Recebi esta réplica ao meu artigo Curso Básico Anti-preconceito contra as motos. Achei interessante e resolvi postar.
Adicione uma lei científica e uma pergunta minha baseada em minha experiência diária e depois repasse:
Lei: A gravidade não se importa com habilidade, prudência ou respeito às leis humanas. A probabilidade de você se acidentar em uma moto é de, no mínimo 50%, maior que um carro, por um motivo óbvio: ela tem duas rodas a menos e as duas que sobraram estão EM LINHA, ou seja, tudo depende do equilíbrio do “motorista - Condutor de qualquer veículo de tração mecânica. - Dicionário Aurélio”, levemos em conta ainda, a questão da proteção. Um carro tem, normalmente, dois parachoques de segurança, lataria, CINTO DE SEGURANÇA, um bloco de motor à frente do motorista, em muitos casos, airbag e barras de segurança. Em uma motocicleta, além de duas rodas em linha, o centro de massa do conjunto veículo-motorista é totalmente alienígena, em qualquer teste de impacto a tendência do MOTORISTA é ser arremessado na direção antípoda à do freio brusco ou da obstrução que ocasione a queda, some-se aí a questão da massa x velocidade. Até o Hulk cai, além do que existe um TANQUE CHEIO DE GASOLINA entre suas pernas, fato científico. A melhor proteção do motorista de moto é o capacete, o qual de vez por outra é levado para passear no cotovelo do motorista. Sabemos que o ser humano, indubitavelmente é falho e, segundo Murphy, quando as coisas acontecem, tendem a ser pior que se imagina.
Quanto ao famigerado corredor: o Brasil é um país cuja a insipidez de seu paramento legal é notório: quantas e quantas leis absurdas e passíveis de “pega ou não” nós possuímos? Bem, se o corredor é liberado por “lei” o que diria então o pedestre que atravessa a rua entre um ônibus e um carro e não pode ver o “corredor” ou quem viria nele? Ou será que a maioria dos motoristas de moto pára logo da aparição do sinal vermelho? Penso que não, afinal, em qualquer sinal de trânsito, o lugar mais fácil de se ver um MOTORISTA(OLHA O AURÉLIO, HEIM?) de motocicleta em um sinal vermelho é na faixa de pedestre ou próximo a ela? Bem, continuemos pensando neste bendito corredor, enquanto isso estou atrás de pintar a lateral do meu carro e remover pequenos amassados difíceis de perceber em trânsito, pois geramente são provocados pelo conhecido movimento de “gingada”, seja em um corredor apertado, seja em um corredor largo, pois persiste a idéia de agilidade=velocidade(chegar cedo em qualquer lugar é o máximo!!).
Por que será que, quando volto do trabalho, diariamente na mesma rua de mão única, geralmente ocorre de haver a proporção de 4 motoristas de moto na contra-mão para cada 1 carro(SIM, MOTORISTA EM FORTALEZA É QUASE TUDO RUIM, SEJA DE CARRO, MOTO OU AVIÃO!!) em cada semana? Deve ser porque é um veículo menor e por isso mais ágil(vou aqui pelo cantinho e ninguém vai nem perceber, hehehe…).
Ah, Junim… Não posso evitar: tenha cuidado com a gravidade, com a areia no asfalto, com a chuva, com os corredores, com os carros, com os pedestres, com as outras motocicletas…. Como um motoboy amigo meu costuma a dizer: O PARACHOQUE É OS TEUS “PEITO”
Eu, como autor do texto original “Curso Básico Anti-preconceito contra as motos”, recebi esta resposta do leitor “Junior”, que recebeu a resposta de algum conhecido ao enviar este texto por e-mail, e então me repassou. Primeiramente devo dizer que respeito muito o ponto de vista do autor, e que o que eu queria mesmo era isso: fomentar a discussão e a argumentação de diferentes pontos de vista, pois acredito que esta é a melhor forma de desenvolver uma idéia. Porém, acredito também que tenho direito à tréplica, afinal, percebo que alguns dos pontos abordados pelo autor não contem um dos principais motivos pelo qual deve-se andar de moto: A paixão.
