Honda Lead com 20 mil km – Teste completo

A Lead está com exatos 20 mil km e mais de 2 anos de uso, e acho que chegou a hora de fala um pouco mais sobre ela.


Se você não se lembra a história da Lead, recomendo ler:

Lead após 28 meses e 20 mil km

Eu sempre usei a Lead diariamente, e ela sempre atendeu a minha expectativa e necessidades plenamente. Mas recentemente eu arrumei um emprego na região da Saúde (Zona Sul de São Paulo), e tenho usado a Scooter todos os dias para ir de casa (em Osasco) ao trabalho, e do trabalho para a faculdade (em Osasco também). São 56 km por dia, e confesso que tenho sofrido um pouco.

Para começar, a posição de pilotagem não é a mais indicada para distâncias tão longas, até mesmo por conta da velocidade máxima de 85 km/h. Como fico arcada por muito tempo, logo começo a ficar com dor nas costas. O tamanho da Moto e a largura do guidão ajudam muito na hora de passar entre os carros, mas o comportamento arisco da direção tira um pouco da confiança.

Eu havia instalado um aparelho para aumentar a velocidade final (Servitec Fuel Controller), mas depois de alguns meses eu resolvi tirar, pois o desempenho não era tão maior assim, e como recebi uma boa proposta para vender, acabei tirando.

O manual diz que o tanque tem 6,5 litros de capacidade, eu nunca consegui abastecer mais que 5,5 litros, isso me me incomoda bastante. Quando eu não tinha que rodar tanto, não percebia, mas agora tenho que abastecer 2 vezes por semana, pois a autonomia dele é de uns 200 km.

O que mais me agrada nela é realmente o espaço que o porta objetos e o Bauleto me proporcionam. Eu levo tudo o que preciso e não tenho problemas com espaço. Como não gosto de usar mochilas, vai tudo em baixo do banco, e quando não estou na moto, ela fica com todos os equipamentos (Capacete, luvas, jaqueta, etc).

Quanto a moto, nenhum problema mecânico crônico, apenas um probleminha chato que eu ainda não consegui encontrar solução. Com 5000 km, um dos retentores do eixo do motor apresentou um problema que fazia um pouco de óleo vazar para dentro da caixa da correia e depois para fora dela. Troquei o retentor, mas com 12000 km o novo retentor também estragou, levei na oficina e troquei novamente, depois de 1000km o vazamento voltou, tudo indica que terei que abrir o motor e trocar o retentor interno. Não é um grande vazamento, é bem pequeno na verdade. Mas incomoda ver as gotinhas de óleo no chão da garagem todo dia de manhã, então eu vou procurar trocar logo. Alguns comentários no Post do teste da Lead já demonstram que outras pessoas também tiveram problemas com esse retentor, então não é um problema isolado.

Caixa da correia com óleo

Os pneus tem durado bastante, troquei o pneu traseiro com 18 mil km e o dianteiro ainda deve durar uns 10 mil. Pastilha de freio dianteiro troquei com 12 mil km. Na revisão de 12 mil, também foram trocados: Vela de ignição, filtro de ar, óleo da suspensão dianteira, além de óleo de motor e o “reaperto geral” como sempre.

Além disso, coloquei uma anteninha para cortar linhas de pipa (e a antena já quebrou) e troquei as manoplas por um modelo ergonômico da Scud (pois as originais ficavam se soltando do guidão, e essas são parafusadas).

Manopla ergonômica Scud


Manopla ergonômica Scud

E graças ao Daniel, o plástico do painel ficou manchado e agora está com este aspecto fosco. Ficou assim depois que ele colou um velcro para grudar um GPS no painel.

Painel manchado da Lead

Se estou satisfeita com a moto? Sim e não. Sim pois eu entendia as limitações dela quando comprei, apenas não contava com a possibilidade de ter que rodar tanto com ela algum dia, e apesar disso ela tem me atendido bem. E Não pois esse defeito nos retentores do eixo do motor realmente é uma chateação, e eu não gostaria de ter que trocar isso a cada 6000 km.

Penso em trocar ela por uma Dafra Citycom 300i. Até agora só ouço boas avaliações dela, mas ainda não tenho coragem para pagar essa grana em uma moto que não seja de uma marca mais tradicional. Ainda estou pensando o que fazer.

Dafra Citycom 300i

Que você acha?

Compartilhe!