Quem é Daniel Ribeiro?

O Motos Blog vai fazer 5 anos em 2012, e muitas pessoas assinam o boletim ou o feed RSS, gostam de acompanhar as matérias e participar comentando os posts, mas pouca gente sabe quem sou eu, que escreve esses artigos, e hoje vou falar um pouco de mim mesmo.

Este post não tem por objetivo ser egocêntrico ou de alguma forma pedante. Quem acompanha o Motos Blog sabe que esta nunca foi a minha abordagem, e hoje não será diferente, ainda que a tendência a isso seja grande, dado o tema do texto.

Eu sou Daniel Arruda Ribeiro, cidadão do município de Osasco/SP desde sempre. Passei a infância cercado de motos, já que meu pai é mecânico de Motocicletas desde antes de eu nascer. Cresci frequentando a oficina dele, os autódromos onde ele trabalhava como preparador, as pistas de enduro e motocross quando ele era piloto, e nas garupas das inúmeras motos que ele e que minha mãe já tiveram. Na casa dos meus pais, todos andavam de Moto, e grande parte da minha paixão por motos se iniciou por conta disso.

Moremoto na década de 80

Apesar da relação um pouco distante, e por vezes cheia de conflitos, meu pai tentava me ensinar os truques da profissão. Além disso, sempre fui um bom observador, e tenho grande facilidade para aprender apenas olhando, então ficava de longe, só observando, e absorvendo aquele conhecimento todo.

Apesar de gostar de mecânica, preparação, e ter até um bom conhecimento sobre o assunto, eu não quis seguir nesta área para ganhar a vida, já que descobri na tecnologia e na computação a minha verdadeira vocação. Desde os 9 anos de idade, quando ganhei meu primeiro computador (um XT de 1986, com tela verde), me descobri um alucinado por informática, e minha adolescência inteira foi dedicada basicamente a fuçar em computadores e eletrônicos em geral. Desmontava TUDO em casa, e na maioria das vezes, conseguia montar de novo.

Com uns 12 ou 13 anos, ganhei dos meus pais um Walk machine, que é um patinete com um motor de 50cc 2 tempos. Ficava o dia inteiro andando naquilo, e era muito bom. Tanto que logo eles tiveram que comprar outro, pois a disputa com meu irmão pelo brinquedo era grande.

Walk Machine

Logo ele vendeu os dois patinetes e comprou um Scooter de 50cc, PGO Super Fifty, mas a alegria não durou muito, pois em 1998 foi aprovado o novo Código de Trânsito Brasileiro, e com medo de algum problema legal, eles acabaram vendendo o Scooter. Minha adolescência inteira se resumiu a estudar e andar nessas tranqueiras. Até que chegou o momento de começar a trabalhar.

Com 16 anos, montei com a minha mãe uma pequena gráfica, fazendo impressos diversos, como cartões de visita e panfletos, usando um computador e uma impressora. O negócio não durou muito, mas foi suficiente para saber “como funciona” esse papo de trabalhar, e então comecei a procurar por empregos de verdade.
Trabalhei por 5 dias em uma gráfica grande de Osasco (de onde fui dispensado), depois por 3 meses como instrutor de informática (com 16 anos, nenhum instrutor impõe respeito), quando finalmente consegui meu primeiro emprego de verdade, em um pequeno provedor de Internet em Osasco.

Lá foi onde realmente coloquei em prática o que havia estudado. Fazia sites e sistemas para internet, administrava alguns servidores e atendia ligações de suporte ao usuário. Foi uma verdadeira escola. Passei pouco mais de um ano lá, e então fui convidado para informatizar uma imobiliária da cidade. Me contrataram para fazer TUDO, desde o cabeamento de rede até criar o sistema de gestão da empresa, integrado ao site. No ano 2000, sistema de gestão era para grandes multinacionais, não para uma imobiliária com 15 funcionários. Mas o pioneirismo garantiu grande vantagem de mercado para a empresa na época.

Nesta época, já com 18 anos, por volta do ano 2000 e 2001, os assuntos que mais me interessavam eram basicamente relacionados a informática, desenvolvimento de sistemas e jogos de computador. Apesar de nunca ter perdido contato com as motos, eu até então tinha apenas um Scooter de 50cc que havia comprado para me deslocar até o trabalho. Cheguei até a comprar um carro, mas logo me desfiz dele. Nunca tive paciência pra isso.

Depois de quase 2 anos na Imobiliária, fui convidado a trabalhar em uma grande empresa em Alphaville, com um grande salto no salário e nas condições de trabalho. Depois de alguns meses trabalhando lá, comprei uma Twister 250, minha primeira moto zero km, e então passei a dar mais atenção ao Motociclismo.