O ato de dirigir uma moto é “normal”, afinal, você pode dirigir qualquer coisa, uma moto, um carro, um avião, um filme, uma empresa… Porém, perceba que em todos estes exemplos (exceto a moto), você dirige baseado em comandos, ou seja, comanda os pedais e o volante do carro, comanda as pessoas que estão filmando, comanda as pessoas que estão trabalhando. Na moto, além de comandar os pedais, manetes e guidão, você faz parte do funcionamento da moto, seu peso influencia no comportamento da moto. A forma como direciona seu peso muda a forma como a moto fará a curva. Em alguns casos, você, na condição de condutor da moto, usa sua força física para mudar o rumo ou até mesmo segura-la caso se comporte de forma inesperada.
A pessoa que dirige uma moto geralmente não gosta de se colocar ao lado de alguém que dirige um carro, pois a direção de um carro é algo “simples”, algo que não tem alma, não há paixão nisso. O carro é um veículo de carga e de transporte de pessoas, e na maioria das vezes, está ocupado apenas por uma única pessoa que está indo de um ponto A específico a um ponto B específico. Você nunca vai ver, por exemplo, alguém que sai de casa com seu carro sem nem mesmo saber para onde está indo. O carro é um meio de transporte e só. Não há paixão nisso.
Já a moto é um veículo de prazer. Além de levar e trazer, ela serve de terapia a quem pilota. Pilotar uma moto é uma atividade prazerosa, é algo que se faz quando se quer relaxar. Algumas pessoas vão ao cinema, outras, andam de moto.
A condução técnica que a moto exige faz com que seu condutor não queira ser chamado simplesmente de “motorista”. Ele quer mais, ele quer ter sua identidade diferenciada, e isso vai muito além do que um dicionário idiota determina. O Piloto de motos gosta de ser um piloto. Não um motorista.
O piloto que gosta de pilotar também gosta de preservar sua própria vida, afinal, ele gosta de pilotar e quer faze-lo muitas vezes. Ele certamente não colocará sua vida em risco e fazer desta viagem a sua última. O piloto nunca faz sua última viagem. Portanto, o piloto gosta de usar os equipamentos de proteção, que são capacete, jaqueta, calça, botas e luvas.
Não é só em Fortaleza que os motociclistas andam sem capacete e sem equipamentos. Aqui em São Paulo também fazem isso, aqui o capacete também é usado no cotovelo, ou no espelho da moto (quando a moto tem espelhos). Porém, para este tipo de motociclista o futuro é um só: a morte. Ele não sabe ter o prazer que tem. Ele não respeita a moto, não respeita a si mesmo, e por isso está fadado a tragédia. Mas devemos lembrar que não existe apenas este tipo de motociclista, e que existe muita gente consciente nas ruas, pilotando com prudência e técnica, com equipamentos de proteção e respeito ao próximo. E o objetivo principal do meu primeiro texto é justamente este: Mostras que quem está ali em cima das duas rodas é uma pessoa, e não um criminoso suicida.
A moto possui apenas duas rodas, que são mais do que suficientes para a atividade proposta. Já existem protótipos de motos com apenas uma roda. O fato de ter menos rodas que um carro não torna as motos mais perigosas, tornam-nas apenas menores. Pessoas conscientes não precisam de quatro rodas, nem de lataria. Só precisam de prudência. A moto tem a vantagem de ser menor, mais rápida, mais leve, mais econômica e mais barata. Se o condutor souber tirar proveito disso, só existem vantagens.
O tanque de gasolina das motos geralmente fica entre as pernas do piloto, geralmente é feito de metal e é muito resistente. Tanto é que nunca ouvi falar de tanques que explodiram ou motos que se incendiaram em acidentes. Simplesmente não acontece.
