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Suzuki Yes 125 – Teste completo

28 setembro 2008 Escrito por 475 comentários

Como falei em algumas matérias anteriores, comprei uma Suzuki Yes 125 na semana passada e nesta semana eu peguei a Moto na concessionária, e como prometi, estou escrevendo um teste completo da moto com as minhas primeiras impressões e opiniões.

Suzuki Yes 125 2008 Prata

Suzuki Yes 125 2008 Prata

Comprei a moto para tentar economizar com a Falcon. A Falcon é uma boa moto, mas ultimamente tem me dado muitas despesas com manutenção. Toda hora tenho que encostar a moto para arrumar ou trocar algo, e isso tem sido oneroso demais ultimamente. Também pudera, a moto tem 60 mil km e não tem sofrido revisões periódicas, pois para isso, eu teria de dispor da moto, além de consumir um tempo que eu não tenho e de me deixar sem transporte por alguns dias (afinal, eu só tinha ela). Agora com a Yes, vou poder encostar a Falcon na oficina e deixar lá por alguns dias para fazer uma revisão geral e deixa-la em boas condições de uso novamente, além de ter uma moto em alguma situação onde eu não posso usar a outra. A ideia é usar a Yes no dia-a-dia e reservar a Falcon apenas para passeios e viagens.

Suzuki Yes 125 2008 Prata

Suzuki Yes 125 2008 Prata



Primeiras Impressões
Bom, a primeira impressão que tive foi o choque com a falta de motor. Pra quem está acostumado aos 400cc da Falcon, voltar a 125cc é realmente um choque, mas esta impressão logo passa, pois basta perceber que o motor gosta de trabalhar cheio para acostumar com a tocada da moto. Outra caracteristica marcante dela é a ciclistica, bem diferente da Titan. A moto é bem mais durinha e firme, lembrando muito a Twister que tive. Percebi que a caixa de direção dela tinha uma folga bem acima do normal e a suspensão traseira atingia muito facilmente o fim de curso, mas depois ajustei tudo isso, pois na verdade estes foram ajustes deixados assim na ativação da moto.

Suzuki Yes 125 2008 Prata

Suzuki Yes 125 2008 Prata

O motor
O motor 125cc desenvolve até 13 cv (@ 8500 RPM), que são suficientes para fazer a moto atingir até 100 km/h com facilidade (não acelerei mais pois a moto ainda está amaciando). Mas de um moto geral, o motorzinho é bom e responde rápido ao acelerador. Ele vibra muito pouco e é muito silencioso. O torque máximo aparece a 7000 RPM, que é a faixa de melhor uso da moto mesmo.

Suzuki Yes 125 2008 Prata

Suzuki Yes 125 2008 Prata

A suspensão
A suspensão traseira veio na regulagem mínima (a mais mole), o que fazia com que frequentemente o final de curso fosse atingido. Mas bastou regular a suspensão para o peso correto e o problema foi resolvido. Eu percebi que as bengalas dianteiras também não estão 100% acertadas. Apesar de não ser ruim, pode ficar melhor. Mas ainda não fiz o ajuste, pois este é mais complicado. Teria de abrir as bengalas, sangrar o óleo, lavar as peças e depois montar tudo. Vou deixar para fazer isso na primeira revisão. Os amortecedores são bons e absorvem muito bem as irregularidades do asfalto. Apesar de estar acostumado a suspensão da Falcon, não fiquei decepcionado com a suspensão da Yes.

Disco de Freio da Suzuki Yes

Disco de Freio da Suzuki Yes

Os freios
Os freios me surpreenderam! O freio dianteiro a disco é muito bom, o acionamento é bem preciso e ele realmente segura a moto quando é exigido. Eu só achei estranho o reservatório de fluído de freio ser feito de plástico. Não sei o quanto isso afeta a durabilidade dele, mas até agora está tudo certo.
O freio traseiro é a tambor, mas também funciona muito bem.