Minha Twister 2003

Eu sempre tive esse jeito de querer destrinchar todo e qualquer assunto de meu interesse até esgotá-lo completamente. É assim até hoje com a tecnologia e com o motociclismo (assuntos que não tem fim), e também foi com os jogos que eu gostava de jogar, com os eletrônicos, e outros assuntos que eventualmente apareciam e despertavam meu interesse, como política, história, aviação, etc.

Frequentava vários fóruns na Internet. Não haviam redes sociais como Orkut e Facebook na época, e os fóruns e chats eram as formas de distribuir informações e trocar ideias. Um dos fóruns que eu frequentava é o extinto Twister Online. Graças ao fórum, conheci muita gente interessante com quem tenho contato até hoje. A maioria tem mais ou menos a minha idade, todos tinham Twisters, que na época era uma moto bem bacana, e eu era assíduo frequentador.

Depois de alguns anos, acabei ganhando o posto de moderador do fórum, e passei a cuidar de algumas tarefas administrativas, como apagar spam e conversas desagradáveis, mover tópicos para os fóruns corretos, e cuidar dos abusos. A comunidade estava realmente bem bacana, foi através dela que conheci uma tal de Luana, que só deturpava as conversas e arranjava briga com todos no fórum. Ela foi uma enorme pedra no meu sapato na época, mas o destino prega muitas peças na gente e hoje ela é a minha esposa que tanto amo.

Eu, a Luana e nossa amiga Vanessa, em nosso primeiro encontro, em São Bento do Sul/SC – 2006

O fato de ela morar em Foz do Iguaçu/PR, a mais de 1.000 km de distância, não foi um grande problema para nós. A esta altura, eu já tinha trocado a Twister por uma Falcon, e viajamos muito naquela época apenas para nos ver. De moto, de ônibus e de avião. Era uma rotina muito frenética, por vezes exaustiva, mas muito recompensadora. Levou 1 ano para casarmos, e a Luana mudar para Osasco.

Quando o fórum já estava decadente, e as redes sociais e blogs começando a crescer, foi justamente a época em que minha carreira começou a decolar. Eu ainda estava cursando a faculdade, e comecei a ficar sem tempo para frequentar as comunidades que gostava. Fóruns são legais, mas é preciso ter muito tempo livre para acompanhar. Foi quando comecei a procurar por outras formas de me informar sobre motos.

Já contei muitas vezes por aqui a história sobre como o Motos Blog surgiu, então não vou repetir tudo. Basicamente, não haviam blogs de moto, então eu resolvi fazer um. Simples assim. Sites haviam alguns, mas sites não são blogs, e eu estava querendo um bom blog sobre motos. Como não havia, resolvi iniciar um. E desde então venho postando aqui no Blog, além das notícias e análises, textos que retratam um pouco do meu cotidiano.

Ou seja: Daniel Ribeiro é um mecânico? Não! Então é um jornalista? Menos ainda! Daniel Ribeiro é só um curioso, apaixonado por andar de moto, por mecânica, por viagens, por tecnologia e, principalmente, por boas histórias. Daniel Ribeiro é Blogueiro, e com orgulho. Não por tentar ser jornalista de motociclismo, e sim por NÃO ser jornalista de motociclismo. As pautas que trago para cá são as que eu acho melhor. Não preciso respeitar prazos, nem tenho compromisso com fabricantes, fornecedores, patrocinadores ou qualquer que seja. Em algumas épocas eu fico extremamente ocupado, e não consigo me dedicar a escrever para o Blog como gostaria, mas prefiro o silêncio do que postar textos vazios e sem sentido, ou simplesmente republicar notícias e releases, como a maioria dos outros blogs e sites faz. A minha opinião independente é justamente o que atrai a maioria dos meus leitores. E o diálogo aberto é a principal característica do Motos Blog.

Daniel Ribeiro

E o que isso muda para você? Tudo! Aqui você pode ter certeza de que a matéria não é comprada (e se for, eu vou sinalizar em letras grandes), você sabe que o que você lê aqui não é igual ao que você lê em todos os outros sites, você sabe que pode discordar do que lê, e discutir sobre isso diretamente comigo, na mesma página onde o texto foi publicado. Sabe também que eu erro, mas a correção é rápida, e sabe que pode contar comigo para o que precisar, basta me escrever e, se eu puder, vou ajudar da melhor forma.

Então este sou eu, que escrevo e mantenho o Motos Blog. Se quiser saber mais sobre mim ou sobre o Blog, ou qualquer outro assunto, é só fazer como sempre: deixe um comentário!

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