A lei protege o cidadão de bem. Se o sujeito fura o sinal vermelho, de moto ou de carro, ou pára na faixa de pedestres, então é um infrator. Certamente será multado e sofrerá as conseqüências. Se ele não for, cabe aos cidadãos de bem cobrar seu governo. Mas é difícil não é? Ninguém corre atrás de seus direitos, prefere resolver tudo na rua mesmo. É por isso que existem tantos infratores. O governo não fiscaliza, ninguém cobra, e está tudo certo. O mesmo acontece com nós mesmos. O motociclista danificou seu carro e você não cobrou o prejuízo dele… Prefere assumir o prejuízo e pagar do próprio bolso, afinal, correr atrás dele é mais difícil. A preguiça é mais forte que a vontade de mudar a situação. Esta semana mesmo aconteceu algo comigo que vale comentar. Um motoboy se atravessou no corredor enquanto eu passava por ele, e eu acabei atingindo ele. Ninguém caiu, porém, a mangueira de freio dianteira da minha moto foi danificada e eu tive de troca-la. A roda dianteira dele também foi afetada, entortou de tal modo que ele não conseguia mais ir embora rodando. Mesmo assim, cobrei os 180 reais dele, afinal, ele era o culpado. No começo ele não queria pagar, achou que eu estava errado, mas depois que fiz o BO ele prontamente pagou o prejuízo e ainda assumiu o prejuízo na moto dele.
Será que eu devia ter aliviado? Pensei “mas ele é um coitadinho, estava trabalhando… motinha velha e barata… acho que vou aliviar”. NÃO! É por isso que estamos assim: Os coitadinhos sempre recebendo perdão e cometendo os mesmos erros, e os cidadãos de bem pagando a conta.
É claro que o Junim tem cuidado com todos os aspectos relacionados a pilotagem da moto, como gravidade, areia, chuva, outras motos e carros, pedestres, meteoritos e qualquer coisa que possa cair do céu ou brotar do chão para atrapalhar. Ele gosta da moto, usa com respeito e responsabilidade, portanto, não há o que temer. Você não precisa dizer isso a ele e nem a qualquer piloto consciente, ele já sabe disso e não liga para o que você diz (assim como falei no texto original). Quanto aos outros, também não é necessário dizer, pois não vão te ouvir. Darwin demonstra muito bem isso.
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O Salão Duas Rodas by Daniel Ribeiro on October 21st, 2007
Este sábado fomos ao Salão Duas Rodas para conferir as novidades do mundo das motos.



19/08/08 as 14:07
Nunca senti tanta falta na minha vida de um emoticon batendo palmas…
A tua reposta está melhor que o texto original pois ao contrario deste discordei de alguns pontos… =)
parabéns!
Realmente eu sempre brigo quando me chamam de motorista… Eu não dirijo eu Piloto. ao contrário do que dizem os dicionários.
20/08/08 as 0:51
Fantástico!
Semana passada um piloto furou o sinal enquanto eu atravessava a rua. Tentei pegar a placa, mas ele passou tão rápido que não deu tempo de anotar. Só me restou uma alternativa: xingar ele por alguns segundos. Percebi na prática o primeiro motivo pelo qual os pilotos são discriminados: a imprudência deles mesmos!
Nessa semana uma pedestre furou o sinal e quase foi atropelada por uma moto que vinha buzinando de longe ao perceber o movimento da “mulher suicida” enquanto eu apenas observava no passeio. O piloto quase parou a moto prá conseguir desviar da mulher que apenas sorriu e continuou atravessando enquanto ele a xingava por alguns segundos. Percebi na prática o segundo motivo pelo qual os pilotos são discriminados: a imprudência dos outros (ou você acha que ela vai dizer que estava errada ?!). Pela “tradição” os pilotos sempre são culpados de tudo, além de ser ladrões, etc…
21/08/08 as 1:44
Sensacional este texto!! Parabéns!!
Felizmente, tive o prazer de encontrar este site (estou lendo tudo) e me deparar com esta obra! Sorte a minha, pois nem moto tenho ainda e nunca pilotei! Mas, no próximo mês pego a minha Fazer. Enquanto isso, vou estudando.
Bravo!