Punho direito e reservatório de fluído de freio

Punho direito e reservatório de fluído de freio

As características
A moto é muito completa, impressiona logo a primeira vista pela quantidade de acessórios de série que ela tem: Conta-giros, marcador de combustível, torneira de combustível com reserva (isso nem na Falcon tem!), indicador de marchas (ok, dispensável, mas é bem legal para novatos), freio a disco na roda dianteira, rodas de liga leve, pneus sem câmara, farol com luz de lanterna (aquela famosa lampada pingo), bagageiro (que pode ser removido facilmente caso queira), protetor de escapamento (ótimo para evitar queimaduras nos desavisados), cavalete central (ótimo para dar manutenção na corrente da moto). Olhos de gato no paralama traseiro e nas laterais das duas bengalas, trava de guidon integrada a ignição da moto. Tudo isso fez com que eu decidisse pela Yes em vez de pegar uma Honda ou Yamaha. Pra mim, isso é custo-benefício.

Painel da Suzuki Yes

Painel da Suzuki Yes

Botão do lampejador do farol

Botão do lampejador do farol

Lampada 35/35W e lanterna

Lampada 35/35W e lanterna

A ciclistica da moto é bem diferente da Titan, por exemplo. Andei em uma Titan para comparar e percebo que ela tem uma ergonomia melhor, que permite ao condutor ficar mais tempo sobre a moto sem se cansar. Na Yes a pilotagem é um pouco menos confortável, aparenta ser mais mais agressiva, acho que é devido ao comportamento seco da moto (a titan é mais molenga). Não digo que é melhor, nem pior. Mas são dois estilos diferentes de pilotagem. A Yes parece ser mais baixa que a Titan também, o que no meu caso é pior, pois tenho 1,90 mts de altura. Mas a diferença é pequena, nada que afete tanto no meu uso.

Cavalete Central e Descanso lateral

Cavalete Central e Descanso lateral

Os pontos fracos
Como nem tudo são rosas, a Yes também tem pontos fracos e que poderiam ser melhorados nas próximas versões. Dentre eles, destaco a falta de um sensor do descanso lateral. Na Twister e na Falcon, para engatar a primeira marcha, o descanso lateral deve estar recolhido. Se ele estiver abaixado, então o motor desliga no mesmo instante que a marcha é engrenada. Também existe uma luz no painel que indica quando o descanso está abaixado. Na Yes não tem este sensor, então, se eu estiver destraído e sair com descanso abaixado, isso pode ser um grande problema quando eu entrar em uma curva para a esquerda.
O reservatorio do fluido de freio, coimo disse antes, é feito de plástico. Não sei se isso é um problema, pois até nas Motos superesportivas ele também é de plastico, mas lá a desculpa é simples: Redução de peso e facilidade de manutenção. Mas na Yes não existe este compromisso com o peso e algumas gramas a mais não fariam diferença.
O câmbio da moto tem o pedal muito curto, pra mim, que calça 46, é um problema, pois meu pé não encaixa direito. Eu vou ter que adaptar algo para alongar este pedal pelo menos uns 20mm. Os engates são precisos, porém, ao passar da primeira para a segunda marcha, frequentemente eu caio no neutro, o que é um atraso. Acho que é questão de costume, mas neste ponto acho que o câmbio poderia ser melhor.
Percebi também que o manete de freio dianteiro é um pouco baixo. Apesar de funcionar muito bem, ele só começa a ter ação mesmo depois de ter percorrido metade do curso proposto. Acredito que isso pode ser resolvido com uma regulagem mais profissional, pois como percebi, os mecânicos da concessionária onde eu comprei a moto não souberam ativa-la muito bem.

Bagageiro

Bagageiro

Conclusão
Até agora, rodei 200 km com a moto, ainda estou no primeiro tanque de gasolina, mas as impressões até agora são boas. O marcador está na metade, então acredito que vou conseguir rodar mais de 400 km com 1 tanque de 14 litros. Meu objetivo é economizar e neste ponto estou satisfeito. As motos mais completas das marcas concorrentes são mais caras e tem um índice de roubo mais alto (isso também contou na decisão). Quanto ao valor de revenda, não é como o das marcas mais tradicionais, mas é melhor do que das marcas mais novas do mercado. Como estou comprando para usar e não para fazer negócio, estou despreocupado.

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