bolha de crédito”, que em vez de um plano de longo prazo de redução de impostos e principalmente, de valorização da mão de obra nacional (que tem um custo trabalhista absurdo e remunera pessimamente o trabalhador, retirando poder de compra e fazendo-o buscar no crédito ainda CARÍSSIMO os recursos necessários para para adquirir os produtos relativamente mais caros do mundo.

        Enfim, é mais uma política equivocada do nosso setor financeiro, mas se vai surtir algum efeito na redução dos acidentes de trânsito (e me permitam todos os amigos do blog que eu DUVIDE disso), então que essa medida seja posta em prática.

        Alias, se fossem espertos, os “bancos” condicionariam conceder a liberação do financiamento do veículo aos “não-habilitados” se os mesmos se obrigassem ANTES a fazer a habilitação, e financiar TAMBÉM a carteira de motorista desses interessados. É um grande nicho de mercado esse, só esperando pra ser ~> explorado (palavra que cai como uma luva nesse caso, hehehe).

        • Daniel Ribeiro disse:

          É, como falei, o objetivo do banco não é reduzir acidentes… é reduzir o risco do crédito.

          Se vai funcionar ou não, não sei. Mas eu concordo e acho que o governo deveria copiar a ideia e só permitir que pessoas habilitadas comprem motos e carros.

          • Betao disse:

            Existem vários cenários possíveis e eu ainda acho que é não é uma boa medida preventiva. O que o governo poderia fazer era proibir toda e qualquer taxa de aprovação de crédito, já que, segundo eles, a taxa é cobrada por conta da análise de risco, que às vezes já está pré-aprovada (pré-aprovaram sem eu pagar nada. Porque cobrar depois?). Isso é que eu acho absurdo. O governo proibiu a taxa de abertura de crédito mas os bancos criaram a taxa de início de relacionamento que é cobrada mesmo de quem já é correntista, ou seja, mudaram o nome. Essa taxa chega a R$ 2500,00 a depender do banco e do bem.
            Cada dia mais eu vejo que errado somos nós que bancamos toda essa safadeza que é o sistema financeiro. Temos os carros e motos mais caros do mundo e ainda pagamos uma das maiores taxas de juros dos países em desenvolvimento, pagamos um imposto só por ter um veículo, um seguro obrigatório inconstitucional mais caro para motos, mais de dois meses de salário mínimo só pra ter um pedaço de papel pra lhe permitir dirigir e que muitos compram “direto da fábrica” e ainda ficamos sujeitos à indústria das multas, que só os mais carentes pagam e dos cartéis da gasolina. Não me convence o Brasil ter o preço do mercado interno regulado pelo valor internacional do barril de petróleo.
            Isso resume bem a idéia do deputado que disse que a culpa do trânsito caótico foi do governo Lula que facilitou o crédito, ou seja, segundo ele, só rico poderia ter carro e moto.

        • Antonio disse:

          Acho que falando em sistema financeiro gerenciar uma empresa “NÃO É PIADA DE MAU GOSTO” como a JUSTIÇA NO BRASIL que o cara mata 10 pessoas e passa responder separadamente por cada crime com circunstancias atenuantes etc…, mas na prática sai impune e responde em liberdade e as famílias da VÍTIMAS MORREM DO coração ao logo do processo distratados por PALHAÇOS TOGADOS que se acham acima de tudo. Uma empresa se não proceder como o Daniel mencionou ela diminui imensamente seus lucros, ou quebra. É simples assim. Não tem vó, vô, amigo, amiga, neto, etc.. Tudo é simples assim. Se a justiça fosse assim os BONS CIDADÃOS NÃO CHORAVAM, E OS MAUS SAEM DANDO RISADA E AINDA PELA PORTA DA FRENTE DA DELEGACIA RINDO DA CARA DOS PAIS DE UM FALECIDO.

    • Antonio disse:

      Cristiano. Todos os teus argumentos só comprovam que FINACIAR MOTO PARA PESSOAS SEM CNH NÃO PASSA DE UM PREJUÍZO. Só pra vc. ter uma idéia as motos financiadas sem CNH por laranjas para o tráfico eram sem CNH. Motos que nunca voltaram e os prejuízos foram repassados para quem tirou suas motos regularmente com CNH. Consequência direta menos pessoas que pagam realmente o bem tiveram a oportunidade de adquirir motos.
      FINANCIANDO MOTOS PARA PESSOAS SEM CNH VC.:
      - Onera todo o sistema levando a um aumento de preços e diminuindo o fluxo de capital em termos de giro de mercadorias.
      - Contribui para o Crime Organizado. (Assaltos, e pistoleiros que usam muito essas motos não pagas)
      - Aumenta sensivelmente o número de acidentes no país. Isto se reflete no aumento do seguro obrigatório que serve como elemento para que pessoas que realmente vão pagar pela moto (fazem manutenção, pagam prestações em dia, etc…) acabem não adquirindo uma moto.
      - Aumenta a inadimplência geral piorando os financiamentos de moto, pois PILOTO ACIDENTADO, COM MOTO APREENDIDA, MOTO BATIDA, etc. Não paga FINANCIAMENTO.
      ETC…

      O BRASIL TEM DE PARAR DE SER O PAÍS QUE BENEFICIA QUEM ANDA DO OUTRO LADO DA LEI. “OU VIVEREMOS TODOS NO CAOS” OS ÔNUS JÁ SÃO BEM CONHECIDOS: VIDAS DOS FILHOS SÃO CEIFADAS (BEBEDEIRA), FINANCIAR SEM CNH (O DESEMBARGADOR É HOMEM QUE TEM FILHO QUE SAI A RUA ONDE PODE ALGUÉM QUE BEBEU, OU TÁ USANDO UM CELULAR PASSAR POR CIMA DO FILHO, OU FILHA DELE. PERGUNTO: ISTO É ACEITÁVEL? O DONO DE UM GRUPO FINANCEIRO. TODOS TEMOS FILHOS, FILHAS, ETC… Temos que mudar isso.