21/08/08 as 23:38
Tenho 72 anos, piloto motos há 60 anos e de carteira de habilitação 54 anos. Acidentes ja sofri vários ; este ano já foram dois, sempre provocados por automoveis. Os carros não respeitam o espaço da moto, e como eu piloto com prudencia e atenção, me xingam, achando que a moto deve ficar de fora do fluxo normal dos carros. E esse tal de corredor só existe em São Paulo. Aqui no Rio carros e motos disputam a mesma pista. É uma pena que os motoristas sejam tão mal educados e estejam sempre atrazados e com pressa. Não sabem que basta um leve toque de um carro pesando mais de uma tonelada numa moto de pouco mais de 250 kilos para derrubar o piloto. É a tal da lei da gravidade que vc fala acima.
22/08/08 as 11:44
Uma moto e uma maquina.
O piloto (ou motorista) é humano: ai que esta a questão.
O livre arbitrio é um direito que todos gozamos, mas junto a esse vem um substantivo abstrato de peso imensuravel: RESPONSABILIDADE.
Um carro na mão de um irresponsavel é uma arma em potencial, assim como uma moto nas maos dessa mesma pessoa (ainda que ela atentasse apenas contra a propria vida…).
Posso dizer com certeza que muitas vezes ja senti o peso de estar em um veiculo que nao oferece tanto “metal” quanto um carro, mas o maior seguro que podemos ter chama-se bom senso!
Aprendi desde cedo a dirigir por mim e pelos outros, e nunca contar com o bom senso alheio e nem preferenciais de ruas. Ja me disseram que não dirijo, mas que conduzo permanentemente uma Miss Daisy em meu veiculo, e sempre respondo que mais que uma Miss Daisy, carrego o meu futuro em minhas decisoes.
22/08/08 as 12:13
Tanto moto e carro são armas em potencial, e se forem mal utilizados, causarão danos.
Porém, as pessoas são muito hipócritas, acreditam que um carro é mais seguro… É nada! É mais seguro só pra quem está dentro dele. Quem está fora, que se dane, não é mesmo? Já com a moto, a responsabilidade do condutor é muito maior, pois é “o dele” que está na reta. Então, além de pilotar por ele, pilota pelos outros também. Só quem anda de moto tem a noção da arma que está conduzindo. Quem anda de carro não tem essa consciência. Pra ele, um acidente é apenas um acidente, algo inevitável e que simplesmente acontece.
Posso dizer até que, a maioria das pessoas que andam de carro e repudiam as motos o fazem justamente porque não querem ter a responsabilidade de pilotar corretamente. É mais fácil dirigir de qualquer jeito e eventualmente se envolver em um acidente do que sempre procurar a excelência na pilotagem sob pena de sofrer seqüelas caso erre. Pra mim, esse é um comportamento covarde. É preciso coragem para admitir que você pode tirar vidas com um veículo e por este motivo, pilotar conscientemente.
Eu prefiro assim: Eu piloto, e se eu errar, apenas eu vou sofrer as conseqüências, e dificilmente alguém mais. Mas a maioria prefere que pessoas inocentes paguem pelo seu erro. É mais cômodo assim.
27/08/08 as 17:03
Simplesmente Perfeito…
Só adicionando alguns detalhes: a pouco mais de um mês um “motorista” de um veiculo de 18 anos de idade, atropelo 12 pessoas dentre as quais e matou 4 pessoas em uma festa na leste de São Paulo. Segue alguns numeros:
Pesquisa Google:
Aproximadamente 1.250 para “motorista atropela e mata”
Existem 42 resultados para a pesquisa: “motociclista atropela e mata”
Existem 15 resultados para a pesquisa: “motoqueiro atropela e mata”
Existem 1 resultado para a pesquisa: “motoboy atropela e mata”
Resumindo “nós” motociclistas amamos a vida, preservamos o maior bem que foi nos dado.
01/09/08 as 11:22
Ótimo texto!
