Honda Lead 110 – Primeiras impressões

Bom pessoal, conforme a Luana postou na segunda-feira, compramos uma Scooter Honda Lead 110. E hoje eu vim para fazer uma resenha sobre a motinha, que me surpreendeu desde antes de compra-lá!

A História
A história começa quando eu começo a fazer um rápido estudo para montar a lista das Motos de até R$ 10.000, que eu postei no mês passado aqui no Motos Blog. Ao falar da Lead no post, falei muito pouco… Algo como “Uma Scooter da Honda com espaço para dois capacetes…”, e ainda disse que esta muito pouca Moto para os R$ 8.000 que pediam. Foi quando um leitor prontamente deixou um comentário, corrigindo o preço (que é de R$ 6.500), e eu passei a achar o preço mais “aceitável”, mas ainda assim, bem salgado, tomando como parâmetro a Burgman 125.

Uns dias depois, a Luana (minha esposa) precisou sair e acabou tendo um dia muito ruim: Calor infernal, pessoas mal-educadas na rua, no ônibus e por toda a parte… Foi quando ela lembrou das origens, de quando ela morava em Foz do Iguaçu, onde as pessoas são mais educadas, onde ela tinha moto e não precisava passar por nada disso. E antes que ela resolvesse pedir o divórcio e voltar pra lá, eu tratei de resolver o problema dela.

Eu não tive muito tempo para pesquisar por qual moto seria a ideal para ela… Eu só sabia que não podia custar muito, e que precisava ser uma moto bem completa e confiável. Eu coloquei na lista das candidatas a Burgman 125, que eu já conheço de cor-e-salteado, pois meu pai tem uma e eu estou usando vez ou outra, a YBR Factor ED, e a Lead (já que agora o preço é melhor).

Fui buscar a Luana e fomos até uma concessionaria Honda. Chegando lá, já perto do horário da loja fechar, só havia uma Lead, a Bege. Olhamos para a moto, e a cor criou uma má impressão inicial, mas como eu não ligo muito pra isso, comecei a olhar para os dotes da motinha. Logo de cara, o que me surpreendeu foi a pinça de freio de dois pistões na roda dianteira. Achei um exagero para uma moto deste tamanho, mas o exagero é no bom sentido, além disso, a roda dianteira de 12 polegadas, maior do que a da Burgman, deve ser melhor para encarar os buracos eventualmente. Também me surpreendeu o espaço em baixo do banco da moto, enoooorme, cabe dois capacetes (um fechado e um aberto), ou uma grande mochila, e muitas outras coisas. Com uma moto dessas, da até para dispensar o Bauleto. O vendedor não parecia acreditar que eu queria comprar a moto, talvez por ter chegado de Yes, ou talvez por querer me despachar logo pra poder fechar a loja. Então o papo foi curto. Ele não falou muito das qualidades da moto. Acabamos indo embora sem saber se a Lead era ou não uma boa moto.

Quando saímos, começou a chover. Fomos para casa em Osasco, e já quase lá, resolvemos passar em frente a concessionária que tem bem próximo. Ela já estava fechada, mas ainda haviam algumas pessoas lá, resolvemos parar e tentar entrar. O vendedor prontamente abriu a loja para o casal ensopado, e nos atendeu muito bem. Explicou que a moto possui Injeção Eletrônica (chega daquele papo de afogador), mostrou o porta-luvas, o bagageiro, e mais uma vez, o grande espaço sob o banco. Mostrou todas as cores disponíveis (Vermelha, Preta, Bege e Prata).

Nos apaixonamos pela pequena moto, que não é tão pequena assim. Ela parece ser maior que a Burgman, e certamente tem mais mimos. Mas as surpresas estavam só começando. Acabamos fechando o negócio na Lead depois de barganhar um pouco o preço. Saiu por R$ 6.200.

A Lead

Honda Lead 110

No Sábado, fomos a concessionária retirar a moto. O vendedor fez um pequeno Briefing ensinando alguns detalhes da moto, como o de que ela só liga com um dos freios acionados, o acionamento da trava do banco, porta-luvas, tanque de combustível, do freio de estacionamento. Mais uma surpresa ai! A moto tem uma pequena trava, que permite segurar o freio traseiro acionado. É útil quando se quer estacionar a moto, ou para-la em uma subida, pois como o câmbio dela é CVT, não dá para parar ela “engrenada”.

Ao sair da concessionária, fomos a um posto de gasolina. Ao parar a moto, procuramos o “pezinho” lateral, e constatamos que a moto não tem! Ela só tem o cavalete central. Achei isso meio esquisito… Nunca vi uma moto que não vem com o apoio lateral. Isso foi uma surpresa meio desagradável, pois colocar a moto no cavalete central o tempo todo é meio cansativo. Bom, passado o impacto da nova descoberta, mandamos encher o tanque, que tem capacidade de 6,5 litros. Couberam 4,5 e gastamos 12 reais. Como a moto ainda não tem placa, fomos a uma rua pouco movimentada para experimentar. Paramos ela e ficamos olhando o que a moto tem. Ao abrir o banco, observei uma pequena tampa de plástico, e fiquei sem entender inicialmente o que é, mas trata-se do reservatório de água! Sim, o motor é refrigerado a água. Isso explica como o motorzinho de apenas 110cc consegue desenvolver tão bem com duas pessoas. Também explica o funcionamento extremamente silencioso da moto.

Reservatório de água

Treinamos um pouco o uso do cavalete central, meio que conformados de que teríamos que nos adaptar a ele. Mas depois fiquei sabendo que a própria Honda vende o cavalete lateral como opcional. Certamente vou colocar!

Ao andar um pouco pela rua, percebi o comportamento “estranho” do freio traseiro. Depois de um tempo, percebi que trata-se de um freio combinado! Ou seja, ao acionar o freio traseiro, o dianteiro também é acionado. Isso é legal mas é estranho ao mesmo tempo, pois dependendo da “tocada”, o acionamento do freio dianteiro pode não ser uma boa ideia… De qualquer forma, é um bom equipamento, que evita que quem é muito novato cometa alguns erros básicos de pilotagem. E isso o vendedor esqueceu de falar.

Freio de estacionamento / traseiro

Freio de estacionamento acionado

A moto desenvolve muito bem. O câmbio mantém o giro do motor na faixa ideal de torque, fazendo a motinha arrancar bem rápido até os 60 km/h. Eu não quis acelerar muito logo no começo, mas até os 80 km/h que cheguei, a moto me pareceu bem estável e segura.

Ficamos andando um pouco lá, sentindo a moto, e depois voltamos para casa. Rodamos 8 km apenas. A moto está sem placa, então não é bom arriscar. Mas essa semana o documento dela fica pronto e eu vou emplaca-la. E então poderei fazer um teste mais apurado da moto.

Os principais pontos positivos
– Freio traseiro combinado com o dianteiro (CBS)
– Refrigerada líquida
– Injeção eletrônica
– Muito espaço para bagagem
– Bagageiro de série
– Pedaleiras retráteis para o garupa
– E ela é linda!

E as principais desvantagens
– Falta o cavalete lateral (Erro inconcebível! Não sei porque não vem de série.)
– Falta o pedal de partida (caso a bateria falhe, não dá pra ligar o Scooter no tranco, então o pedal faz falta nessa hora.)
– Falta um hodômetro parcial no painel (a moto tem apenas o hodômetro total.)

Veja algumas fotos da Lead:

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