      • Cristiano disse:

        Antônio, respeito seu ponto de vista, mas sinceramente, se o criminoso não pode comprar moto ele vai roubar, pra bandido tanto faz responder por estelionato ou por furto/roubo, portanto, não é “fechando ESSA porta” que o crime organizado vai ser desarticulado, como alias não foi até hoje, mesmo com (raras) boas idéias de combate a criminalidade.

        Agora vincular o crescente numero de acidentes com motos ao financiamento indiscriminado de veículos (incluindo ai a compra por pessoas não habilitadas) é no mínimo simplista, senão maldoso. Nunca vou apoiar a condução de veículos por pessoa não habilitada, longe disso, mas bem sabemos todos que a piadinha que diz: “Não preciso de carteira pra dirigir, preciso de carteira pra mostrar pro guarda” é a mais pura verdade.

        Confundir habilitação com habilidade (isto é, a famosa imperícia do condutor) está tão ligado a essa estatística crescente de acidente quanto a imprudência no trânsito, quer seja na forma de pilotar desrespeitando regras básicas de condução, quer seja por ingestão de bebida alcoílica como você falou. De qualquer forma, a apreensão crescente de carteiras de motorista por motivo de embriaguez demonstra muito bem que condutores habilitados desrespeitam o transito tanto quanto os não-habilitados, que por sinal, ao conduzirem sem habilitação estão desrespeitando a lei, e devem ser punidos pela autoridade competente.

        Mas generalizar que TODO mundo que compra carro financiado sem ter habilitação é laranja de bandido ai já é o cúmulo do ridículo. Um exemplo é minha tia, que não tem habilitação, agora já com seus 70 anos, e sem NUNCA ter dirigido qualquer automóvel, sempre pagou TODAS as prestações em dia, quer seja de financiamento, seja de consórcio. Portando, ela, como TANTOS OUTROS nesse país, apesar de você não querer reconhecer, sempre honrou seus compromissos financeiros e JAMAIS chegou PERTO de cometer sequer UMA infração no trânsito.

        Sendo assim, eu posso contro argumentar da seguinte forma.

        FINANCIANDO MOTOS PARA PESSOAS SEM CNH VC.:

        - Injeta uma parcela significativa de recursos na economia, aumentando o consumo e gerando mais postos de trabalho na industria automotiva e de serviços.

        - Contribui pra uma sociedade organizada, justa e imparcial, que não tem nenhum vinculo com crime organizado e que não cria categorias discriminatórias entre “habilitados” e “não-habilitados”, pois sabe que que a habilitação NÃO PODE estar vinculada ao direito de propriedade, assim como sabe que o fundamental é que a pessoa esteja habilitada para conduzir o veículo e não para comprá-lo.

        - O financiamento NÃO CAUSA ACIDENTES. A IMPRUDÊNCIA e a IMPERÍCIA, além das péssimas condições das estradas são fatores que estão diretamente ligados ao aumento de acidentes, mas definitivamente não o financiamento. Jamais alguém em sã consciência vai causar um acidente, ainda mais quando poe em risco o seu investimento. Quem causa acidente é o BÊBADO, o SONOLENTO, o distraído pelo CELULAR, musica alta, até mulher de mini-saia passando na calçada pode causar acidente, e sim, um CONDUTOR NÃO HABILITADO tem maior possibilidade de se envolver em um acidente, mas alguém habilitado a uma semana, por exemplo, estará tão cru na direção quanto muitos não-habilitados, ou até mais, em alguns casos. Depois, a diferença de valores entre o seguro DPVAT cobrado nas motos e nos carros é muito menor do que o valor da habilitação, por exemplo, e não é justo dizer que o DPVAT encarece a aquisição da moto quando se paga, no Brasil, as maiores taxas de Juros do mundo para financiamento de qualquer coisa, veículos inclusive, muito mais significativas no impacto do preço final de um financiamento do que o valor do seguro obrigatório (ainda que eu concorde que ele é absurdamente caro).

        - Aumenta a chance do banco receber, pois mesmo que o piloto se acidente, tenha a moto batida ou apreendida (OU MORRA), o banco concedeu o financiamento se baseando na capacidade de pagamento de quem TOMOU o empréstimo, e se fez o seu trabalho direitinho, isto é, fez uma correta análise de crédito ANTES de conceder o empréstimo, sabe se esta pessoa tem renda suficiente para quitar o débito. Além disso, piloto acidentado (ou morto), com moto batida ou apreendida não paga o financiamento POR FALTA DE DINHEIRO e não por falta de HABILITAÇÃO!

        E sim, o Brasil tem que parar de ser o país que só beneficia que andam fora da lei, mas não é penalizando quem SEMPRE andou DENTRO da lei, e são muitos os casos, ainda que sejam minoria, que vai se fazer justiça.

        A HABILITAÇÃO é um processo que tem que começar na escola, como educação para o trânsito, e continuamente evoluir, pois não basta “passar na prova do Detran” pra saber dirigir. Carteira de motorista não qualifica o condutor, é apenas um passo muito importante no aprendizado da arte de dirigir com segurança.

  20. Artur disse:

    burrice !!!!
    pessoas que tem maior idade, condições de manter uma motocicleta mais com apenas 18 anos não podem financiar pela maior idade ser 21 para as financeiras…então esse é o meu caso tenho 18 anos, trabalho, tenho habilitação ctg. A e B e não posso financiar no meu nome e nem no nome dos meus pais por não possuirem habilitação…desculpe a palavra…. é FODA mesmo…



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