Na última sexta feira, dia 29/08/08, sofri um acidente com minha Yes. Infelizmente o nosso trânsito é um caos. Além da irresponsabilidade de muitos motoristas (e pilotos), temos ruas mal pavimentadas e mal sinalizadas, que aumentam os riscos de acidentes.
A minha batida ocorreu em um cruzamento. Um táxi cruzou a minha preferencial, e acabei batendo no paralamas do corsa sedan. A coitada da moto ficou detonada! Hehe! Até achei que quando isso acontecesse eu iria levantar e dizer (como muita gente faz): “…e a moto, e a moto???”.
Achei legal que a minha preocupação foi primeiro comigo mesmo, e é isso que realmente importa. Amamos andar de moto, é muito bom! Mas se nós não estivermos atentos, nosso passeio pode virar um pesadelo pra nós e para nossas famílias.
Estou bem, posso dizer que soube como bater da “melhor forma”, já que não quebrei nada. Já fui de Novo Hamburgo até Floripa com a minha Yes, com carona e nada disso tinha acontecido. Vou pra Serra, praia, pego todos os dias a BR 116 e não tinha passado por isso ainda. Apesar de não ser experiente como piloto, posso dizer que já nasci em cima de uma motinha, já que meu pai sempre teve a sua. Acho que na cidade os perigos são maiores, apesar de eu achar maior a probabilidade de um acidente fatal na estrada. Cada esquina representa um obstáculo. Um motorista distraído pode causar muitas mortes. Por isso eu defendo o uso da moto. Poluimos menos (geralmente), chegamos mais rápido, ocupamos menos espaço!
Precisamos: USAR OS PISCAS! MANTER O FAROL LIGADO! USAR A BUZINA! USAR OS “EPI’S”, CAPACETE, LUVAS, ETC…
Muito acidentes ocorrem pq não se sinaliza o que se vai fazer. Não estamos sozinhos no trânsito. Temos dezenas de carros e pessoas na nossa volta.
Não acho JUSTO que uma pessoa entre no seu carro para ir até o mercado, que fica a 1 km de distância para comprar um litro de leite, e fica vinte minutos preso no engarrafamento com seu carro ligado, xingando os outros motoristas, e que ainda reclama do motociclista.
Aproveitem pra ver num engarrafamento, quantos carros estão só com o motorista. O povo tem o direito de escolher como ir de um ponto a outro, mas será justo que nos nossos dias se polua o meio ambiente dessa forma e se prejudique o andamento do trânsito por mero comodismo?
Acho ridículo o que aconteceu com o rodízio em SP. O povo comprou mais carros pra poder usar todos os dias, e continuam, cada um no seu carro, engarrafados, confortáveis, sedentários, atrasados, poluentes e indignados com os motociclistas. Mesmo que a mídia tenha razão em salientar os riscos de utilizar a moto, principalmente de maneira irresponsável, deve ser contra a malandragem brasileira, seja dos ditos sábios comodistas dos engarrafamentos, seja dos “ladrões, loucos, bandidos e irresponsáveis” que usam a sua moto da maneira errada.
Detalhe: o seguro do cara vai arrumar toda a moto. Eu não estava muito rápido. Como estava olhando lá na frente, pude frear um pouco antes do normal. Estes dois detalhes fizeram muita diferença. Atenção e baixa velocidade.
Abraço, gurizada!
“É rodar radical ou ficar em casa” - Wild Dogs (Motoqueiros Selvagens)
Mas sempre com responsabilidade e atenção!
02/09/08 as 9:57
Acho que os maiores culpados pelo trânsito caótico que temos, são as Auo-Escolas. Sim, porque elas ensinam como se deve fazer para passar nos exames para se tirar a carteeira de habilitaçnao. A responsabilidade delas vai até tu conseguir estar habilitado. Conseguiu a tua carteira? Mérito para elas. Hoje, vemos verdadeiros absurdos na condução de veículos (tanto de carros como de motos), e estão devidamente habilitados. As Auto_Escolas, deveriam ser responsabilizadas junto com os motoristas que formaram, mesmo após os exames de habilitação. Sei que isso é impossível. Mas….
Abraço a todos
03/09/08 as 17:40
Bom dia a todos,
Gostaria de defender uma opinião sobre o comentário do colega Mauro. Fui aprovada exame do Detran na segunda-feira 25/08/2008 e, apesar de sair muito contente da pista de prova, eu sempre tive, tanto durante as aulas, quanto depois da avaliação prática, a nítida impressão que eu NÃO SEI PILOTAR UMA MOTO, NEM NA RUA E NEM EM LUGAR ALGUM. Motivo simples: sempre me ensinaram a ligar a moto e passar para a primeira marcha, velocidade necessária para perfazer a pista de prova do Detran. A única vez que usei a segunda marcha foi numa troca acidental dentro da pista da moto-escola e tive sorte de não ter caído. Todas as pessoas que pergunto como se viraram após pegarem a carteira A foi a mesma: ou começam rodando a esmo perto de casa ou vão com a cara e a coragem para o trânsito. Coisa que sinceramente não pretendo fazer, mesmo já esperando procurando um consórcio de motos para comprar a minha. Já durante as aulas, ao perceber o disparate entre as aulas e a realidade das ruas, já havia combinado mais 5 aulas com meu instrutor para aprender a manipular a máquina e também a pilotar no centro urbano e nas estradas.
Talvez por sorte, eu conheci um colega professor que era diretor de motoclube e frequentava o grupo com ele. Foi quando, como disse muito acertadamente o Daniel Ribeiro, eu me APAIXONEI pelas máquinas. Custei a tirar esta carteira, como é caro o processo burocrático! Mas só pretendo largar o volante quando receber minha moto e tiver segurança no controle da moto e do trânsito, como tenho no carro.
Aliás, aconteceu uma mudança muito grande em mim, enquanto motorista, depois que passei a praticar a pilotagem de motos, eu passei e me ver na pele dos motociclistas que passavam pelo meu carro no trânsito. Passei a respeitá-los mais, a valorizá-los, mesmo quando eles mesmo não agem por merecer.
Outra coisa que considero muito importante, passei a abrir o vidro do meu carro e elogiar os verdadeiros MOTOCICLISTAS e também tenho sido muito bem recebida na rua, quando páro um piloto para fazer perguntas sobre a melhor opção de moto para o meu perfil. São todos gentis e atenciosos comigo, certamente porque são apaixonados pelas suas máquinas e pelo prazer de pilotar. O pessoal do motoclube também torceu muito pela minha aprovação no exame do Detran, dizendo que eu já dirigia bem com eles nas viagens dos encontros= achei inicialmente que sofreria preconceito por acompanhá-los de carro, mas pelo contrário, nunca me discriminaram por causa das quatro rodas. Obrigada pessoal!!!
Quero elogiar o Daniel Ribeiro pela qualidade do seu blog e reforçar que ele tem toda a razão em dizer que a maioria dos motoristas não têm consciência do poder que têm nas mãos e fazem muito mal uso do trânsito, dirigindo com imprudência e considerando a possibilidade de um acidente um simples acaso do cotidiano - confesso que nos dez primeiros anos de carteira B eu era um pouco assim também : ( - não desviava se um outro carro forçava uma mudança de faixa ou um motociclista buzinava pedindo abertura no corredor. Felizmente aprendi com meus erros - pago por alguns muito caro até hoje - e hoje dirijo com muito mais prudência e, não tenho receio em dizer, com muito mais amor.
Faço porém, um observação, Daniel Ribeiro, sobre seu comentário de que “(…)O carro é um veículo de carga e de transporte de pessoas, e na maioria das vezes, está ocupado apenas por uma única pessoa que está indo de um ponto A específico a um ponto B específico. Você nunca vai ver, por exemplo, alguém que sai de casa com seu carro sem nem mesmo saber para onde está indo. O carro é um meio de transporte e só. Não há paixão nisso.”
Realmente não há paixão em dirigir um Uno Mille 1.0 como o que minha tia me emprestou - já que estou pagando pelos meus erros como havia dito - mas não generalize o tema, caro colega, por que há pessoas apaixonadas por carro, muito bons e, claro, caros, que dão sim, MUITO PRAZER em dirigir. Não para mostrar aos outros o seu poder aquisitivo ou o poder das caixas de som que colocou nele, como muitos idiotas fazem por aí querendo pegar ratinhas nas esquinas. Mas lhe convido a sentir a direção de uma picape coreana de luxo, de um sedan da Toyota, da Honda ou da Hiunday. Já só entrou numa Ferrari? Não tem nada haver com o prazer da moto, que concordo é bem DIFERENTE. Mas penso que é só isso. São prazeres DIFERENTES, e há tão maus e bons motoristas, quanto maus e bons pilotos. Sobre a poluição dos carros ser maior e as pessoas tentarem ou levar mais pessoas no carro ou irem de metrô ou de ônibus para seus destinos eu sou totalmente a favor. A questões econômica e ambiental foram as primeiras motivações para o início da idéia de optar por uma moto. A paixão veio com o convívio no motoclube e a prática da pilotagem nas aulas de “aprendizagem”.
Abraços a todos e vamos cuidar para não alimentar preconceitos contra ninguém.
Muita luz e sucesso!
Cinthia
04/09/08 as 15:06
Otimo texto Daniel
Fico muito feliz quando vejo que existem muitos que defendem o amor as motos, a necessidade que sentimos de sair por ai e “rodar” só pra relaxar, como eu sempre digo, so quem sente isso é que sabe.
FUI!!!!!!
06/09/08 as 22:01
Tanto a réplica quanto a tréplica estão pobres em argumentação, em minha escala de valores. Moto não é feita pra cair, como sugere o Junior, e nem tão pouco ser motivo de paixão.
Creio que tem muita gente fazendo em uma moto o que deveria fazer em um divã de psicanalista. Moto, no transito, é só um meio de transporte, nada mais. Não é para resolver as frustrações, não é para ser o que não é (piloto?), nada disso.
Certa vez, li em um fórum de motos que o frentista tinha derrubado gasolina na moto dele, e para ele, foi como se tivesse dado um tapa na cara da namorada (dele). Tenha dó! Comparar a namorada com a moto.
Defendo o uso da motocicleta como meio de transporte mas não me apego emocionalmente a ela, nem ao automóvel ou qualquer outra coisa, a emoção é o primeiro passo para a perda da razão.
Posso parecer rude, mas não é minha intenção, porém, prefiro ser transparente em minhas opiniões.
07/09/08 as 1:41
Zeca, prefiro ser feliz a ter razão. Acredito que esta é a opinião da maioria que frequenta o motos blog e também da maioria das pessoas que andam de moto.
25/09/08 as 22:47
Segundo levantamento feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo, em 2005 ocorreram 115 acidentes de trânsito, cujas vítimas eram condutores menores de 18 anos. Já com motoristas entre 18 e 22 anos, foram registrados 1.961 acidentes.
Mesmo com essas estatísticas muitos adolescentes sabem dirigir e, mesmo antes de completar a maioridade, já conduziram um carro ou uma moto. Além de responsabilizar os responsáveis a nova lei propõe que o motorista com idade inferior a 18 anos permaneça com a habilitação provisória por dois anos. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) temporária para os demais condutores continuaria valendo por um ano. Se nesse período o condutor não tiver cometido nenhuma infração classificada como gravíssima, ou se não for reincidente em infração média, terá direito a CNH definitiva.
Os entrevistados foram adolescentes e recém condutores. Quase todos responderam que acham correto a diminuição da idade mínima para dirigir. As principais questões levantadas foram a falta de responsabilidade e as leis atuais. Leia as respostas.
Para Jéssica Maciel, moradora do Jóquei Clube, muitos adolescentes são mais responsáveis que alguns adultos. “Acho que muitos têm maturidade para dirigir”, comenta. Ela lembra ainda que em outros países o código de trânsito já permite que adolescentes de 16 anos guiem carros. “Se nos EUA funciona lá porque aqui não?”, indaga.
Jackeline Ramos Maciel, moradora da Cidade Náutica, também acha que a idade deveria mudar. “Existem muitos jovens que merecem, pois são muito adultos”, revela. Para ela o mercado de venda de carros também ganharia com essa diminuição. “O consumo de carros iria aumentar bastante e ajudar nas vendas”, completa.
A moradora da Cidade Náutica, Caroline Ramos Maciel, pensa que os adolescentes podem sim dirigir. “Muitos jovens já podem tirar carta de motorista”, conta. Ela diz ainda que a preparação e responsabilidade deve ser igual para quem tem 16 anos. “Acho que muitos estão preparados e não podem”.
“Seria legal, mas com algumas diferenças, pois é muita responsabilidade”, ressalta Talita de Souza Lino, moradora do Parque das Bandeiras. Para ela os pais deveriam responder pelo adolescente. “Teria que haver uma conscientização dos adolescentes, mas se acontecesse alguma coisa os pais deveriam ser responsáveis”, finaliza.
Para Nathalia Alves Coelho da Silveira, moradora do Centro, diminuir a idade para dirigir não é interessante. “Se pessoas com 18 anos fazem besteiras imagine com 16?”, indaga. Nathalia lembra ainda que do código penal, onde os adolescentes são isentos de punições. “Se não podem responder criminalmente por seus atos, os jovens também não devem dirigir”, conclui.
O morador do Catiapoã, Michael O. dos Santos, acha que nos dias atuais os adolescentes podem dirigir com 16 anos. “Se uma pessoa de 16 anos pode trabalhar e tem esse tipo de responsabilidade, tirar a carta faz parte”, explica. Para ele os pais o adolescentes deveria tirar a carta somente com a autorização dos pais. “Acho que não dá para legalizar isso sem autorização dos pais”, finaliza.
Thamires O. dos Santos, moradora do Catiapoã, não concorda com a diminuição da idade. “Acho que 16 anos é muito novo para dirigir”, enfatiza. Ela completa ainda dizendo que os adolescentes não têm responsabilidade suficiente para guiar um veículo.
“Tudo depende de cada jovem, pois cada um tem uma cabeça diferente”, expõe André Rodrigues Ferreira, morador da Vila Fátima. Para ele a solução seria liberar para os jovens mediantes a um prova para avaliar a responsabilidade de cada jovem. “Poderiam diminuir a idade sim, porque muitos adolescentes tem capacidade para dirigir”.
Já Wellington José do Monte, morador do Jardim Guilhermina, em Praia Grande, não acha que aos 16 anos uma pessoa tem responsabilidade suficiente para dirigir. “Nessa idade ainda existem crianças, que não sabem tomar decisões”, explica. Para ele mesmo que os pais assinassem uma autorização os adolescentes ainda seriam um perigo no trânsito. “Muitos pais nem sabem o que os filhos fazem nas ruas. O certo seria de 19 anos para cima”.
Adriano Ramos de Oliveira, morador do Joquei Clube, acha certo essa possibilidade. “Se o jovem tiver prática, não vejo o porque não tirar a carta de motorista”, revela. Para ele o ideal seria uma mudança simultânea do código penal. “Se puder guiar também deverá ser punido por seus atos, independente de idade”, completa.
“Nessa idade não se tem responsabilidade nenhuma, vai acabar sobrando para os pais”, opina o morador da Cidade Náutica, Wagner Santana de Almeida. Ele lembra que os pais não podem ser responsabilizados nesses casos. “Não dá para transferir a responsabilidade para os pais”, conclui.
Para o morador do Jardim Pompeba, Julio Cézar Gama Santos, os adolescentes podem dirigir aos 16 anos sim. “Conheço muitos adolescentes que são mais adultos que pessoas de 30 anos”, revela. Julio diz que o código penal também deveria mudar. “Tem adolescente que opta por roubar. Se dirigir a responsabilidade deve ser dele também”.
26/09/08 as 13:37
Parabéns pelo texto e pela tréplica!
aprendi muita coisa com esses textos!!
abraços!